terça-feira, 31 de agosto de 2010

China e Rússia criam zona transfronteiriça de proteção aos tigres

China e Rússia decidiram colocar em funcionamento uma zona transfronteiriça de proteção aos tigres da Sibéria, uma espécie em perigo de extinção, anunciou nesta segunda-feira o jornal China Daily.
Esta zona deverá estender-se na província de Jilin, nordeste da China, à região russa de Primoria, onde as autoridades de cada país lançarão operações contra a caça ilegal, explicou o jornal.
China e Rússia harmonizarão os sistemas de vigilância de seus felinos, realizarão estudos ecológicos e melhorarão a comunicação de informações.
O desmatamento acelerado, a degradação do meio ambiente e o contrabando explicam a rápida diminuição do número desses felinos.
A China proibiu em 1993 o comércio de ossos e outros produtos procedentes dos tigres e utilizados na farmacopeia, mas a caça e o contrabando continuam sendo muito ativos.

Fonte: Yahoo!



Temporada de queimadas deve seguir até novembro, segundo Inpe

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam que a temporada de queimadas no país, que começou em junho, deve seguir até novembro. O Pará é um dos estados mais atingidos.
O sudeste do estado é a região mais afetada pelas queimadas no Pará, que destroem rebanhos e lavouras, além de regiões de serra e áreas de preservação. Em São Félix do Xingu, uma das cidades em que a situação é mais crítica, dezenas de focos de incêndio formam uma cortina de fumaça sobre a floresta.
Desde julho, segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, 79 fazendeiros foram multados por queimadas irregulares.
O Corpo de Bombeiros do Pará afirma que 250 homens atuam no sudeste do estado para combater as chamas, com a ajuda de equipes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Segundo o Ibama, além do Pará, os estados em que a situação é mais grave, atualmente, são Tocantins, Mato Grosso e Rondônia.
“O grande problema são as queimadas para a agricultura, para consolidar e implantar a pecuária, renovar pastos. Essa tecnologia rudimentar, com a baixa umidade relativa do ar, causa muitos transtornos e não dá para pensar em queimar”, diz Luciano Meneses Evaristo, diretor de proteção ambiental do Ibama, ao G1.

Fonte: G1

Incêndio destrói 30 hectares da maior área de Mata Atlântica do interior de SP

Um incêndio destruiu nesta segunda-feira (30) cerca de 30 hectares do Parque Estadual do Morro do Diabo, maior área de Mata Atlântica do interior do estado de São Paulo, localizado em Teodoro Sampaio (680 Km da capital).
De acordo com a bióloga do parque, Andrea Soares Pires, o fogo já está controlado. Uma usina de açúcar e álcool que fica próxima à reserva forneceu dois aviões, quatro caminhões e 30 pessoas para o combate às chamas. Outros dez homens do Corpo de Bombeiros de cidades vizinhas e mais 12 funcionários do parque auxiliaram na luta contra o fogo.
Ainda segundo Pires, não há como dimensionar precisamente a área consumida pelo incêndio. “Amanhã (terça-feira )vamos analisar melhor, mas acredito que foram cerca de 30 hectares destruídos, o que significa mais ou menos 30 campos de futebol”, informou a bióloga.
Funcionários do parque vão monitorar os focos de incêndio no local durante a madrugada. Pires informou também que o incêndio teve início na tarde de domingo (29) em canaviais próximos à reserva ambiental e chegou nesta segunda-feira ao lado norte do morro do Diabo.
A região oeste do Estado sofre há 45 dias com a falta de chuvas. Presidente Prudente teve nesta segunda-feira, segundo o Cptec (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos) do Inpe (Instituto Nacional de Estudos Espaciais), 9% de umidade relativa do ar. Ontem, o índice chegou a 6%, nível inferior ao do deserto do Saara.
O Parque Estadual Morro do Diabo possui uma superfície de 33.845 hectares e abriga a maior reserva de peroba-rosa do Estado, espécie ameaçada pelo desmatamento. O morro do Diabo possui pelo menos 300 espécies de aves das 1.600 conhecidas no Brasil e animais como a anta e a onça pintada.

Fonte: Folha.com

Cientistas pedem reforma no painel climático das Nações Unidas

O painel climático da Organização das Nações Unidas (ONU) deveria fazer predições apenas quando dispusesse de sólidas evidências e deveria evitar a defesa de políticas, afirmaram cientistas em um relatório divulgado na segunda-feira (30). O documento também pede uma ampla reforma no Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC).
O IPCC foi alvo de uma série de críticas após admitir, em janeiro, que seu relatório sobre aquecimento global de 2007 exagerou sobre a velocidade do derretimento das geleiras do Himalaia. O painel reconhecera antes que havia exagerado sobre o quanto a Holanda está abaixo do nível do mar.
“Probabilidades qualitativas devem ser usadas para descrever a probabilidade de resultados bem definidos apenas quando há evidência suficiente”, afirmou o grupo revisor apoiado pelas academias de ciências dos Estados Unidos, da Holanda, da Grã-Bretanha e de outros países.
O relatório diz que o estatuto do IPCC afirma que ele deve ter “relevância política” sem defender políticas específicas. Alguns líderes do IPCC, entretanto, foram criticados por declarações que pareciam apoiar determinadas abordagens políticas.
“Desviar-se para o ativismo pode apenas ferir a credibilidade do IPCC”, afirmou o relatório.
A revisão defendeu ainda que o limite de dois mandatos de seis anos para a presidência do IPCC é muito extenso e deveria ser encurtado para apenas um mandato, como ocorre com os cargos de outras autoridades do painel climático da ONU. Atualmente, Rajendra Pachauri, da Índia, é o presidente do IPCC.
O relatório não pediu a substituição de Pachauri, presidente desde 2002. Questionado se consideraria renunciar caso fosse solicitado, Pachauri disse a jornalistas que aceitaria qualquer decisão tomada pelo IPCC.
O documento também pediu por uma reestruturação da administração do painel, incluindo a criação de um comitê executivo que incluiria pessoas de fora do IPCC.
Com relação aos erros dos relatórios do IPCC, o grupo revisor defendeu a adoção de procedimentos de controle mais fortes sobre as revisões científicas do painel a fim de minimizar erros futuros.
Harold Shapiro, professor da Universidade de Princeton e presidente do comitê que revisou o trabalho do IPCC, disse a jornalistas que um relatório de um grupo de trabalho do IPCC “contém muitos enunciados que denotam alta confiança, mas para os quais há pouca evidência”.
Shapiro afirmou que a resposta do IPCC aos erros, quando eles foram revelados, foi “lenta e inadequada”.
Os erros, disse ele, “não arranharam a credibilidade do processo”.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, reconheceu que houve um pequeno número de erros no relatório de 2007, mas insistiu que as conclusões fundamentais estavam corretas.

Fonte: G1

Plantas crescem menos com aquecimento global

O aquecimento global não tem feito as plantas crescerem mais, como se estimava, mas sim menos. Segundo um estudo publicado na revista Science, a produtividade dos vegetais tem decaído em todo o mundo.
Até então, achava-se que as temperaturas constantemente mais elevadas estariam estimulando o crescimento das plantas, mas a nova pesquisa, feita com dados de satélites da Nasa, a agência espacial norte-americana, aponta o contrário.
O motivo são as secas regionais, indica o estudo feito por Maosheng Zhao e Steven Running, da Universidade de Montana, segundo o qual a tendência na produtividade já dura uma década.
A produtividade é uma medida da taxa do processo de fotossíntese que as plantas verdes usam para converter energia solar, dióxido de carbono e água em açúcar, oxigênio e no próprio tecido vegetal.
O declínio observado na última década foi de 1%. Parece pouco, mas, de acordo com os autores da pesquisa, é um sinal alarmante devido ao impacto potencial na produção de alimentos e de biocombustíveis e no ciclo global do carbono.
“Os resultados do estudo são, além de surpreendentes, significativos no nível político, uma vez que interpretações anteriores indicaram que o aquecimento global estaria ajudando no crescimento das plantas mundialmente”, disse Running.
Em 2003, outro artigo publicado na Science, de Ramakrishna Nemani, do Centro de Pesquisa Ames, da Nasa, e colegas, havia apontado um aumento de 6% na produtividade global de plantas terrestres entre 1982 e 1999.
O aumento foi justificado por condições favoráveis na temperatura, radiação solar e disponibilidade de água, influenciados pelo aquecimento global, que seriam favoráveis ao crescimento vegetal.
Zhao e Running decidiram fazer novo estudo, a partir de dados da última década reunidos pelo satélite Terra, lançado em 1999. Os cientistas esperavam pela continuidade da tendência anterior, mas verificaram que o impacto negativo das secas regionais superou a influência positiva de uma estação de crescimento mais longa, o que levou ao declínio na produtividade.
Segundo o estudo, embora as temperaturas mais elevadas continuem a aumentar a produtividade em algumas áreas e latitudes mais altas, nas florestas tropicais, responsáveis por grande parte da matéria vegetal terrestre, a elevação nas temperaturas tem diminuído a produtividade, devido ao estresse hídrico e à respiração vegetal, que retorna carbono à atmosfera.
O artigo Drought-Induced Reduction in Global Terrestrial Net Primary Production from 2000 Through 2009 (doi:10.1126/science.1192666), de Maosheng Zhao e Steven Running, pode ser lido por assinantes da Science em www.sciencemag.org.

Fonte: Agência Fapesp

Brasil cumpriu 75% da meta mundial de conservação da biodiversidade, segundo MMA

A secretária de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, Maria Cecília Wey de Brito, disse nesta quinta-feira (26) que o Brasil cumpriu experiências de conservação criadas em todo o território nacional, que resultaram no cumprimento de 75% da meta mundial. Essa informação será levada à 10º Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP-10) das Organizações das Nações Unidas (ONU), que será realizada em outubro, em Nagoya, no Japão.
“Nossa experiência nisso é incontestável e nosso avanço para o mundo e para nós mesmos também”, afirmou Maria Cecília. Ela disse que as discussões na COP-10 devem ser feitas em torno de novos recursos para a conservação da biodiversidade. “A ideia é chegar na conferência com um cálculo, que será mostrado não só para os países que partilham a Amazônia com o Brasil, mas para o mundo todo. “ Vamos chegar em um número e mostrar para o mundo quanto isso custa. Nós sabemos que, no Brasil, esse custo é muito pouco ressarcido pelos cofres governamentais. Recebemos 25% daquilo que seria necessário para manter esse sistema funcionando”.
Maria Cecília ressaltou a importância do país ter deixado de olhar apenas para a Amazônia como um ambiente importante e ter passado a perceber melhor o que está acontecendo nos outros biomas. “Passamos a monitorar o Cerrado, a Caatinga, o Pantanal, o Pampa e a Mata Atlântica. Isso também nos dá um quadro para várias ações de políticas públicas para detectar o que causa os danos nesses biomas e como atuar preventivamente”, declarou após participar do Fórum Biodiversidade e a Nova Economia, na sede da editora Abril, na capital paulista.
Segundo Maria Cecília, há a falsa ideia da existência de muitas áreas protegidas no Brasil e que por isso a agricultura brasileira não teria espaço para crescer. Segundo ela, dados mostraram que isso não é verdade. “Nós temos alguma porcentagem no estado brasileiro conservada, algumas em áreas indígenas, mas isso jamais é maior do que a área que temos para agricultura e que permite expansão nas áreas já degradadas e abandonadas simplesmente”. Para Maria Cecília, esses dois pontos foram suficientes para que alguns deputados acreditassem que o Código Florestal não é bom para o país.
A secretária informou que o ministério deve apresentar um novo texto para os deputados, mas ainda não há previsão de quando isso acontecerá. Segundo ela, foi montado um grupo, que colocará no papel seus pontos de vista mais claros para o governo demonstrar sua posição. “Creio que faremos isso rapidamente porque temos um acúmulo de informações e experiências. Vamos fazer uma proposta inteira de um novo marco legal com essa finalidade, mas manteremos algumas das condições originais do Código Florestal, porque ele tem um embasamento científico, que não deve ser perdido”.
Em relação ao combate às queimadas registradas no país nos últimos dias, Maria Cecília disse que o Ministério do Meio Ambiente tem uma ação sistemática para atuar em áreas atingidas, com brigadas de incêndio nas Unidades de Conservação treinadas para agir nessas situações. “O que acaba acontecendo é que, se há inúmeros focos no mesmo momento, não há contingente. O ministério, com a ajuda da Polícia Federal, Bombeiros, Exército tem tentado dar conta dos focos deste ano, mas infelizmente ainda estamos vendo que esses números [de queimadas] são crescentes”, declarou.

Fonte: Flávia Albuquerque/ Agência Brasil

Saneamento acessível

A grande maioria das cidades brasileiras sofre, em maior ou menor grau, de contaminação por nitrogênio, particularmente de nitrato. As zonas rurais são contaminadas por causa do uso excessivo de fertilizantes e os solos urbanos recebem nitrogênio principalmente de fossas sanitárias ou mesmo de redes de esgoto sem manutenção ou mal projetadas.
Esse problema levou o grupo de pesquisa do Laboratório de Modelos Físicos do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (IG-USP) a desenvolver uma fossa séptica que fosse mais eficiente e, ao mesmo tempo, acessível às populações mais pobres, que dependem principalmente desse tipo de saneamento.
O projeto Minimização dos Impactos dos Sistemas de Saneamento (Minisis), apoiado pela Fapesp por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular, analisou o problema de maneira ampla e resultou em uma série de contribuições ao sistema de saneamento por fossas sépticas.
“As fossas convencionais são bastante eficientes em degradar matéria orgânica infiltrada no solo, mas o seu rendimento é limitado para nutrientes, como o nitrogênio”, disse Ricardo Hirata, professor do IG-USP e coordenador do projeto. O resultado é a contaminação do ambiente por microrganismos e por nitrato (NO3), uma das formas que se apresenta o nitrogênio no ambiente e que é muito estável e móvel e pode permanecer por décadas nas águas subterrâneas.
A dificuldade de degradação do nitrato, aliada ao fato de derivar de uma fonte crescente, os dejetos humanos, fazem dele o contaminante mais abundante do planeta nas águas subterrâneas. “O nitrato não é o contaminante mais agressivo, mas com certeza é o mais comum e o que se apresenta em maior volume nos reservatórios de água subterrânea, os aquíferos”, disse.
O problema aumenta com o crescimento das cidades, cujas redes de coleta de esgoto nunca crescem na mesma proporção. O resultado é a permanência de nitrato no ambiente por períodos que podem chegar a centenas de anos.
O nitrato permanece nos lençóis freáticos e volta à população com a captação de água por poços ou nascentes, configurando-se em um grande problema de saúde pública. “Um dos mais sérios casos de contaminação é o da cidade de Natal (RN), cuja população consome água encanada com nitrato”, disse Hirata.
Em São Paulo, a situação também requer atenção, segundo o pesquisador, pois 75% dos municípios paulistas são abastecidos total ou parcialmente pela água que vem de fontes subterrâneas, muitas dessas vulneráveis à contaminação por fossas.
Sem condições financeiras de construir uma estrutura apropriada, muitos moradores cavam buracos simples no solo e que, frequentemente, encontram o nível freático. Esse recurso, chamado de “fossa negra”, é ainda mais nocivo ao ambiente, pois injeta o contaminante diretamente na água subterrânea, sem que nenhuma forma de redução do contaminante possa ocorrer no solo, onde se processa a maior parte da transformação bioquímica dessas substâncias nocivas, segundo o professor.
Desenvolvimento no local – Para desenvolver o novo modelo de fossa, o grupo da USP precisava de uma comunidade que não fosse atendida pela rede de esgoto. O bairro de Santo Antônio, no distrito de Parelheiros, zona sul de São Paulo, foi o escolhido.
Os pesquisadores acompanharam o desempenho de duas fossas pertencentes a moradores vizinhos. Uma delas, a fossa controle, era do tipo negro convencional. A segunda foi construída na casa ao lado segundo a tecnologia desenvolvida pelo grupo.
A fossa projetada pelos pesquisadores tem dois níveis. O primeiro é formado por óxidos de cálcio e de ferro, um rejeito da indústria siderúrgica com propriedades bactericidas. “Por ter um pH muito alto, próximo de 12, esse material consegue degradar vírus e bactérias com alta eficiência”, explicou Hirata.
Para o experimento a equipe conseguiu trazer escória do porto capixaba de Tubarão, que possui grande fluxo de exportações de minério de ferro. Após passar pela camada mineral, o líquido efluente percola para a segunda barreira reativa, composta por areia e serragem da madeira cedrinho. Os cavacos de madeira, que fornecem carbono ao meio por respiração aeróbica, consomem o oxigênio e propiciam que o nitrato seja reduzido bioquimicamente a um gás de nitrogênio.
O projeto foi bem-sucedido e a primeira camada eliminou 95% dos vírus e bactérias presentes. Já a barreira de serragem e areia degradou com eficiência 60% do nitrato encontrado, mas Hirata aponta que o conhecimento alcançado no experimento permite melhorar esse número para 80%.
A degradação do nitrato no novo sistema foi tema da tese de doutorado de Alexandra Vieira Suhogusoff, defendida este ano. A aluna foi orientada por Hirata e teve apoio FAPESP por meio de uma Bolsa de Doutorado Direto.
A redução dos microrganismos obtida na primeira camada da fossa rendeu a tese de doutorado de Jesse Stimson, da Universidade de Waterloo, no Canadá, instituição que colaborou com o projeto de pesquisa.
O trabalho ainda contou com equipamentos de monitoramento para controlar a quantidade de material lançado em cada fossa e permitir a retirada de amostras. Os resultados obtidos foram usados para construir modelos numéricos que indicaram a possibilidade de se repensar a ocupação urbana sem rede de esgoto, permitindo aumentar o número de fossas sem implicar contaminações das águas subterrâneas ou mesmo superficial.
“Como ela é mais eficiente, podemos aumentar em até 60% a densidade de fossas em um bairro, comparativamente à capacidade de suporte com uso de técnicas convencionais”, afirmou Hirata, ressaltando que o custo da obra é bem acessível, embora não tenha estimado o valor exato.
Outra vantagem é que a construção da nova fossa não exige treinamento específico de profissionais. “Qualquer pedreiro familiarizado com obras de poços é capaz de construir o novo modelo”, disse. Isso permite que seja utilizada mão de obra local, mais acessível financeiramente.
Poços mais seguros – Outro resultado do projeto foi o desenvolvimento de uma metodologia para avaliação sanitária de poços de água. Trata-se de um questionário simples com dez perguntas objetivas que exigem respostas simples de “sim” ou “não”, como “há criação de animais próxima ao poço?”, “o poço possui trincas na parede interna?” e “a água que sai da cozinha passa a menos de 10 metros do poço?”
Com ele, um agente de saúde pode fazer um levantamento da qualidade da água consumida em um bairro, uma vez que a qualidade do poço é estimada a partir do número de respostas positivas recebidas.
“É um modo simples de municiar os órgãos de saúde pública na importante questão do consumo de água na área periférica de cidades”, sugeriu Hirata, que alertou para o fato de a população não possuir parâmetros objetivos para avaliar a água de seus poços.
“Para muitos, a água cristalina e fresca é sinônimo de água potável e, como as doenças provocadas pela contaminação aparecem esporadicamente, eles não associam essas doenças à qualidade da água”, apontou. O questionário foi adaptado de uma metodologia desenvolvida na Inglaterra e aplicada com sucesso em alguns países africanos.
Segundo o professor do Instituto de Geociências da USP, a fossa e o questionário desenvolvidos nessa pesquisa são soluções baratas e que podem ajudar especialmente as áreas mais afastadas e carentes enquanto não recebem rede de esgoto.
“O ideal seria que todos tivessem coleta de esgoto, porém, como nossa experiência mostra que a área de saneamento não costuma contar com muitos recursos, essas soluções poderiam amenizar muito a contaminação da água e reduzir os problemas de saúde da população”, disse Hirata.

Fonte: Fabio Reynol/ Agência Fapesp

Estudo questiona ’sobrevivência do mais forte’ de Darwin

Charles Darwin talvez estivesse errado quando disse que a competição era a principal força impulsionando a evolução das espécies.
O autor de “A Origem das Espécies”, obra publicada em 1859 que lançou as bases da Teoria da Evolução, imaginou um mundo no qual os organismos lutavam por supremacia e em que apenas o mais forte sobrevivia.
Mas uma nova pesquisa identifica a disponibilidade de espaço para desenvolvimento de vida, em vez de competição, como o principal fator da evolução.
A pesquisa, conduzida pelo estudante de pós-doutorado Sarda Sahney e outros colegas da Universidade de Bristol, foi publicada na revista científica Biology Letters.
Eles usaram fósseis para estudar padrões de evolução ao longo de 400 milhões de anos.
Focando apenas em animais terrestres – anfíbios, répteis, mamíferos e pássaros – os cientistas descobriram que a quantidade de biodiversidade tem relação com o espaço disponível para a vida se desenvolver ao longo do tempo.
Ambiente – O conceito de espaço para a vida – conhecido na literatura científica como “conceito de nicho ecológico” – se refere às necessidades particulares de cada organismo para sobreviver. Entre os fatores estão a disponibilidade de alimentos e um habitat favorável à procriação.
A pesquisa sugere que grandes mudanças de evolução de espécies acontecem quando animais se mudam para áreas vazias, não ocupadas por outros bichos.
Por exemplo, quando os pássaros desenvolveram a habilidade de voar, eles abriram uma nova fronteira de possibilidades aos demais animais.
Igualmente, os mamíferos tiveram a chance de se desenvolver depois que os dinossauros foram extintos, dando “espaço para a vida” aos demais animais.
A ideia vai de encontro ao conceito darwinista de que uma intensa competição por recursos em ambientes altamente populosos é a grande força por trás da evolução.
Para o professor Mike Benton, co-autor do estudo, a “competição não desempenha um grande papel nos padrões gerais de evolução”.
“Por exemplo, apesar de os mamíferos viverem junto com os dinossauros há 60 milhões de anos, eles não conseguiam vencer os répteis na competição. Mas quando os dinossauros foram extintos, os mamíferos rapidamente preencheram os nichos vazios deixados por eles e hoje os mamíferos dominam a terra”, disse ele à BBC.
No entanto, para o professor Stephen Stearns, biólogo evolucionista da universidade americana de Yale, que não participou do estudo, “há padrões interessantes, mas uma interpretação problemática” no trabalho da Universidade de Bristol.
“Para dar um exemplo, se os répteis não eram competitivamente superiores aos mamíferos durante a Era Mesozoica, então por que os mamíferos só se expandiram após a extinção dos grandes répteis no fim da Era Mesozoica?”
“E, em geral, qual é o motivo de se ocupar novas porções de espaço ecológico, se não o de evitar a competição com outras espécies no espaço ocupado?”

Fonte: G1

Conama aprova texto-base sobre metodologia para recuperação de APP

O plenário do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) aprovou nesta quarta-feira (25) texto-base de resolução sobre metodologia de recuperação de Áreas de Preservação Permanente – APP, durante a 99ª Reunião Ordinária, em Brasília. Até o início da noite, ainda estavam sendo discutidas emendas ao texto-base e o debate deve ser retomado no segundo dia de reunião.
O texto-base já havia sido aprovado pelas Câmaras Técnicas de Gestão Territorial e Biomas e de Assuntos Jurídicos do Conama e aguardava o pedido de vistas de duas entidades da sociedade civil organizada. No texto aprovado é definida a metodologia para recuperação das APPs, consideradas de interesse social pelo Código Florestal. “A resolução, caso aprovada, será um instrumento na mão do produtor rural para que ele possa fazer a recuperação das áreas de preservação permanente sem burocracia”, explicou o diretor do Departamento de Florestas do Ministério do Meio Ambiente, João de Deus Medeiros. A idéia é que aconteçam, voluntariamente, ações de restauração e recuperação de APP.
De acordo com o texto-base aprovado, a recuperação de APP poderá ser feita por três métodos: condução da regeneração natural de espécies nativas; plantio de espécies nativas; e plantio de espécies nativas conjugado com a condução da regeneração natural de espécies nativas. Em seguida, cada uma das possibilidades é detalhada.
Resolução 303/2002 – Ainda em relação à APP, foram aprovadas pelo plenário do Conama as alterações na Resolução 303/2002, que trata dos parâmetros, definições e limites relativos às APPs. As alterações têm por objetivo aprimorar a norma, retirando dela o que seriam simples repetições do Código Florestal e reformulando definições que provocaram insegurança e distorções na aplicação da norma.
De acordo com João de Deus Medeiros, Diretor do Departamento de Florestas do MMA, são três os pontos essenciais alterados na Resolução. O primeiro diz respeito à APP de margem de rio, com a alteração do conceito de “nível mais alto”; o segundo à metodologia para medição das áreas de topo de morros; e o terceiro que retira do texto a parte que define como APP, nas restingas, uma faixa de 300 metros a partir da linha de preamar máxima.
Pela manhã, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, abriu os trabalhos do Conama e lamentou o grande número de queimadas no País, ressaltando que 7 mil bombeiros estão trabalhando no combate aos incêndios, além de homens do Exército e brigadistas. Durante o encontro, a ministra também falou sobre a iniciativa do MMA em apresentar proposta alternativa à legislação que tramita no Congresso Nacional sobre o Código Florestal e que convidará os conselheiros do Conama a participar da discussão. Por fim, enfatizou que, em relação à regulamentação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, setores da sociedade serão consultados para a formulação do texto que vai detalhar a legislação a ser encaminhada ao Governo Federal.

Fonte: MMA

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Vulcão entra em erupção após 400 anos na Indonésia

Milhares de indonésios tiveram que deixar suas casas neste domingo (29) depois que um vulcão entrou em erupção pela primeira vez em 400 anos, expelindo lava e soltando fumaça e pó a uma altura de até 1.500 metros.
O Monte Sinabung, em Sumatra, entrou em erupção perto de meia-noite (horário local) após emitir estrondos por vários dias, provocando pânico entre os residentes locais antes do início de uma retirada em massa.
Duas pessoas morreram por problemas respiratórios e outra por ataque cardíaco, enquanto outros moradores locais ficaram feridos durante acidentes nas estradas, já que caminhões, ambulâncias e ônibus foram mobilizados para participar da operação de resgate.
A Indonésia encontra-se no Anel de Fogo do Pacífico, uma área rodeada de vulcões e fraturas geológicas. A erupção fez com que as autoridades emitissem um alerta vermelho de evacuação.
As autoridades retiraram pelo menos 10 mil pessoas nas zonas altas nas encostas do vulcão de 2.460 metros e as levaram a refúgios temporários, numa zona predominantemente agrícola. Elas foram orientadas a permanecer nos refúgios por uma semana, segundo autoridades locais.

Fonte: G1

Umidade elétrica

Durante muito tempo a ciência considerava que a gotículas de água presentes na atmosfera eram eletricamente neutras, assim permanecendo mesmo depois de entrar em contato com as cargas elétricas de partículas dispersas no ar.
Mas um experimento realizado por cientistas brasileiros demonstrou que a água na atmosfera pode adquirir cargas elétricas e transferi-las para outros materiais. A descoberta abre caminho para o futuro desenvolvimento de dispositivos capazes de coletar eletricidade diretamente do ar, utilizando-a para abastecer residências, fábricas ou veículos, por exemplo.
Partículas minúsculas de sílica e de fosfato de alumínio foram utilizadas no experimento. A equipe coordenada por Fernando Galembeck, professor titular do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), demonstrou que, na presença de alta umidade, a sílica se torna mais negativamente carregada, enquanto o fosfato de alumínio ganha carga positiva. A eletricidade proveniente da umidade foi denominada pelos cientistas como “higroeletricidade”.
“Com um dispositivo simples, conseguimos verificar que é possível gerar voltagem a partir da umidade do ar. Essa prova conceitual poderá abrir caminho, no futuro, para que se possa usar a eletricidade da atmosfera como uma fonte de energia alternativa. Mas ainda não podemos prever quanto tempo levará para desenvolver uma tecnologia desse tipo”, disse Galembeck à Agência Fapesp.
O pesquisador, que coordena o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) em Materiais Complexos Funcionais, apresentou os resultados do estudo na última quarta-feira (25), durante a reunião da American Chemical Society (ACS), em Boston, nos Estados Unidos. O INCT de Materiais Complexos tem apoio da Fapesp e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo Galembeck, relatos experimentais do século 19 já associavam a interface ar-água a fenômenos eletrostáticos. O britânico William Thomson, conhecido como Lord Kelvin (1824-1907), idealizou um equipamento que ele denominou “condensador de gotas de água” para reproduzir o fenômeno experimentalmente. Mas, até hoje, a ciência não havia sido capaz de descrever os mecanismos do acúmulo e da dissipação das cargas elétricas na interface ar-água.
“Mostramos que a adsorção do vapor de água sobre superfícies de materiais isolantes ou de metais isolados – protegidas em um ambiente blindado e aterrado – leva à acumulação de cargas elétricas sobre o sólido, em uma intensidade que depende da umidade relativa do ar, da natureza da superfície usada e do tempo de exposição”, disse Galembeck.
O aumento das cargas elétricas acumuladas é ainda mais acentuado quando são usados substratos líquidos ou isolantes sólidos, sob a ação de campos externos, conforme a umidade relativa do ar se aproxima de 100%.
De acordo com Galembeck, a descoberta foi um resultado inesperado de uma longa série de estudos relacionados a dois tipos de microscopia de materiais não-isolantes, especialmente polímeros.
“Estávamos trabalhando com microscopia eletrônica de transmissão – que nos permitia montar um mapa da composição química de determinados materiais em escala nanométrica – e com microscopia de varredura, que fornecia um mapa das propriedades e do potencial elétrico desses materiais”, explicou.
O interesse da equipe estava inicialmente limitado aos materiais. “Mas, ao obter esses mapas, começamos a observar muitos fenômenos que não estavam na literatura. Havia, em especial, heterogeneidades inesperadas nas distribuições de cargas elétricas. Embora não fossem contrários a estudos anteriores, os resultados do nosso trabalho iam contra concepções amplamente difundidas. Era preciso entender o que estávamos observando e isso me levou a estudar mais sobre eletrostática”, disse.
Aprofundando as pesquisas, Galembeck percebeu que havia imensas polêmicas na literatura sobre o tema. Apesar disso, essas discussões não estavam no foco dos debates científicos.
“Percebi que havia muitas lacunas, algumas delas muito grandes. Alguns autores se referiam a essas lacunas, mas não conseguiam despertar muita atenção da comunidade científica. Continuei estudando, até que, em 2005, um trabalho de pós-graduação de um aluno gerou a hipótese de trabalho de que existe troca de cargas com a atmosfera”, disse.
No decorrer desse trabalho, o grupo da Unicamp percebeu que, além da sílica e do fosfato de alumínio, alguns metais também adquiriam carga. “A partir daí fizemos também experimentos com os metais. Esse trabalho já começou a gerar resultados também. A primeira publicação saiu na semana passada, na edição on-line da revista Langmuir”, disse.
Longo caminho para a tecnologia
Segundo Galembeck, há um longo caminho pela frente para que essa demonstração de conceito se transforme um dia em aplicações tecnológicas, como dispositivos que coletem a eletricidade do ar e a direcionem para equipamentos elétricos nas casas, de forma semelhante aos painéis que transformam a luz solar em energia.
“De um ponto de vista conservador, eu diria que estamos mais ou menos no ponto em que a energia fotovoltaica estava no começo do século 20. Sabemos que hoje a energia solar tem algumas aplicações, mas a maior parte delas ainda tem alto custo. De uma perspectiva mais otimista, eu diria que o uso da higroeletricidade dependerá essencialmente do desenvolvimento de novos materiais, que é cada vez mais acelerado com os recursos da nanotecnologia”, apontou.
No momento, os cientistas têm duas tarefas principais para fazer com que um dia a nova tecnologia se torne realidade: a identificação dos melhores materiais e a obtenção de dados para fazer a modelagem dos dispositivos.
“Estamos agora trabalhando no levantamento de dados a partir dos materiais que sabemos que funcionam. Por enquanto, são materiais simples como alumínio, aço inox e latão cromado”, disse. Provavelmente, não serão esses os materiais usados nos dispositivos do futuro, mas o fundamental agora é fazer o levantamento de dados”, disse.
Quando tiverem concluído o levantamento de dados para a modelagem de dispositivos, segundo Galembeck, os cientistas terão boas perspectivas em relação a duas questões fundamentais: quanta energia poderá ser produzida com a higroeletricidade e quais são as propriedades necessárias para os materiais que serão utilizados nos dispositivos.
“Há duas semanas começamos a fazer o trabalho de levantamento de dados para a modelagem. Começamos também a fazer experimentos com a modificação da superfície dos metais. Há uma infinidade de possibilidades para explorar. A dificuldade está em determinar em quais delas devemos nos concentrar”, disse.

Fonte: Fábio de Castro/ Agência Fapesp

Usinas eólicas devem quintuplicar a capacidade instalada até 2013

As usinas eólicas deverão quintuplicar sua capacidade instalada para geração de energia elétrica até 2013. A previsão é do presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Ricardo de Maya Simões. O setor venceu a maioria dos lances dos dois leilões (de energia de reserva e de fontes renováveis) feitos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) esta semana, na capital paulista.
O setor, que hoje tem 744 megawatts (MW) de capacidade instalada, e ainda 1.806 MW em processo de instalação, terá mais 2.047 MW até 2013, resultado dos contratos fechados nos leilões, totalizando 4597 MW.
“Hoje está próximo a mil megawatts [de capacidade instalada]. Ano que vem, será 1.300 MW, 2012 teremos 3,1 mil MW, e em 2013 mais cinco 5 mil MW de capacidade instalada”, disse Simões.
Nos dois dias de pregão, iniciado quarta-feira (25), a energia produzida pelas usinas de bagaço de cana (biomassa) foram comercializadas, em média a R$ 144,20 o megawatt-hora (MWh), a energia eólica – a mais barata – a R$ 130,86, e a das pequenas centrais hidrelétricas (PHC) a R$ 141,93 o MWh.
De toda a energia negociada, as usinas eólicas ficaram com 70% (25% com as de biomassa e 5% com as PCH). Para Simões, o avanço do setor pode ser explicado pelo desempenho da economia brasileira diante de um cenário desaquecido da econômica mundial no pós crise.
“Você tem claramente a economia mundial desaquecida, e o Brasil crescendo a taxas bem interessantes, que faz com que os grandes fabricantes mundiais de máquinas estejam olhando o país como oportunidade da expansão das suas operações. Também vemos que empresariado está entendendo que a descarbonização da economia gera oportunidade de negócios”, afirmou.

Fonte: Bruno Bocchini/ Agência Brasil

Especialistas atribuem aumento do número de queimadas a “confluência de fatores”

Especialistas atribuem aumento do número de queimadas a “confluência de fatores”




Do início do ano até sexta-feira (27), o total de queimadas no Brasil atingiu 41.636 focos, um aumento de 134% em relação ao mesmo período do ano passado, quando houve 17.788 incêndios. Os dados são do satélite de referência do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Segundo especialistas, o salto pode ser atribuído a ações criminosas e especulativas, clima seco prolongado e avanço da fronteira agrícola.

“É uma confluência de fatores. O tempo está mais seco que em outros anos e a gente não tem no Brasil um sistema nacional de prevenção e combate a incêndio”, disse o consultor de florestas e clima Tasso Rezende de Azevedo.

Foi a primeira vez que o índice registrou crescimento desde 2007, quando as queimadas atingiram o pico de 59.915 focos no período.

Os Estados mais afetados estão em área de cerrado, como Mato Grosso, Tocantins, sul do Pará, Rondônia, Piauí, Goiás e Minas Gerais, enquanto Acre, Rio Grande do Sul e Amazonas figuram entre os que mais diminuíram seus focos.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse que 7.000 bombeiros trabalham no combate às queimadas, além de homens do Exército e brigadistas.

Para ela, “o fogo se deve a práticas ilegais costumeiras no cerrado”, que abrange 12 Estados brasileiros. A chefe da pasta solicitou perícias para apurar causas e aplicar punições. Segundo o ministério, R$ 90 milhões estão destinados às operações de combate ao fogo.

O Ibama já aplicou mais de R$ 14 milhões em multas nesta semana por queimadas ilegais. Em Rondônia, uma pessoa foi presa em flagrante ao colocar fogo numa pastagem. No Pará, o órgão multou sete proprietários rurais.

Clima - O consultor Azevedo alertou para o agravamento das mudanças climáticas no país. “Os cenários previstos apontam que esses períodos secos mais prolongados e mais intensos vão se agravar”, afirmou.

Segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), a umidade relativa do ar está abaixo dos 20% em grande parte de Mato Grosso, Tocantins, interior do Nordeste, Minas Gerais, Rio de Janeiro, interior de São Paulo e norte de Mato Grosso do Sul.

Na capital paulista, a umidade atingiu 12% na tarde de ontem, mínima recorde para o ano e dentro da faixa registrada no deserto do Saara – de 10 a 15%. Desde 1961, quando começou a medição, o menor número foi atingido em 14 de agosto de 2009, com 10%.

“A baixa umidade está associada ao período longo sem chuva: é a seca prolongada”, disse o meteorologista do Inmet, Luiz Cavalcanti. Não há chuvas significativas em São Paulo há 41 dias, segundo o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências). O meteorologista afirma que, sem chuva, a vegetação seca e fica suscetível às queimadas.

A situação piora quando as queimadas atingem as regiões que já estão com baixos índices de umidade. Com o aumento das temperaturas pelo fogo, diz Cavalcanti, “a pouca quantidade de vapor que tem naquela parcela da atmosfera vai se expandir mais ainda”.

O diretor de políticas públicas da organização SOS Mata Atlântica, Mário Mantovani, foi mais a fundo. Ele acredita que o aumento das queimadas pode estar ligado à especulação em razão do novo Código Florestal, aprovado em julho pela Comissão Especial na Câmara dos Deputados.

Entre as mudanças mais polêmicas do projeto está a proibição de abertura de novas áreas para a agropecuária por cinco anos.

“Essa especulação que está havendo no Brasil é responsável, num ano de evento climático, por uma degradação que a gente nunca viu, promovida pelo pior tipo de forma de manejar área, que é o fogo”, disse Mantovani. “O que está acontecendo é um crime contra a sociedade”, afirmou.

Fonte: Folha.com

Chip ajuda em rastreamento eletrônico de madeira no Mato Grosso

O Estado de Mato Grosso começou a testar neste fim de semana a instalação de chips eletrônicos para monitorar a exploração de árvores em áreas de manejo florestal.
O sistema, segundo o governo do Estado, permitirá rastrear a madeira que é extraída, dificultando fraudes relacionadas com a extração ilegal em áreas indígenas e de preservação.
O programa piloto do manejo florestal eletrônico começou a ser implantado há seis meses em uma fazenda de Nova Mutum (a 245 km de Cuiabá). Mais de 4.000 árvores receberam chips contendo dados como espécie, diâmetro, altura e localização.
O objetivo, diz a Sema (Secretaria Estadual de Meio Ambiente), é conseguir acompanhar eletronicamente a extração legalizada e o transporte da tora até a indústria madeireira.
“Vamos testar tudo: segurança do sistema, viabilidade econômica e condições operacionais de implantação”, disse Julio Bachega, secretário-adjunto de Mudanças Climáticas da Sema. O modelo prevê que os chips sejam bancados pelo interessado no manejo, ao custo de R$ 2 cada um. Em grandes quantidades, diz a Sema, o valor cai para até R$ 0,25.
“Os chips serão fornecidos pela Sema e só poderão ser cadastrados no sistema se estiverem dentro da área previamente autorizada para manejo”, diz Bachega.
Antes de cada derrubada, o produtor precisará informar ao sistema o destino da madeira. “O chip original fica no toco da árvore cortada, e uma cópia segue no tronco até o destino autorizado e georreferenciado.”
As informações irão compor um banco de dados estadual da exploração florestal legalizada no Estado, o que irá favorecer a fiscalização tanto do manejo em campo quanto do transporte.
“Quando for auditar a área de manejo, a fiscalização poderá saber a posição exata de cada árvore autorizada para corte. Na estradas, por meio de antenas leitoras dos chips, será possível implantar barreiras digitais.”
Credibilidade - Embora possa representar um aumento nos custos de produção, a implantação do sistema é vista com otimismo por representantes da indústria madeireira do Estado.
O Cipem (Centro das Indústrias Produtores e Exportadoras de Madeira), que reúne oito sindicatos e participa da implantação do programa piloto, diz que o chip trará “credibilidade” ao setor.
“A origem legal da matéria-prima é um diferencial”, diz o presidente do Cipem, João Carlos Baldasso.
No primeiro semestre de 2010, segundo o Cipem, o setor florestal de Mato Grosso exportou quase US$ 60 milhões – um aumento de 16% em relação ao mesmo período do ano passado.
“Se pudermos mostrar que temos o controle da origem da madeira, teremos nas mãos uma ferramenta para ampliar o nosso papel no mercado”, afirma Baldasso.

Fonte: Rodrigo Vargas/ Folha.com

Revisão do IPCC será divulgada nesta segunda-feira

A revisão dos procedimentos e processos do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), conduzida por um comitê independente de especialistas, será divulgada nesta segunda-feira (30), às 11h (hora de Brasília), na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.
O documento será entregue pelo InterAcademy Council (IAC), organização que reúne academias de ciências de diversos países e que conduz a revisão, ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e ao presidente do conselho do IPCC, Rajendra Pachauri.
O relatório, intitulado “Climate change assessments: review of the processes and procedures of the IPCC”, será divulgado em seguida em uma coletiva de imprensa que será transmitida ao vivo pela internet, no endereço: www.un.org/webcast.
O comitê de 12 especialistas responsável pela revisão é coordenado pelo economista Harold Shapiro, ex-reitor das universidades Princeton e de Michigan, nos Estados Unidos. O Brasil está representado no comitê por Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp.
A revisão do IPCC foi solicitada pelas Nações Unidas. O comitê revisou os procedimentos empregados pelo painel na preparação de seus relatórios. Entre os assuntos analisados estão o controle e a qualidade dos dados utilizados e a forma como os relatórios lidaram com diferentes pontos de vista científicos.
“O que o IAC espera do comitê é uma contribuição especial para que os trabalhos do IPCC tenham a base científica mais sólida possível, o que é fundamental para que as conclusões e projeções tenham cada vez maior legitimidade junto a governos e ao público em geral”, disse Brito Cruz.
Entre os integrantes do comitê de revisão estão Maureen Cropper, ex-economista chefe do Banco Mundial, Mario Molina, ganhador do Nobel de Química em 1995, e Peter Williams, vice-presidente da Royal Society.
Roseanne Diab, diretora da Academia de Ciências da África do Sul, é a vice-presidente do comitê, que teve seus integrantes indicados pelas academias de ciência que fazem parte da IAC.

Fonte: Agência Fapesp

Especialista defende rede de monitoramento para conter avanço do mar

A criação de uma rede de monitoramento contínuo do mar, que envolve marés fora da baía, mudanças de direção de ondas e tempestades, pode ser um elemento preventivo à elevação do nível das águas dos oceanos, em função do aquecimento global. A tese é defendida pelo pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Dieter Muehe.
O professor é um dos palestrantes do seminário Aquecimento Global e seus Impactos no Rio de Janeiro com a Elevação do Nível do Mar, que o Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci/RJ) promove na terça-feira (31). O encontro faz parte do Movimento Ação e Cidadania, cujo tema central é a Sustentabilidade e o Mercado Imobiliário.
Ele explicou à Agência Brasil que o monitoramento deve começar a ser feito de maneira imediata, uma vez que os resultados são observados somente após algumas décadas. Imagens de satélites, embora caras, podem facilitar esse monitoramento, de acordo com o especialista em vulnerabilidade costeira.
A partir dessa rede de monitoramento, poderão ser elaboradas políticas públicas para prevenir ou, pelo menos, minimizar os problemas decorrentes do aquecimento global. “Políticas públicas só vão ter respaldo a partir de informações.”
Na avaliação do especialista o risco é maior quanto às enchentes. “Tem que ter uma política pública no sentido de prevenir inundações e identificar quais seriam as áreas em que se poderia permitir ou não a expansão. Esse é um ponto importante para o futuro da ocupação das regiões, principalmente de baixadas.”
O problema mais imediato da elevação do nível do mar é a erosão nas praias, que podem perder areia. Isso ocorre em especial com as praias urbanas. “As praias urbanas são um problema por causa dos muros. E a linha de costa não consegue se adaptar à nova posição. Você acabaria erodindo as pistas de rolamento e teria que fazer ou obra dura, que é menos favorável, ou então aterro artificial de praias, como já se fez em Copacabana, Flamengo e Leblon”, expôs.
Dieter Muehe esclareceu, contudo, que em cidades onde se paga impostos mais elevados, poderia ser criado um fundo para que não faltem recursos quando for necessário. “Tem que recuperar a areia que foi perdida. E, em alguns lugares, esse aterro teria que ser feito com urgência, até anualmente”. O benefício compensaria, segundo ele, os gastos que fossem efetuados.
Muehe defendeu, também, a criação de uma agência reguladora que centralize esses estudos e seja capaz de interpretar os dados medidos, de forma que o trabalho tenha garantia de continuidade.

Fonte: Alana Gandra/ Agência Brasil

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Amazônia perde 29 áreas protegidas entre 2008 e 2009

Por pressão de madeireiros, fazendeiros, mineradores ou do próprio governo, 29 áreas protegidas na Amazônia foram reduzidas ou extintas entre 2008 e 2009.
O total de florestas perdidas no processo foi de 49 mil km2, quase um Rio Grande do Norte. As reduções ocorreram sem consultas públicas ou estudos técnicos, como manda a lei.
Os dados são de um estudo inédito do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), a ser publicado amanhã na internet (www.imazon.org.br).
Os pesquisadores Elis Araújo e Paulo Barreto levantaram 37 iniciativas entre novembro de 2008 a novembro de 2009 para reduzir 48 unidades de conservação ou terras indígenas na Amazônia.
Até julho deste ano, 23 propostas haviam sido concluídas –93% delas resultaram em perda de área na unidade de conservação.
O Estado de Rondônia, o mais desmatado da Amazônia, é o campeão: reduziu duas unidades de conservação estaduais e extinguiu dez, além de ter negociado com o governo a redução da Floresta Nacional Bom Futuro, unidade federal.
“Como eles perderam um terço da cobertura florestal, o que sobrou são áreas protegidas”, diz Araújo. “A indústria madeireira lá ainda é forte. As unidades de conservação sofrem muita pressão.”
O instrumento usado pelo governo do Estado para acabar com as áreas protegidas foi próprio zoneamento ecológico-econômico do Estado, lei que disciplina a ocupação das terras. As unidades de conservação nas zonas de intensificação da produção foram consideradas extintas.
A Folha procurou a secretaria do Meio Ambiente de Rondônia por toda a sexta-feira, mas não foi atendida.
Outro caso foi o do Parque Estadual do Xingu, em Mato Grosso. Ele foi reduzido com o apoio da população de Vitória do Xingu para dar lugar a um empreendimento agropecuário, que não veio.
“E a cidade ainda perdeu o repasse do Arpa [programa federal que dá dinheiro a regiões com unidades de conservação]“, diz Araújo.

Fonte: Folha.com

PF apreende dez carretas de madeira ilegal que pode ser de reserva indígena de MT

A Polícia Federal apreendeu ontem (20), em Aripuanã (MT), dez carretas carregadas de madeira ilegal. A suspeita dos agentes é que parte do carregamento havia sido retirado da reserva indígena dos índios cintas-largas.
A ação faz parte da operação Arco de Fogo, que visa coibir o desmatamento ilegal nos Estados da Amazônia. Aripuanã (883 km de Cuiabá) fica no noroeste de Mato Grosso.
Os motoristas dos caminhões foram detidos para prestar depoimentos e devem responder pelos crimes de exploração de madeira ilegal, formação de quadrilha e devastação da floresta.
Dois motoqueiros que acompanhavam os caminhões também foram detidos sob suspeita de dar suporte durante o deslocamento dos caminhões com as madeiras.
A operação da PF começou há cerca de dois anos e envolve a ação de agentes da Polícia Federal, FNS (Força Nacional de Segurança) e do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).
Em 2008, uma ação da Arco de Fogo fechou madeireiras no município de Tailândia (278 de Belém).
Já no ano passado, a Arco de Fogo também fechou serrarias e fornos ilegais de carvão no município de Buriticupu (417 km de São Luís).

Fonte: Folha.com

Areia das praias de cidades brasileiras pode desaparecer, diz especialista

A escassez progressiva da areia pode fazer com que algumas praias do litoral brasileiro desapareçam do mapa, principalmente em cidades. A afirmação é do geólogo e geógrafo Dieter Muehe para quem os maiores vilões deste fenômeno são o aquecimento global e as ações nocivas do homem ao meio ambiente.
Em entrevista à Agência Brasil, Muehe explicou que as mudanças climáticas estão provocando elevações do nível do mar e tempestades em ritmo acelerado tornando vulneráveis as faixas de areia de muitas praias no país.
“As regiões urbanas são as que correm mais risco, pois geralmente a perda de areia não é reposta naturalmente e a orla sofre maior erosão. Isso já ocorre em várias praias do Rio de Janeiro, como Piratininga, Ipanema e Cabo Frio”.
O estudo foi apresentado na 62ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), de 25 a 30 de julho, em Natal.
Embora preocupante, a situação pode ser revertida, explicou o geólogo. “As areias retiradas precisam ser repostas por meio de dragagens com areias idênticas às da praia ou mais grossas”.
Outra solução, segundo o especialista é a exploração de depósitos arenosos na zona submarina, embora seja uma alternativa cara, por já serem usadas pela construção civil ou pela proibição de sua exploração por questões ambientais.
Ele alertou que é fundamental investir em estudos sobre as fontes de sedimentos, com depósito de areia adequado, “além de saber como tirar para não afetar a biologia da área”.
Muehe repete o ditado de que é melhor prevenir do que remediar. “O certo seria adotar faixas de não edificação, conforme previsto por lei, que variam de 50 a 200 metros e assim teremos a um espaço de ajustamento da linha de costa”.
O pesquisador lamentou que este procedimento seja praticamente impossível em áreas urbanizadas. “No Leblon e em Copacabana, por exemplo, não tem jeito. Neste caso compensa o investimento na manutenção de praia de forma artificial. Tem lugares do mundo em que se repõe areia a cada ano em algumas praias, estas precisam ser intensificadas e coordenadas de forma mais eficiente”.

Fonte: Flávia Villela/ Agência Brasil

Estudo detecta mancha de óleo de 35 km no golfo do México

Oceanógrafos americanos detectaram uma grande massa de hidrocarbonetos se estendendo sobre ao menos 35 km, a mais de 900 metros abaixo da superfície da água no golfo do México, originária do vazamento da BP, segundo um trabalho publicado nesta quinta-feira (19).
Os pesquisadores do Woods Hole Oceanographic Institution (WHOI), o maior instituto privado de estudos oceanográficos sem fins lucrativos do mundo, comprovaram que o petróleo é proveniente da maré negra resultante da explosão, no dia 20 de abril, da plataforma Deepwater Horizon. A “nuvem” de petróleo submarina, em parte diluída, era até o momento imperceptível e vem causando polêmica.
O escape do poço da BP, a 1.500 metros de profundidade, foi interrompido em meados de julho, após 4,9 milhões de barris terem sido derramados no oceano.
Os pesquisadores também observaram que a biodegradação deste petróleo estava em curso graças aos micróbios que vivem em grandes profundidades, mas que este processo é relativamente lento.
A mancha foi detectada durante uma expedição científica entre os dias 19 e 28 de junho e mede 35 km de comprimento, 1,9 km de largura e tem mais de 200 metros de altura, podendo resistir por mais tempo.
“Não apenas demonstramos que existe uma mancha de petróleo no golfo do México, como também determinados sua origem e sua composição”, destacou Richard Camilli do WHOI, chefe da expedição científica e principal autor do estudo publicado na revista americana “Science”, nesta semana.
“Até o momento, a massa era considerada como teoria”, acrescentou, precisando que ela não é composta de “petróleo puro”, tendo também variados componentes do óleo.
As análises cromatográficas de amostras confirmaram a presença de benzeno, tolueno (um dissolvente), etilbezeno e xileno.
A mancha mostra que o petróleo “ficará no oceano por mais tempo do que pensávamos”, enfatizou o oceanógrafo.

Fonte: Folha.com

BP vai “matar” poço no começo de setembro, prevê cronograma

BP vai “matar” poço no começo de setembro, prevê cronograma



A petrolífera britânica BP deve executar na semana de 6 de setembro a operação destinada a “matar” definitivamente o poço de petróleo danificado no golfo do México, disse nesta quinta-feira (19) a principal autoridade norte-americana envolvida no assunto.

Em entrevista à CNN, o almirante reformado Thad Allen afirmou que, conforme o novo cronograma definido em conjunto com a BP, a operação será realizada na semana posterior ao feriado norte-americano do Dia do Trabalho, que será na segunda-feira, 6 de setembro.

No dia anterior, ele havia dito, no entanto, que não seriam marcadas novas datas limite para acabar com o desastre.

A BP está terminando de perfurar uma galeria auxiliar a partir da qual irá jogar lama e cimento para “sufocar por baixo” o poço avariado.

Semanas atrás a empresa já havia conseguido interromper provisoriamente o pior vazamento de petróleo no mar na história, sufocando-o “por cima.”

Mas técnicos temiam que a nova operação, gerando pressão dentro do poço danificado, poderia liberar no ambiente cerca de 800 mil litros de óleo que podem ter ficado retidos entre o duto do poço e a parede de rocha ao seu redor. Havia preocupação também de que ocorressem danos a uma válvula defeituosa, crucial na investigação do acidente, ocorrido em 20 de abril.

“Nas últimas 40 horas, concordamos com uma sequência de ações que eu vou orientar a BP a executar, a começar por esvaziar a atual válvula, na verdade procurando material que poderia nos causar problemas, agindo para instalar uma nova válvula e, então, causando a morte por baixo”, disse Allen.

“Isso nos permitirá resistir a qualquer pressão que seja gerada”, afirmou. “Se tudo isso se alinhar, devemos ver algo na semana após o Dia do Trabalho.”

Fonte: Folha.com

Cientistas descobrem tataravó da Grande Barreira de Corais

A apenas 600 metros da Grande Barreira de Corais, o maior recife de corais do mundo, localizado nas águas da Austrália, encontra-se um recife menos espetacular, mas muito mais mais antigo.
A primeira pista da existência desse recife apareceu em 2007, quando medições sísmicas e de sonares revelou estranhas lagoas e formações montanhosas no leito do mar.
As medições foram confirmadas em fevereiro deste ano, quando uma equipe internacional extraiu 34 núcleos de sedimento desses locais no fundo do mar, revelando um recife de corais fossilizado que penetra 110 metros sob o leito do mar.
Datação preliminar desses núcleos indica que o coral tem cerca de 169 mil anos.
“Esta é a tataravó da Grande Barreira de Corais”, disse John Pandolfi, da Universidade de Queensland.
Segundo ele, trata-se de uma importante descoberta que deve trazer novas informações sobre a formação de recifes de corais.
Acreditava-se que a Grande Barreira de Corais encontra-se assentada sobre um recife morto e mais velho. Mas 110 metros abaixo do recife vivo há apenas rochas.
Corais precisam de luz para viver, e Pandolfi agora pensa que, quando o nível do mar subiu na última Era do Gelo, ele ameaçou eliminar a iluminação do recife antigo. Por causa disso, algumas larvas teriam populado águas mais rasas e semeado o recife hoje existente.
A descoberta do fóssil foi divulgada por Jody Webster, da Universidade de Sydney, em uma conferência na Alemanha em julho.

Fonte: Folha.com

Passa de 200 o número de pinguins mortos achados na Região dos Lagos

Mais pinguins foram encontrados mortos em uma praia de Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio. De acordo com biólogos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), os animais foram levados por uma corrente marítima, se perderam do grupo e chegaram mortos à areia.
As aves não tinham marcas de óleo e serão enterradas. A Fiocruz informou ainda que mais de 200 pinguins já foram encontradas na Região dos Lagos no mês de agosto.
Pesquisadores estudam a causa das mortes dos animais.
Uma tartaruga da espécie verde também foi encontrada. Ela não tinha uma nadadeira e será encaminhada ao Projeto Tamar de Campos.

Fonte: G1

Quatro capitais do país estão em estado de alerta devido à baixa umidade relativa do ar

A umidade relativa do ar continua baixa em diversas regiões do país. Em Goiânia (GO) e Campo Grande (MS), na região Centro-Oeste, por exemplo, o índice chegou aos 17% e 16%, respectivamente, na tarde desta quinta-feira (19). Nas mesmas condições estava Palmas (TO), com um índice de 18%. A situação é considerada de alerta pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Já Cuiabá (MT) registrou nas últimas horas umidade relativa do ar em torno aos 13%, apenas um ponto acima de ser considerado estado de emergência pela OMS.
A organização considera estado de atenção quando a taxa de umidade relativa do ar fica abaixo dos 30%. Abaixo dos 20% é considerado estado de alerta e abaixo dos 12%, estado de emergência.
Estado de atenção – Outras capitais que também estão com a umidade do ar bastante baixa são: São Paulo, com 22%, e Rio de Janeiro e Brasília, ambas com 30%.
De acordo com o meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) Manuel Rangel, as condições devem continuar as mesmas devido a uma massa de ar seco que predomina em mais de 80% do país, dificultando a formações de nuvens de chuva.
Segundo ele, chove apenas nos extremos Sul e Norte do país e em uma pequena faixa do litoral do Nordeste. Nas demais regiões, o tempo permanece seco.
Rangel também afirma que agosto sempre é o mês mais crítico do ano e que as queimadas deste ano prejudicam ainda mais a qualidade do ar. “O grande número de focos de incêndio registrados nos últimos meses no país agrava e muito. Além do ar seco, as pessoas acabam inalando fuligem pura”, explica.
Cuidados – Em condições de baixa umidade, é comum a ocorrência de complicações respiratórias devido ao ressecamento das mucosas, provocando sangramento pelo nariz, ressecamento da pele e irritação dos olhos.
Por isso, a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para dias como estes é evitar exercícios físicos ao ar livre entre 11h e 15h; umidificar o ambiente por meio de vaporizadores, toalhas molhadas, recipientes com água; regar os jardins, e sempre que possível, permanecer em locais protegidos do sol ou em áreas arborizadas.
Além dessas medidas, é recomendável usar colírio de soro fisiológico ou água boricada para os olhos e narinas e beber muita água.

Fonte: UOL Notícias

Após morte de animais, SP suspende vacina contra raiva em cães e gatos

A Secretaria de Estado da Saúde recomendou que todas as cidades de São Paulo suspendam imediatamente a campanha de vacinação de cães e gatos contra a raiva animal, na tarde desta quinta-feira (19), por tempo indeterminado.
Segundo o órgão, o número de reações adversas notificadas à Coordenadoria de Controle de Doenças está acima do observado em anos anteriores, o que pode colocar em risco a vida dos animais imunizados, na avaliação dos técnicos da secretaria.
O maior número de eventos adversos notificados é procedente dos municípios de São Paulo e Guarulhos, que têm ampla experiência na realização de campanhas de imunização de cães e gatos. Nessas duas cidades foram registrados sete casos de choque anafilático em animais vacinados, dos quais seis morreram, sendo quatro gatos e dois cães.
O órgão disse que não tem certeza se a vacina é responsável pelas mortes, mas constatou após uma necropsia que pelo menos um caso de reação anafilática foi causado pela vacina. No entanto, informou que casos de reação anafilática após vacinação são normais, até mesmo em pacientes humanos.
De acordo com a secretaria-adjunta da Saúde, Clélia Aranda, as mortes também podem ter sido causadas por envenenamento ou outras doenças.
“Não saiu nenhum laudo sobre a vacina, mas parece que houve relatos de caroço e calombo em animais no Rio de Janeiro. Ainda não podemos afirmar se a vacina será substituída, nem por quanto tempo”, informou Aranda.
Em São Paulo, das 567 reações notificadas entre os dias 16 e 17 de agosto, 38% são consideradas eventos graves, como prostração, anorexia, dificuldade respiratória, convulsões e hemorragias. Nesse período, foram imunizados 121.691 animais em toda a cidade. Em Guarulhos, que já suspendeu a vacinação, houve 40 reações adversas entre 42.860 animais vacinados entre 9 e 13 de agosto.
A maior parte das reações foram observadas em gatos e cães de pequeno porte (cerca de 6,5 kg). Somente na cidade de São Paulo, 85,3% das reações ocorreram com gatos vacinados nos dias 16 e 17.
Também foram constatados quatro óbitos, sendo dois cães e dois gatos, no interior do Estado. Nem todos os municípios paulistas iniciaram a campanha de imunização.
O Instituto Pasteur, órgão da secretaria, irá investigar os óbitos e as reações graves. A secretaria informou ao Ministério da Saúde – responsável pela compra e distribuição das vacinas aos Estados – sobre os problemas e aguarda orientações.
A vacina da campanha deste ano, produzida pelo laboratório Biovet, não é a mesma utilizada no ano passado e é considerada mais eficiente. Segundo a secretaria, é a mesma usada na rede privada.
“Não estamos tomando nossa posição sobre a vacinação no setor privado”, disse a secretária-adjunta.
Em nota, a Secretaria Municipal da Saúde lamenta o ocorrido e solicita aos proprietários de animais que foram vacinados nos primeiros quatro dias de campanha que os observem e, caso apresentem alguns dos sintomas citados – 36 horas após a vacinação – entrem imediatamente em contato com Centro de Controle de Zoonoses para mais informações pelos telefones 0XX/11/ 3397-8900/ 8957/ 8918/ 8916.

Fonte: James Cimino/ Folha.com

Destruição dos ecossistemas agrava as inundações como as do Paquistão

Inundações como as que devastaram um quinto do território do Paquistão podem ser muito mais graves por causa da destruição dos ecossistemas do que propriamente pela mudança climática, afirmam especialistas em meio ambiente.
O desmatamento intensivo, a transformação dos pântanos em terra cultivável ou o crescimento urbano e o acúmulo de lixo que causa a obstrução dos sistemas de deságue são algumas das razões que acentuam as consequências das inundações.
“Não podemos nos limitar a jogar a culpa na natureza”, declarou Ganesh Pangare, coordenador regional para a água dos pântanos da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), erradicado em Bancoc, Tailândia.
“Os humanos invadiram as zonas inundáveis”, explicou.
Para Pangare, uma melhor condução dessas zonas limitaria as consequências humanas e econômicas dos desastres naturais, como as chuvas recordes que atingiram o Paquistão, deixando um saldo de 1.400 mortos.
“As infraestruturas têm de estar em lugares seguros. Caso contrário, o desenvolvimento da Ásia se torna insustentável”, enfatizou.
Mudanças climáticas como pretexto – Para Red Constantino, que dirige em Manila (Filipinas) o Instituto do Clima e Cidades Sustentáveis, a mudança climática se converteu num bom pretexto para os dirigentes asiáticos quando ocorrem desastres naturais.
“Quando há inundações de grande amplitude, é só jogar a culpa na mudança climática, quando os problemas poderiam ser solucionados localmente”, afirmou Constantino.
“Seja onde for que estejamos, em Jacarta (Indonésia), Bancoc ou Manila, há coisas óbvias que podem ser feitas, como melhorar a transformação do lixo, o uso da terra ou o gerenciamento do crescimento urbano”, acrescentou.
Constantino recordou que o temporal tropical Ketsana, que atingiu Manila e seus arredores no ano passado, provocou as piores inundações em 40 anos e a morte de mais de 400 pessoas.
Apesar da então presidente Gloria Arroyo enfatizar a incidência da mudança climática, outros fatores humanos também incidiram.
Por exemplo, milhões de pessoas construíram moradias em zonas inundáveis nas últimas décadas e foram destruídas florestas, enquanto que o lixo resultante passou a obstruir canais de deságue. Tudo isso agravou o desastre, assegura.
“Manila está sofrendo as consequências de um planejamento territorial ruim e, depois do desastre não houve maiores mudanças na política urbanística”, acrescenta.
Desmatamento - Para Bruce Dunn, especialista em meio ambiente do Banco Asiático de Desenvolvimento, o desmatamento na Ásia é um dos principais agravantes das inundações.
O especialista recorda que o estudo da Universidade Charles Darwin, da Austrália, e da Universidade Nacional de Cingapura indica que uma destruição das florestas de 10% pode provocar um aumento da frequência das inundações de 4% a 28%.
Em meio a tantas políticas que fazem piorar as coisas, Dunn citou alguns exemplos contrários, como o realizado pela China em termos de reflorestamento depois das grandes inundações dos anos 1980.

Fonte: Folha.com

Aquecimento pode estar por trás de secas no Brasil

Está acontecendo agora, provavelmente vai acontecer de novo. Para cientistas, os extremos climáticos, como a secura que turbina queimadas no Centro-Oeste e na Amazônia, podem estar ligados ao aquecimento global.
O mesmo vale para as enchentes que deixaram 20 milhões de desabrigados no Paquistão nas últimas semanas, ou para a seca na Rússia, a pior da história, que devastou as plantações de trigo e fez aumentar o preço do pão até no Brasil.
Claro, nenhuma dessas catástrofes pode ser atribuída de forma específica às mudanças climáticas globais. É difícil separar os efeitos do aquecimento causado pelo homem da variabilidade natural do clima quando se trata de casos isolados.
“Mas o que se pode dizer é que a frequência com que eventos climáticos extremos ocorrem tende a aumentar”, afirma o físico Paulo Artaxo, da USP. Desse ponto de vista, a secura no interior do país, e em especial na região amazônica, é o esperado.
“Os modelos climáticos [projeções do clima futuro feitas em computador] projetam secas maiores no centro e no leste da Amazônia e no Nordeste”, afirma o climatologista José Antonio Marengo, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
“No Centro-Oeste haveria mais ondas de calor”, disse Marengo, que ontem participava de um evento sobre mudança climática e desertificação em Fortaleza.
Energia extra – Artaxo, da USP, lembra que o primeiro fator responsável por estimular eventos climáticos fora do comum num planeta mais aquecido é a energia sobrando. “Você injeta energia extra no sistema ao aquecer a atmosfera. E essa energia precisa ir para algum lugar”, afirma.
Outro ponto crucial, segundo Marengo, é o fato de que continentes e oceanos esquentam a taxas diferentes – é mais difícil esquentar uma massa de água do que a mesma massa de terra.
Como o ciclo da chuva e o dos ventos dependem muito dos mares, a diferença mais acentuada de temperatura entre oceano e continente pode levar a mais vendavais e mais tempestades.
“É como se houvesse uma aceleração no ciclo hidrológico, como se ele virasse um carro andando em quinta.”
A estiagem deste ano ainda não virou uma catástrofe no Brasil. “Está só um pouco mais seco do que a média”, diz o climatologista Carlos Nobre, também do Inpe.
Já a onda de calor russa tem tudo para virar um estudo de caso, como o evento semelhante que matou 30 mil pessoas na Europa em 2003.
Segundo Nobre, ambas as ondas de calor foram causadas por bloqueios atmosféricos. “”É como se fosse uma bola sobre a região, que não deixa o ar frio entrar.”
Nobre diz que não há nenhuma boa teoria ligando os bloqueios atmosféricos ao aquecimento global. Mas cita estudos depois da onda de 2003, mostrando que a probabilidade de ela ter a ver com o fenômeno era de 80%. No caso da Rússia, essa possibilidade é menor, afirma.

Fonte: Reinaldo José Lopes e Claudio Angelo/ Folha.com

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Operação de Ibama e Polícia Federal prende grupo envolvido com tráfico de castanheira

Uma operação conjunta entre Polícia Federal e Ibama resultou na prisão de três pessoas acusadas de envolvimento com a exploração e comércio ilegais de madeira.
Segundo os órgãos, o grupo trabalha com a extração de castanheiras na região de Marabá (PA), de onde eram transportadas clandestinamente para o Rio Grande do Sul. Uma pessoa, que também teve o mandado de prisão emitido, ainda está foragida.
Os nomes das empresas e dos envolvidos está sendo mantido sob sigilo pelo Ibama e pela PF.
Desde abril, foram apreendidos duas carretas com um total de 100 m3 de castanheira. O material era extraído por uma madeireira da região de Marabá (PA) e usado em uma fábrica de carrocerias de caminhão em Três Cachoeiras, região litorânea do Rio Grande do Sul.
De acordo com a Polícia Federal, o grupo fazia o transporte da castanheira utilizando documentação falsa, declarando outro tipo de madeira. Os responsáveis devem ser multados em R$ 30 mil.
Segundo o Ibama, a operação desta quarta-feira, chamada de Acuti, é o desdobramento de outras 35 autuações que o órgão tem feito desde 2007 – Operação Jaguar.
Regis Fontana, responsável pela fiscalização no Rio Grande do Sul, diz que todas elas envolvem um mesmo grupo familiar que usa empresas de fachada no comércio clandestino da castanheira.
Até janeiro deste ano, o grupo já foi multado em R$ 931 mil. No entanto, essa é a primeira vez que foram realizadas prisões, já que anteriormente as operações não tinham participação da polícia.
Ainda de acordo com o Ibama, o grupo trabalha com cerca de 80 carretas e, além do Rio Grande do Sul, já teve apreensões em Petrolina (PB) e São José do Rio Preto (SP). A Polícia Federal investiga se a madeira também estaria sendo usada na fabricação de barcos.
Acuti, nome da operação de quarta-feira, é a forma como a cotia, animal que espalha sementes da castanheira na floresta, é chamada na língua guarani.

Fonte: Filipe Motta/ Folha.com



EUA não marcarão novas datas limite para acabar com vazamento no golfo

O encarregado da resposta do governo americano ao vazamento causado pela BP no golfo do México, Thad Allen, disse nesta quarta-feira (18) que não serão marcadas novas datas limite para acabar com o desastre.
Segundo Allen, a operação para vedar definitivamente o poço danificado continua adiada por preocupações sobre a pressão no local.
Assim, Allen desmente as previsões que ele próprio fez na segunda-feira, quando afirmou que o governo americano e a BP decidiriam até esta quarta-feira um plano para terminar a escavação do poço auxiliar que permitirá fechar a parte inferior do poço danificado.
A BP esperava dar sinal verde à operação no final da semana passada, mas o medo da formação de um ciclone tropical na região interrompeu as tarefas de escavação do poço auxiliar.
Segundo Allen, as equipes de engenheiros optaram agora por “aumentar as precauções” e não dar nenhum passo até que saibam claramente quando devem substituir o sistema de válvulas que controla a pressão no poço.
Os especialistas se dividem entre mudar o sistema, situado no topo do poço, antes ou depois de completar a operação de vedação.
“Não daremos a ordem de continuar até que estejamos satisfeitos com as provas e tenhamos eliminado qualquer sombra de dúvida”, disse Allen em uma teleconferência.
Segundo Allen, a preocupação das equipes é com a possibilidade de que a pressão no poço aumente com a conexão com o poço auxiliar para a injeção do poço.
Quando os engenheiros decidirem continuar com a operação, precisarão de quatro dias para escavar os 15 metros que faltam ao poço auxiliar e “mais vários dias” para terminar o fechamento do poço danificado, disse Allen.
O desastre ecológico no golfo do México, o maior da história dos Estados Unidos, começou em 20 de abril depois da explosão e posterior afundamento da plataforma “Deepwater Horizon”, operada pela BP. Onze pessoas morreram no acidente, cujos motivos ainda não foram esclarecidos.

Fonte: Folha.com

Animais enviados pelos Correios são apreendidos no Ceará

Fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Ceará realizou 12 apreensões de animais que seriam enviados pelos Correios entre maio e agosto deste ano. Segundo o Ibama, o número de apreensões no Ceará aumentou com a utilização de aparelhos de raios X pelos Correios.
Os bichos que foram apreendidos seriam enviados ilegalmente pelos Correios para os estados de Pernambuco, Paraíba, Bahia, São Paulo e Rio de Janeiro.
Segundo o Ibama, é necessário ter autorização do órgão e do governo para enviar espécies pelos Correios.

Fonte: G1

Ibama proíbe a caça de espécies consideradas pragas, que afetem a agricultura

Uma instrução normativa, publicada no Diário Oficial da União de quarta-feira (18), revogou uma norma do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que autorizava o controle populacional do javali, por meio de captura e abate.
O javali e seus híbridos exóticos são considerados animais invasores e nocivos às espécies nativas, aos seres humanos, ao meio ambiente e, principalmente, à lavoura agrícola. Por isso, o controle é autorizado em caráter emergencial e circunstancial, em algumas ocasiões, para preservar as safras.
A instrução normativa prevê ainda um grupo de trabalho, que terá de apresentar e definir propostas para melhorar a eficiência do controle e elaborar alternativas para minimizar os impactos desses predadores. O grupo terá representantes das superintendências do Ibama nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Acre, Maranhão, de Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e da Bahia.
O desequilíbrio populacional das espécies é resultado do desmatamento realizado para dar lugar ao cultivo agrícola. A devastação retira as condições de sobrevivência dos predadores naturais, principalmente gaviões e corujas. Sem eles, e com grande oferta de alimento disponível nas lavouras, as espécies encontraram as condições ideais para sobreviver.

Fonte: Christina Machado/ Agência Brasil

ONU considera urgente estudar correntes atmosféricas

Os especialistas do clima devem se dedicar o mais rápido possível a estudar as mudanças constatadas nas correntes atmosféricas ligadas às grandes inundações no Paquistão e à onda de calor sem precedentes na Rússia, considerou nesta quarta-feira (18) um especialista climático da ONU (Organização das Nações Unidas) e a OMM (Organização Meteorológica Mundial).
O verão foi particularmente conturbado com as chuvas de monção excepcionais que atingem o Paquistão há várias semanas, com uma onda de calor que provocou gigantescos incêndios florestais na Rússia, além de deslizamentos de terra causados pelas chuvas torrenciais na China e da divisão de um gigantesco iceberg na Groenlândia.
De acordo com a OMM, esses eventos são excepcionais mesmo para as condições climáticas extremas de algumas regiões.
Trata-se “de uma sequência sem precedentes de eventos” que “supera em intensidade, duração e extensão geográfica todos os eventos históricos anteriores”.
“Isso coloca uma questão urgente para a ciência do clima: saber se a frequência e a duração dos episódios de ‘bloqueio’ estão evoluindo”, explica a OMM em um comunicado.
Bloqueio de correntes - O diretor do Programa de Pesquisas sobre o Clima, patrocinado pela OMM e pela Unesco (braço da ONU para educação e cultura), Ghassem Asrar explica que os acontecimentos dramáticos no Paquistão e na Rússia têm como origem um fenômeno de bloqueio das correntes atmosféricas.
Esses bloqueios, que podem provocar uma intensificação da umidade (com chuvas) ou do calor, e parece que estão ficando cada vez mais frequentes e longos.
Segundo Asrar, pesquisadores europeus haviam previsto um fenômeno de bloqueio algumas semanas antes de sua ocorrência. Eles “haviam indicado claramente esta informação e a acompanharam”, acrescentou, dizendo-se “certo de que os dois eventos, no Paquistão e na Rússia, (estavam) ligados”.
Os movimentos de bloqueio devem ser muito estudados, da mesma forma que os fenômenos El Niño e La Niña no Oceano Pacífico, insistiu.
As respostas para esses fenômenos são tão importantes que eles têm um “impacto na vida (das pessoas) e nas propriedades, como mostram os exemplos do Paquistão e da China”, disse Asrar.

Fonte: Folha.com

Fazendeiro cria minivacas nos EUA que produziriam menos gás metano

Um fazendeiro nos Estados Unidos está criando vacas em miniatura que teriam menos impacto sobre o meio ambiente.
O gado de pecuária é responsável por grande parte das emissões de metano no mundo, um dos gases que mais contribui para o aquecimento global.
Hoje há 26 raças de “minivacas” no mundo. Na maior delas, as vacas têm pouco mais de um metro de altura. Algumas vacas chegam a medir menos de 80 centímetros.
“Quando comecei a experimentar a criação deste gado em miniatura, todo mundo pensou que eu estava louco”, disse à BBC o professor e fazendeiro Richard Gradwohl, que desenvolveu 18 das 26 raças em seu centro de pesquisa.
Impacto ambiental – Seu objetivo inicial era criar os animais para abastecer sete mercados diferentes, mas logo que começou a trabalhar com o gado ele percebeu que poderia haver uma redução do impacto ambiental da sua atividade.
“Depois de investigar durante muitos anos, descobrimos que elas produzem muito menos metano”, diz Gradwohl. Segundo o professor, dez vacas em miniatura geram o mesmo metano de uma vaca de tamanho normal.
“Além disso, em um terreno de cinco hectares, onde cabem duas vacas, entram dez minivacas”, afirma.
O rendimento de cada hectare por quilo de carne também é maior. Isso acontece devido à relação entre o peso do animal vivo e a quantidade de carne comestível.
“Quando uma vaca de 450 quilos vai ao matadouro, ela perde cerca de 40% em ossos, cabeça e órgãos internos. O gado perde então uns 270 quilos. Quando se converte isso em carne comestível, se perde outros 20%. E finalmente ela acaba com 21 quilos”, explica Gradwohl.
“Em um animal pequeno, se perde muito menos. A vaca pesa 270 quilos. Quando vai ao matadouro, em vez de perder 40% do peso, ela perde apenas 30%, e quando se converte isso em carne comestível, em vez de 20%, se perde 15%. Então um animal pequeno pode produzir até 160 quilos de carne comestível.”
Ao aumentar o rendimento por hectare, os ranchos precisam de menos terreno para produzir a mesma quantidade de carne.
Nos Estados Unidos, onde o consumo de carne bovina por peso é de 43 quilos – há apenas 20 mil minivacas.

Fonte: G1

Pesquisadores investigam a morte de pinguins na Região dos Lagos

Uma cena triste tem se tornado comum nas praias das cidades da Região dos Lagos: um pinguim morto trazido pelo mar. Só nos últimos 30 dias, foram 154. Segundo pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz, em Cabo Frio, o aparecimento de pinguins na costa fluminense não chega a ser uma surpresa. Em geral, são animais jovens que se perdem do bando no trajeto entre a Patagônia e o Sul do país, que acontece sempre no inverno.
O biólogo Luciano Lima diz que atualmente só recebem tratamento os pinguins vivos que foram atingidos por anzóis ou manchas de óleo, como ocorreu no início do mês.
“Se o animal estiver apenas debilitado da jornada dele, por causas naturais, a gente não está mais recolhendo. A gente deixa a natureza seguir o curso dela. Ou seja, o pinguim pode morrer, mas é importante para manter a cadeia alimentar de outros animais da praia, como a maria-farinha, o urubu de cabeça vermelha e o urubu de cabeça amarela”, disse o biólogo.
O que não é normal é o aparecimento de tantos animais mortos. E isso está sendo estudado pelos biólogos.

Fonte: G1

Aquecimento global causou extinção dos mamutes, diz estudo

Um estudo da britânica Universidade de Durham afirma que os mamutes foram extintos por causa da redução nas áreas de pasto, e não em consequência da caça por parte de seres humanos.
De acordo com a pesquisa, a elevação da temperatura do planeta com o fim da época mais fria da chamada Era do Gelo – cerca de 21 mil anos atrás – viu um declínio nas áreas de pradarias nas quais esses animais se alimentavam.
Há cerca de 14 mil anos, os “Mammuthus primigenius”, ou mamutes-lanosos, que um dia fizeram parte da paisagem europeia, se resumiam ao norte da Sibéria, onde acabaram morrendo 4 mil anos atrás.
As razões dessa extinção são incertas e viraram alvo de um intenso debate entre os cientistas.
Enquanto uns argumentam que o processo está ligado ao aquecimento global, outros defendem que foram as pressões em decorrência de uma população humana crescente.
Uma terceira teoria atribui o fim dos mamutes à colisão de um meteoro.
“O que os nossos resultados sugerem é que a mudança climática – através do efeito que teve sobre a vegetação – foi o fator-chave que causou a redução da população e a extinção dos mamutes e de outros herbívoros de grande porte”, afirmou o professor Brian Huntley, que coordenou o estudo.
Grama x florestas – A pesquisa recriou, através de computador, modelos que simularam a vegetação na Europa, Ásia e América do Norte nos últimos 42 mil anos.
Os cientistas levaram em conta o que se acredita ter sido o comportamento do clima durante esse período e modelos de como determinados tipos de vegetação crescem em diferentes condições.
As baixas temperaturas e as condições especialmente secas da Era do Gelo, combinadas com as baixas condições de emissão de dióxido de carbono, não favoreciam o crescimento de árvores, eles concluíram.
Isso fez com que, em vez de florestas, a paisagem daquela época fosse marcada por vastas áreas de pradarias, ideais para herbívoros de grande porte, como os mamutes.
Com o passar dos anos o clima se tornou mais quente e úmido. No fim da era glacial, a concentração de dióxido de carbono era mais elevada. Como resultado, as árvores tomaram áreas que antes eram de pradarias.
“No ápice da Era do Gelo, os mamutes e outros herbívoros contavam com mais alimentos”, disse o pesquisador. “Mas à medida que caminhamos para uma etapa pós- glacial, as árvores gradualmente substituíram os ecossistemas herbáceos e isto reduziu muito a área de pastagem.”

Fonte: G1