terça-feira, 1 de junho de 2010

BP sabia que plataforma tinha problemas, dizem relatórios

Documentos internos da BP mostram que existiam problemas sérios na plataforma Deepwater Horizon, que explodiu, e que preocupações com segurança eram um tema constante.
Além disso, a agência federal responsável por fiscalizar a empresa permitiu que ela utilizasse materiais que não tinham sido testados como deveriam.
Em junho de 2009, por exemplo, os engenheiros da empresa se diziam preocupados com o material metálico utilizado para revestir a estrutura no fundo do mar. Ele precisa ser resistente pois a pressão do local é muito alta.
Um deles, Mark Hafle, dizia, em relatório interno, que o material poderia não aguentar e se partir. “Certamente esse seria um cenário pessimista”, escreveu. “De qualquer forma, eu já vi isso acontecer antes.”
A BP, porém, foi em frente com o material, apesar de ele violar as políticas de segurança e engenharia que a empresa segue. Os relatórios não explicam, porém, o motivo da exceção.
Além disso, em pelo menos três ocasiões, os registros mostram que o “blowout preventer”, a válvula do poço que deveria ter impedido o vazamento após a explosão, não funcionava bem.
Após informar isso ao Serviço de Administração Mineral dos EUA, que serve de agência reguladora da exploração de petróleo no país, a empresa pediu para adiar os testes obrigatórios com a válvula, que o governo americano exige que se faça a cada dois meses. Eles achavam que ela não seria aprovada.
Primeiro, o pedido foi rejeitado. Mas a BP insistiu e então se permitiu que o “blowout preventer” fosse testado a uma pressão 35% menor do que a utilizada normalmente. Ela, então, passou nos testes.
Outro lado – A fabricante da válvula, a empresa Cameron, não quis comentar se testar o seu produto a uma pressão mais baixa do que a normalmente usada era apropriado. Já a BP afirmou que seria “prematuro” comentar os relatórios.

Fonte: Folha.com

Vazamento segue e EUA já falam em “esperar pelo pior”

Após o fracasso de sua operação para conter o vazamento de petróleo no golfo do México, a BP anunciou ontem um novo plano, enquanto admite que não conseguirá fazer o vazamento parar nas próximas semanas.
“Se conseguirmos conter o fluxo do poço até agosto, fazendo com que não se derrame mais óleo no mar, será uma saída positiva”, disse Bob Dudley, diretor-geral da BP, após constatar que a tentativa de injetar resíduos sólidos no poço não havia conseguido deter o óleo.
Essa estratégia, chamada de “top kill”, foi abandonada em definitivo. “Estamos decepcionados. Não fomos capazes de controlar o fluxo do poço. O vazamento foi enorme”, disse Dudley. A BP tinha dito antes que o “top kill” tinha entre 60% e 70% de chance de funcionar.
Enquanto isso, Carol Browner, conselheira sênior de Barack Obama na área ambiental, disse que o governo está “se preparado para o pior”. Ela disse que “o povo americano precisa saber” que a Casa Branca está preocupada com a possibilidade de o problema não se resolver nos próximos meses.
Pelo menos 80 milhões de litros do combustível fóssil foram derramados no mar desde o desastre começou, há cinco semanas.
Browner reafirmou que o desastre ambiental é “provavelmente o pior que já enfrentamos neste país”, deixando para trás o derramamento de óleo provocado pelo petroleiro Exxon Valdez, no Alasca, em 1989.
Tente outra vez - A BP tentará agora usar uma cúpula de contenção similar à utilizada no início de maio. Ela falhou porque cristais de gelo se formaram, impedindo que o petróleo fosse canalizado a uma plataforma na superfície.
Segundo Dudley, o fracasso trouxe lições para os engenheiros que poderiam ser utilizadas na nova cúpula.
O chefe das operações da BP, Doug Suttles, admite, porém, que mesmo se a operação for bem sucedida, só poderá conter parte do petróleo. Isso porque os engenheiros perceberam que não será possível fazer uma cúpula com um encaixe perfeito, que canalize todo o petróleo.
Por isso, a empresa está fazendo novas perfurações. A ideia é canalizar o petróleo por um poço secundário, fazendo com que a pressão do reservatório diminua e o vazamento se reduza até parar.
Essas perfurações vão levar, porém, pelo menos dois meses até ficarem prontas. A conselheira de Obama reforçou que o governo está pressionando a BP para que elas saiam o quanto antes.

Fonte: Folha.com

Cientistas alertam para “desastre invisível” no golfo do México

Um grupo de cientistas independentes e funcionários do governo americano afirmou nesta segunda (31) que o vazamento no golfo do México representa um desastre não só para a vida na superfície do mar mas também em suas profundezas, afetando desde gigantescas baleias cachalotes até o minúsculo plâncton.
Grupos de animais de marinhos emergem todas as noites de águas profundas para águas mais rasas para alimentar-se de outros peixes. Espécies que vivem próximo à superfície, como camarões e vermelhos, servem de alimento para muitos desses animais das profundezas. A presença de óleo tanto em águas rasas quanto em águas profundas pode alterar esse equilíbrio ecológico.
Além disso, algumas dessas espécies estão em sua época anual de procriação. Ovos expostos ao óleo tornam-se rapidamente inviáveis, e os animais que conseguirem nascer, poderão morrer de fome com a queda na quantidade de plâncton disponível.
“Todo peixe e invertebrado que entra em contato com o óleo está provavelmente morrendo”, afirmou Prosanta Chakrabarty, biólogo de peixes da Universidade Estadual da Louisiana.
Em 2009, Chakrabarty descobriu duas novas espécies de peixes-morcego vivendo a cerca de 48 quilômetros da costa da Louisiana, próximo à região região onde a plataforma Deepwater Horizon, operada pela BP, afundou no dia 24 de abril.
É possível que, quando o artigo científico de Chakrabarty descrevendo a descoberta aparecer publicado na edição de agosto do “Journal of Fish Biology”, as duas espécies estejam seriamente ameaçadas ou até extintas.
Segundo pesquisadores, pelo menos duas grandes colunas de óleo foram encontradas a centenas de metros abaixo da superfície, abrangendo uma área de quilômetros.
Executivos da petrolífera BP, no entanto, negam o espalhamento de óleo sob a superfície. O diretor-executivo da BP, Tony Hayward, disse que o óleo naturalmente sobe à superfície e que qualquer óleo encontrado nas profundezas encontra-se em seu curso para a superfície.

Fonte: Folha.com

STJ adere à Agenda Ambiental da Administração Pública, do MMA

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) aderiu à Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P), do Ministério do Meio Ambiente, nesta segunda-feira (31), em Brasília. O termo de adesão foi assinado pelos ministros do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e do STF Herman Benjamin e pelo diretor-geral do STJ, Athayde Fontoura Filho, durante a abertura dos eventos em comemoração da semana do meio ambiente, no tribunal.
O acordo visa integrar os esforços entre os órgãos para desenvolver projetos socioambientais no cotidiano e na qualidade de vida do ambiente de trabalho do Tribunal. Para a ministra Izabella, a adesão à A3P representa um processo de mudança de comportamento.
“São as práticas do dia a dia que levam a sustentabilidade para o Planeta”, ressaltou a ministra, lembrando que ações simples como separar o lixo seco, como papel e plástico, do lixo orgânico já fazem muita diferença para o meio ambiente.
A ministra afirmou que a participação dos servidores na agenda ambiental é uma oportunidade ímpar de transformação do pensamento coletivo. Para ela, quando os servidores participam da agenda “revelam um novo comportamento também dentro de casa”.
Como exemplo das ações da A3P implementadas no MMA, a ministra Izabella destacou a redução de 75% no consumo de água a partir do reaproveitamento da água das chuvas, além da troca do sistemas de ar-condicionado, reduzindo o consumo de energia, e o aumento no número de papel reciclado. Este material é encaminhado à cooperativa de catadores.
Ao final do evento, a ministra Izabella conheceu o centro de digitalização de processos do STJ. “Mais do que poupar papel, é dotar de racionalidade e sustentabilidade a administração pública federal como também de inclusão social” ressaltou a ministra depois de conhecer o centro de digitalização, que emprega pessoas com deficiências na fala e na audição. “Aqui temos uma importância ímpar. Estamos falando de inclusão social, mudança de comportamento e saber conviver com as diferenças, apostando no atitude individual que leva ao resultado coletivo, garantindo a sustentabilidade do planeta”, finalizou.
De acordo com o ministro Benjamin, a sustentabilidade no STJ vai começar pelos ministros, para alcançar os funcionários e outros tribunais. “É preciso redesenhar o uso dos recursos naturais. É preciso mudar a percepção do não sustentável para o sustentável”, ressalta. Segundo o ministro, ele já começou a mudar o comportamento. No gabinete dele, as impressoras são abastecidas com papel reciclado e não são usadas garrafas de plástico para água.
A coordenadora do programa STJ Socioambiental, Ketlin Feitosa, acredita que o tribunal vai avançar muito com a parceria com o MMA. Dentre os compromissos do tribunal com a A3P estão a eficiência energética, reaproveitamento da água e licitações sustentáveis.
A3P – Criada pelo Ministério do Meio Ambiente, a A3P pretende estimular e orientar a inclusão da gestão ambiental nas atividades administrativas do Estado. O objetivo é alcançar a sustentabilidade socioambiental com adoção de medidas conscientes pela Administração Pública. A intenção é reduzir significativamente os impactos ambientais de suas ações, projetos, programas, contribuindo para a mudança dos atuais padrões de consumo e produção do País.
 
Fonte: Ambiente Brasil

Após roubo de animais, Centro de Zoonoses de Campinas/SP reforça segurança

Após o roubo de animais do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) de Campinas (SP) na última terça (25), a segurança do local será reforçada com o apoio da Guarda Municipal e com a instalação de câmeras de segurança ligadas à CIMCamp (Central Integrada de Monitoramento de Campinas).
Segundo informações da prefeitura, na quarta-feira (26) seguinte, as rondas nas proximidades da unidade foram intensificadas.
Os trabalhos de captura de grandes animais também será reforçado, de acordo com a prefeitura, e a partir de agora, as equipes vão contar com o apoio da guarda nas capturas de rotina e nas demandas geradas a partir de denúncias, assim como em casos de reincidência ou em situações em locais onde proprietários já entraram em confronto com equipes do CCZ.
O secretário de Saúde da cidade, José Francisco Kerr Saraiva, informou que as ações de recolhimento de grandes animais prosseguem normalmente.
A Secretaria da Saúde ainda que está apurando o roubo dos animais na última terça e o caso também está sendo investigado pela Polícia Civil.

Fonte: Folha.com

Desastre ambiental nos EUA pode elevar custos do pré-sal, diz Eike Batista

O vazamento de petróleo em um poço da BP (British Petroleum) no golfo do México poderá aumentar os custos de extração na região pré-sal do Brasil, afirmou nesta segunda-feira (31) o bilionário Eike Batista, presidente do grupo EBX, holding que congrega empresas como a OGX, do setor de petróleo.
“Aumentaria o custo com certeza, mas numa dimensão que não inviabilizaria o retorno ao investimento”, declarou ao ser questionado sobre o assunto em um evento em São Paulo.
Especialistas no país alertaram, após o vazamento no golfo, que o Brasil deveria tomar medidas preventivas para evitar acidentes como aquele na área de exploração da BP, já que os equipamentos utilizados pela indústria atualmente poderiam não ser adequados às profundidades maiores do pré-sal.

Fonte: Folha.com

Cientistas russos estudam ursos deslocados pelo degelo no Ártico

Um grupo de cientistas russos segue o rastro dos ursos polares deslocados pelo degelo no Ártico, provocado pela mudança climática.
A expedição pretende colocar colares de monitoramento em ao menos 18 espécimes para identificar seus novos caminhos diante do desaparecimento progressivo das placas de gelo.
Os pesquisadores querem saber detalhes como o local onde os ursos dormem, quanto tempo os animais passam na água e quanto se mantém em terra firme, ou se ocorrem mudanças em sua alimentação. Eles pretendem encontrar respostas para essas perguntas com as informações que serão registradas por meio de um satélite.
Fonte: Folha.com