sexta-feira, 30 de abril de 2010

EUA: equipes de resgate tentam salvar animais presos no óleo

Uma equipe de resgate deu início na tarde desta sexta-feira (30) à primeira operação de limpeza de animais atingidos pela mancha de óleo, gerada após a explosão de uma plataforma de petróleo no Golfo do México.
Os integrantes do serviço de Resgate e Pesquisa de Aves Tri-State trabalham na recuperação de um alcatraz, também conhecido como ganso-patola, em uma instalação na cidade de Fort Jackson, no Estado da Louisiana. O animal, inteiramente branco quando adulto, foi encontrado coberto de óleo.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta sexta-feira que seu governo “fará todo o possível” para responder ao derramamento de petróleo que começou depois da explosão da plataforma “Deep Horizon”.
Segundo o líder, embora a concessionária da plataforma, British Petroleum, seja responsável pelas tarefas de limpeza e contenção, o governo dos EUA está “completamente preparado” para cumprir sua parte com o objetivo de atenuar o desastre e proteger o litoral do Golfo, em colaboração com as autoridades locais e regionais.

Fonte: Portal Terra

Fiscalização apreende 13 toneladas de carvão ilegal no Rio

A Coordenadoria contra Crimes Ambientais (Cicca) da Secretaria do Meio Ambiente do Rio de Janeiro apreendeu na sexta-feira (30) 13 toneladas de carvão vegetal ilegal. A apreensão foi no município de São Gonçalo, na região metropolitana da capital fluminense. O carvão era proveniente de área de desmatamento ilegal e a venda era amparada por um registro falso do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). O dono da mercadoria, Rickson Cunha da Silveira, foi preso em flagrante. O material apreendido será distribuído em comunidades carentes de São Gonçalo.
De acordo com o coronel Luiz Maurício Padroni, coordenador da Cicca, esse tipo de apreensão é comum. Mas, agora, as operações estão se concentrando nos atacadistas e distribuidores e não mais nos pequenos produtores de carvão.
Durante a operação, foi identificada uma área ilegal de criação de porcos nas margens do Rio Guaxindiba, que deságua na Baía de Guanabara e pertence à Área de Proteção Ambiental de Guapimirim. “Os dejetos estão contribuindo para o assoreamento do rio e para a poluição da baía”, afirmou o coronel Padroni. Os responsáveis terão 72 horas para retirar os animais do local. Caso contrário, serão apreendidos e levados para um curral público.

Fonte: Radiobrás

Obama: exploração de petróleo nos EUA deve ser responsável

O presidente americano, Barack Obama, disse nesta sexta-feira (30) que a exploração de petróleo é crucial para a estratégia energética dos Estados Unidos, mas considerou que seu manejo deve ser sempre responsável, no momento em que um enorme vazamento de petróleo ameaça o Golfo do México.
“Continuo pensando que a produção petroleira desempenha um papel importante na nossa estratégia de segurança energética, mas sempre deveria ser responsável pela segurança dos funcionários (do setor) e da proteção do meio ambiente”, disse o presidente, em discurso nos jardins da Casa Branca.
“A economia local e a vida das pessoas na costa do Golfo, como todo o ecossistema da região estão em jogo”, advertiu Obama.
O governo está se mobilizando para tentar conter o que pode se tornar um dos piores vazamentos de petróleo da história dos Estados Unidos, causado pelo afundamento de uma plataforma de petróleo em 22 de abril.
Obama incomodou muitos de seus partidários e ecologistas em março, quando anunciou o fim de uma moratória da exploração petroleira em alto-mar, confiante em obter apoio para uma lei sobre redução de emissões de gases-estufa.
Mas nesta sexta, seu assessor, David Axelrod, disse à emissora de TV ABC que “nenhuma nova perfuração foi autorizada e nenhuma o será até que tenha sido determinado o que ocorreu (na explosão da plataforma) e saber se trata de um fato excepcional ou de algo que poderia ter sido evitado”.
Novos contratos estão suspensos durante os 30 dias de uma investigação que visa a encontrar as causas do catastrófico vazamento.

Fonte: Yahoo!

Vazamento na costa dos EUA mostra limites de segurança, diz Greenpeace

O desastre ambiental no Golfo do México prova que é falsa a alegação das companhias petrolíferas de que já há tecnologia consolidada para contenção de vazamentos, avalia a ONG ambientalista Greenpeace. Uma plataforma operada pela British Petroleum (BP) explodiu na terça-feira (20) passada e afundou dois dias depois. Cerca de 5 mil barris estão vazando no mar por dia, 5 vezes mais que o estimado assim que ocorreu o acidente.
O foco do vazamento fica a 1,5 km de profundidade e 80 km da costa. O petróleo formou uma mancha de 70 por 170 km – maior do que a Jamaica.
“Contra a ideia de superar o mais rápido possível a dependência da exploração de gás e óleo, as companhias se defendiam afirmando que a tecnologia é tão avançada que os impactos são mínimos”, diz Leandra Gonçalves, da Campanha de Oceanos do Greenpeace. “A gente percebe que isso não é verdade. Muita coisa sobre o vazamento ainda é desconhecida. Apesar do investimento de governos e corporações e do alegado avanço tecnológico, não há como conter o impacto de vazamentos.”
A queima controlada do óleo, por exemplo, teve de ser interrompida pela Guarda Costeira por causa de fortes ventos.
Segundo Leandra, trata-se de um dos maiores eventos do tipo já registrados, e os danos à fauna marinha serão irreversíveis. “Com certeza, vai marcar história.”
O estado da Louisiana abriga cerca de 40% dos pântanos – um frágil ecossistema – e mangues americanos e é o hábitat de inúmeras espécies de peixes e aves.
A mancha poluente ameaça a fauna e paralisa a indústria pesqueira na costa sul dos Estados Unidos, mais especificamente os estados de Mississipi, Alabama e Flórida, além da Louisiana. A receita da pesca comercial na região em 2008 foi de US$ 659 milhões, segundo relatório da NOAA, a agência americana responsável por monitoramento oceânico e atmosférico.
Segundo Leandra, o Greenpeace reconhece a dificuldade de migrar para energia limpa de uma hora para outra, mas, ainda assim, propõe que sejam definidas “áreas sensíveis”, totalmente livres da exploração de petróleo e gás.

Fonte: G1

Acordo de Pesca da Baía de Ilha Grande, no Rio, vai organizar atividade

O Ministério da Pesca e Aquicultura promove até este sábado (1º) novas reuniões com a sociedade sobre o Acordo de Pesca da Baía de Ilha Grande, que está sendo implementado no Rio e irá beneficiar pescadores que praticam a atividade artesanalmente na região. A informação é do assessor da Secretaria Executiva do ministério, Alexandre Kirovsky.
O acordo foi aprovado por unanimidade durante consultas à população feitas pelo ministério. “Tivemos a chancela popular de todas as comunidades da Baía de Ilha Grande, Angra dos Reis e Paraty. A política foi aprovada pela comunidade e todos votaram a favor de que o acordo fosse implementado”.
Recursos de R$ 250 mil, obtidos por meio de emenda do deputado federal Luiz Sergio (PT/RJ), serão aplicados em convênio que está sendo elaborado junto com a Universidade Federal do Rio e a Fundação Instituto de Pesca do estado, para que o trabalho possa ser iniciado.
Nas reuniões programadas para este fim de semana em Ilha Grande, Angra e Paraty, as comunidades serão informadas sobre o andamento do processo e conhecerão o plano de trabalho que será feito também de forma participativa, informou Kirovsky. A expectativa é de que até junho as equipes comecem a atuar de forma efetiva.
A política de acordo de pesca já é consagrada na Amazônia. Segundo o assessor, o Acordo de Pesca da Baía de Ilha Grande será o primeiro implementado no mar. A política aumenta a qualidade de vida dos pescadores e o estoque de pescado. “Ou seja, ela aumenta o número de peixes e também a rentabilidade do pescador. Em geral, tem acontecido isso”.
O grande legado deverá ser a organização dos pescadores. “Eles vão ter mais identidade a partir desse trabalho, vão se reunir mais com o mesmo objetivo, já têm voz em um fórum que, no caso de Ilha Grande, reúne poderes muito fortes e interesses muito grandes”. O acordo fará com que os pescadores passem a participar dos fóruns decisórios sobre o mar, contribuindo também para a solução de conflitos. A ideia é harmonizar o ambiente de trabalho, tornando-o sustentável.
O que o ministério pretende, a partir do acordo, é que os pescadores possam zonear a pesca e a aquicultura com outras atividades, sem ferir quadros legais. A fiscalização será feita pelos próprios pescadores em relação aos seus parceiros. Eles definirão as regras que irão nortear a atividade na região. “Aquele conjunto de regras que estabelecerem para a região vira uma normativa. A partir disso, é quadro legal, sujeito a penalidades. Ninguém vai poder infringir. Quem faz a política é o ministério, mas são também os pescadores”, disse o assessor.
A rede será montada até o fim do ano. Kirovsky informou, porém, que o acordo só estará concluído em 2011. “Mas, este ano, a gente arruma a casa junto com os pescadores, para deixar tudo em ordem”.
A Baía de Ilha Grande foi à principal produtora de sardinha do país no ano passado. A região é ainda a segunda maior produtora de camarão do estado do Rio.
O orçamento necessário para o acordo de pesca ficará em torno de R$ 2 milhões. Parte dos recursos será do Ministério da Pesca e parte será captada junto ao setor privado, interessado em investir na sustentabilidade da baía, disse Kirovsky.

Fonte: Alana Gandra/ Agência Brasil

Polícia apreende armas e armadilhas para caça e pesca em MG

Armas de fogo, munições e armadilhas para caça e pesca foram apreendidas, nesta sexta-feira (30), na zona rural dos municípios mineiros de Central de Minas, São João Evangelista, Dores de Guanhães, Virginópolis e São Pedro do Suaçuí.
A operação foi realizada por policiais militares da 8ª Companhia Independente de Meio Ambiente e Trânsito. As apreensões foram feitas em decorrência de denúncias. Quatro homens foram presos em flagrante e devem responder por posse ilegal de arma de fogo.

Fonte: G1

Mundo falhou em frear extinções, diz análise

O mundo está para perder outro prazo. Em 2010, deveria ter havido uma “redução significativa” da velocidade com a qual as formas de vida estão desaparecendo. Tanto a Convenção sobre Diversidade Biológica (CBD) e os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio da ONU, de 2000, demandam isso. Mas a maior análise da biodiversidade global já feita descobriu que não é isso o que está acontecendo – apesar daqueles que parecem ser esforços governamentais maciços.
Nunca se produziu antes uma medida padronizada da biodiversidade entre os milhares de habitats da Terra. Cientistas da CBD criaram 31 esquemas de acompanhamento da perda de espécies, ecossistemas ou variantes genéticas em mamíferos, criaturas marinhas, aves e outras grandes categorias. Nesta semana, pela primeira vez, eles juntaram todos esses indicadores.
“Eles fornecem evidência plena de que o mundo natural está sendo destruído mais depressa do que nunca”, disse Stuart Butchart, do Centro de Monitoramento da Conservação das Nações Unidas, em Cambridge (Reino Unido), autor principal do estudo. A análise será parte do Panorama Global da Biodiversidade 3, a ser publicado pela convenção no mês que vem.
O levantamento mostra que as espécies de algas marinhas a mamíferos caíram no geral desde 1970. Enquanto isso, as pressões sobre a biodiversidade, da sobre pesca às espécies invasoras, cresceu.
Infelizmente, não foi por falta de tentativa. O relatório, publicado ontem na edição online do periódico “Science”, também mostra que os esforços dos governos para cumprir a promessa de 2010 aumentaram exponencialmente desde 1970.
Mas claramente não produziram muito resultado. O problema, diz Butchart, é que, embora haja uma miríade de planos no papel, “eles têm sido orientados, financiados e implementados de forma inadequada”. Há, por exemplo, muitas áreas protegidas, mas elas não receberam dinheiro suficiente e não estão nas áreas mais importantes do ponto de vista biológico. Mais de 80% dos governos prometeram atacar o problema das espécies invasoras, mas menos da metade deles fez realmente algo.
Com mais US$ 4 bilhões por ano, segundo uma estimativa, seria possível tirar as áreas protegidas do papel, afirmou o autor.
As 193 nações que pertencem à Convenção da Biodiversidade se reúnem em outubro em Nagoya, Japão, e deverão usar a análise para orientar novas ações. “2010 não será o ano em que as perdas foram detidas”, diz Butchart, “mas deve ser o ano em que os governos começaram a levar o assunto a sério”.

Fonte: Folha Online

Para Greenpeace, geração de energia limpa precisa crescer ainda mais no país

Apesar de ter apresentado no ano passado o maior índice de energia gerada por fontes renováveis dos últimos 18 anos, o Brasil ainda precisa avançar na geração de energia limpa, de acordo com a organização não governamental (ONG) Greenpeace. Para o coordenador da campanha de energias renováveis da ONG, Ricardo Baitelo, apesar de positivo, o aumento da participação de energias renováveis na matriz brasileira não pode ser considerado significativo.
O balanço energético nacional, divulgado na quinta-feira (29) pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), mostra que as fontes renováveis de energia, que incluem a geração por meio de hidrelétricas, biomassa e produtos da cana-de-açúcar, foram responsáveis por 47,3% da geração de energia no país no ano passado, o maior índice desde 1992.
Baitelo disse que o resultado estava previsto, já que em 2008 houve um acionamento muito grande de termelétricas fósseis, que diminuiu no ano passado devido à grande quantidade de chuvas, que permitiram o maior uso de energia gerada pelas hidrelétricas.
Uma das maiores bandeiras defendidas pelo Greenpeace na área energética é a necessidade de aumentar o uso de energia eólica no Brasil, considerado por Baitelo ainda pequena. Ele lembra que o governo irá realizar um leilão de energias renováveis ainda no primeiro semestre deste ano, mas as usinas movidas a vento vão demorar a entrar em operação.
“Ainda vai levar um tempo após o leilão para que essas novas eólicas sejam construídas e terem um papel significativo na matriz brasileiras, como já acontece em outros países”, afirmou.
Segundo a EPE, a participação de energia eólica na matriz elétrica do país seguiu a tendência dos últimos anos, crescendo 5,1% em 2009 em relação ao ano anterior. Mesmo assim, essa fonte correspondeu a 0,2% do total de energia gerada no ano passado.
Na opinião do presidente do Instituto Acende Brasil, Claudio Sales, “a matriz elétrica brasileira é de deixar qualquer país orgulhoso no atual cenário mundial”. Segundo ele, o Brasil é um dos países com a matriz elétrica mais limpa do mundo, graças ao seu potencial hidrelétrico, mas ainda precisa de energia térmica para que não fique totalmente sujeito às oscilações climáticas.
“O Brasil é um dos poucos países do mundo que tem o privilégio de poder fazer as melhores escolhas sem ter que botar a carapuça de grande poluidor global, muito pelo contrário”, avalia. Segundo Sales, não é possível gerar a quantidade de energia necessária para o crescimento do país apostando apenas em fontes alternativas.
“Se o Brasil precisa ter 3,5 mil megawatts novos de energia por ano, é claro que é inviável imaginar isso sendo produzido apenas com painéis solares ou com energia eólica. Essas energias são complementares e têm sua inserção viabilizadas em situações específicas. Não se deve imaginá-las como capazes de suportar a expansão da demanda de energia que o Brasil tem para poder suportar o ritmo de crescimento da nossa economia”, disse.

Fonte: Sabrina Craide/ Agência Brasil

Alemanha convoca nova reunião climática como preparação para cúpula do México

A Alemanha convoca a partir de domingo (2) às margens do Reno uma reunião ministerial sobre o clima co-presidida pelo México, anfitrião da próxima conferência da ONU, para tentar dar impulso às difíceis negociações desde o fracasso da COP15 em dezembro em Copenhague.
A chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente mexicano, Felipe Calderón, abrirão o “diálogo de Petersberg”, nome do castelo que os receberá perto de Bonn.
Cerca de 40 ministros anunciaram sua participação neste encontro que se prolongará até terça-feira (4) com o propósito de restabelecer a confiança abalada pelo infeliz desenlace da cúpula de Copenhague, ante a perspectiva da próxima conferência no México, no final de novembro.
“As negociações se vêem deteriorada pela falta de confiança e liderança”, destaca o ministro do Meio Ambiente alemão, Norbert Röttgen, em sua carta de convite.
O primeiro encontro do ano, em meados de abril, em Bonn, com apoio da Convenção das Nações Unidas sobre a Mudança Climática (CMNUCC), permitiu medir a desconfiança entre as delegações e o alcance dos obstáculos a superar.
“Se assistirmos a outro fracasso no México, isso trará consigo uma grave perda de confiança sobre a eficácia desse processo” advertiu, então, o secretário-geral da convenção, Yvo de Boer.
Fora a Europa, que envia sete ministros e sua comissária para o clima, Connie Hedegaard, estarão representados os Estados Unidos, os grandes emergentes (China, Índia, Brasil e África do Sul), assim como a África, os pequenos Estados insulares (Maldivas, Granada, Barbados) e alguns dos países mais vulneráveis ao problema, como Bangladesh.

Fonte: Yahoo!

EUA aprovam incêndio no mar para conter vazamento de petróleo

As autoridades americanas aprovaram que se recorra a um incêndio controlado para proteger o litoral ecologicamente frágil de um vazamento de petróleo que se expande no Golfo do México depois do afundamento de uma plataforma petroleira, informou nesta quarta-feira o serviço da Guarda Costeira.
A drástica decisão de atear fogo no mar é vista como uma intervenção necessária devido à gigantes maré negra de petróleo que avançou a até uma distância de 37 km dos pântanos da Louisiana, um importante santuário para aves aquáticas e outras espécies da vida selvagem.
Os estados sulistas da Flórida, Alabama e Mississippi se preparam ante a possibilidade de que as praias e áreas pesqueiras, cruciais para a economia na região, se vejam afetadas pelo lodo oleoso derivado do gigantesco vazamento de 965 km de circunferência.
“O comandante da área aprovou plano para um incêndio in situ e está falando com os sócios da comunidade e da indústria”, informou o porta-voz da Guarda Costeira, Tom Atkeson, à AFP. “O incêndio poderá ser realizado ainda hoje”.
Quatro robôs submarinos da companhia de petróleo britânica BP tentavam dede segunda-feira conter o vazamento de combustível.
A plataforma “Deepwater Horizon” afundou na quinta-feira passada, dois dias após uma explosão que deixou 11 trabalhadores desaparecidos.
Imagens de satélites mostraram que a mancha se estendeu no domingo quase 50%, passando de 1.035 km2 a 1.550 km2.
Apesar da extensão, os técnicos da empresa afirmaram que 97% da mancha não passa de uma fina camada na superfície do mar.
A BP, que administra a plataforma, inicialmente havia informado não ter detectado vazamentos de petróleo, mas um robô submarino detectou no sábado dois buracos no conector que liga o poço à plataforma.
O porta-voz da BP, Ron Rybarczyk, afirmou que o vazamento, a 1.500 metros de profundidade, está liberando 1.000 barris de petróleo por dia no oceano.
“É um vazamento muito grave”, advertiu o suboficial Erik Swanson, porta-voz da Guarda Costeira americana.

Fonte: G1

Iluminação com LEDs produz vegetais mais saudáveis

Cientistas da Lituânia descobriram que uma iluminação à base de LEDs, aplicado durante apenas três dias, é capaz de melhorar a qualidade nutricional de verduras e legumes, principalmente dos vegetais verdes folhosos.
A tecnologia com tratamento dos vegetais com luz poderá ser aplicada em estufas para reforçar os nutrientes dos vegetais no período pré-colheita.
Nitratos e nutrientes – O experimento foi feito em plantações de alface, orégano e cebolinha. Os vegetais foram cultivados em estufa, sob luz ambiente, com um reforço de iluminação noturna com uma lâmpada de vapor de sódio.
Nos três dias anteriores à colheita, os vegetais receberam a iluminação noturna de um conjunto de diodos emissores de luz, os LEDs, lâmpadas de estado sólido de baixo consumo de energia, do mesmo tipo encontrado na maioria dos aparelhos eletrônicos.
O resultado foi uma redução no nível de nitratos nos vegetais que variou de 44 a 65%.
O maior nível de redução dos nitratos foi verificado nas plantações de alface cultivado por hidroponia. Depois de um tratamento de três dias sob a luz de LEDs vermelhos, os testes mostraram uma redução de 65% na concentração de nitratos.
Além de diminuir a concentração de nitratos danosos à saúde, o fluxo de fótons de alta densidade gerado pelos LEDs também elevou os níveis de nutrientes dos vegetais.
Plantas iluminadas com LEDs – Segundo Giedre Samuoliene, coordenador da pesquisa, a tecnologia é diferente da já difundida prática das lâmpadas de sódio de alta pressão.
Os iluminadores de estado sólido limitam a quantidade de calor radiante, já que os LEDs têm luz fria, permitindo uma maior intensidade na fotossíntese.
Além disso, a técnica exige apenas um tratamento curto, pouco antes da colheita, em vez de uma iluminação durante o ciclo completo da cultura.
O investimento inicial na aquisição dos iluminadores de LED pode ser caro, afirma Samuoliene, mas a técnica é economicamente viável porque o tratamento é aplicado durante apenas 10% do tempo da cultura, com um baixíssimo consumo de energia.
Há também a perspectiva das vantagens de um eventual sobre-preço pelo fornecimento de vegetais mais saudáveis.

Fonte: Site Inovação Tecnológica

Grandes fabricantes mostram seus modelos de carros “verdes” em Pequim

As grandes marcas mundiais de veículos aproveitaram o Salão de Automóvel de Pequim para apresentar seus modelos “verdes”, que podem se tornar, em curto prazo, um dos melhores produtos à venda no mercado chinês, o maior do mundo.
A maior fabricante chinesa, SAIC, expôs seu carro elétrico, durante o salão que abriu na terça-feira (27) e vai até domingo (2).
Dos mil modelos expostos, 95 são elétricos ou híbridos – produzidos pela SAIC, por sua concorrente chinesa BYD e a americana General Motors.
A GM apresentou o Volt, um carro elétrico que deve ser lançado no mercado em 2011. A BYD, que tem como principal acionista é o milionário americano Warren Buffett, lançou o modelo E6, que funciona somente com eletricidade.
A Beijing Automotive Industry Holding Co anunciou que pretende investir 3,7 milhões de yuans (542 milhões de dólares) no desenvolvimento de veículos com fontes de energia alternativas, reafirmando a importância desse setor para a China.
No entanto, para os analistas o verdadeiro desenvolvimento de veículos alternativos na China ainda enfrenta dificuldades.
O governo decepcionou aqueles que esperavam, em janeiro, o anúncio de subsídios para o setor, que permitiriam baixar os preços para o consumidor chinês.
Preços elevados, autonomia reduzida e falta de postos de recarga de bateria limitam as vendas, explica Finbarr O’Neill, presidente da sociedade de consultores JD Power and Associates.
Menos de 4 mil carros híbridos (movidos a eletricidade e gasolina) foram negociados na China no ano passado e a venda de veículos elétricos foi quase inexistente, acrescentou.
No total, 13,64 milhões de carros foram vendidos na China em 2009, o que fez do país o primeiro no mercado do mundo, ultrapassando os Estados Unidos.
Os chineses seguem preferindo modelos de alto consumo de gasolina, embora no ano passado os modelos menores tenham tido maior aceitação, graças aos incentivos fiscais.
O alto valor dos veículos elétricos se deve ao custo das suas baterias recarregáveis, que os encarecem em 10 mil a 15 mil dólares.
“Não acredito que a maioria dos compradores esteja disposta a pagar mais para ter um carro mais ecológico”, destacou Finbarr O’Neill. “Sem subsídios, empresas como a BYD terão muitos problemas para alcançar uma massa crítica” na produção.
A China quer reduzir seu consumo e sua dependência energética, assim como seus graves problemas de poluição. Por isso, espera-se que o desenvolvimento de tecnologias ecológicas e carros “verdes” represente de 10% a 15% das vendas até 2020.
Desde 2006, o governo e as fabricantes de automóveis chinesas investiram pelo menos 10 milhões de yuans no desenvolvimento de veículos movidos com fontes de energia alternativas ao combustível. Desse montante, 1,1 milhão foi dado pelo governo, segundo o ministério das Indústrias e Tecnologias da Informação.
Apesar deste lento desempenho, a previsão segue otimista. Better Place, uma sociedade californiana que instala postos de recarga para veículos elétricos, vislumbra um bom mercado na China. No sábado, firmou um acordo com a fabricante chinesa Chery para desenvolver os primeiros protótipos.

Fonte: G1

Baixo Amazonas debate sistemas produtivos sustentáveis no Pará

Construir estratégias para viabilizar a adoção de sistemas produtivos sustentáveis na região do Baixo Amazonas. É com esse objetivo que o Ministério do Meio Ambiente realiza, nos dias 28 e 29 de abril, o Seminário Regional do Pólo Baixo Amazonas, em Santarém. Ele integra a programação do II Ciclo de Debates Estratégicos para o Desenvolvimento das Cadeias Produtivas do Oeste Paraense. Este é o segundo evento do ciclo, o primeiro aconteceu em Itaituba, nos últimos dias 14 e 15 e contou com expressiva participação de representantes da comunidade.
O encontro é realizado no Amazonas Boulevard Hotel (Av. Mendonça Furtado, nº 2946, Bairro de Fátima) das 9h às 18h. Reunirá agricultores, produtores rurais, assentados, quilombolas, indígenas, representantes de associações, cooperativas, prefeituras, instituições locais entre outros. Além da cidade sede do evento, será debatida a realidade socioambiental de Alenquer, Almeirim,Belterra,Curuá,Faro, Juruti,Mojuí dos Campos,Monte Alegre, Óbidos, Oriximiná,Prainha e Terra Santa.
A ideia é fazer com que as lideranças locais debatam o cenário econômico, social e ambiental e consigam iniciar um planejamento baseado na sustentabilidade, especialmente nas suas principais atividades, como: exploração madeireira, agropecuária, agricultura, pesca e extrativismo. De forma que o seminário terá como produto final uma planilha estratégica de ações.
O evento é promovido pelo Projeto BR-163: Floresta, Desenvolvimento e Participação, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e conta com o apoio do Instituto de Tecnologias Sustentáveis da Amazônia (Itesam). O II Ciclo de Debates é composto de três seminários regionais e um final, que também acontecerá em Santarém.
Projeto BR-163 – O Projeto BR 163: Floresta, Desenvolvimento e Participação é executado pelo Ministério do Meio Ambiente, com o apoio técnico e a gestão financeira da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (ONU/FAO Brasil) e recursos doados pela Comissão Européia. Seu objetivo é contribuir para a diminuição do desmatamento na área de influência da rodovia Cuiabá-Santarém, por meio de ações voltadas ao fortalecimento do Distrito Florestal Sustentável da BR-163, à estruturação de cadeias produtivas sustentáveis e ao fortalecimento da sociedade civil.

Fonte: MMA

Mais cana com menos queima

O Estado de São Paulo registrou, nos últimos anos, uma rápida expansão na produção de cana-de-açúcar, em consequência principalmente do aumento da demanda por etanol para atender ao mercado de veículos flex no país.
De 2003 a 2009, a área total do cultivo da cana disponível para a colheita no Estado saltou de 2,57 milhões para 4,89 milhões de hectares, segundo dados do mais recente relatório feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP).
O dado mais expressivo – do ponto de vista ambiental – é que pela primeira vez mais da metade da colheita foi realizada sem queima. O relatório referente à safra de 2009/2010 mostra que cerca de 56% da colheita foi realizada sem queima, contra 44% em que se utilizou o recurso. Na safra de 2006/2007, a colheita sem queima beirou os 34%.
De acordo com Bernardo Rudorff, pesquisador do INPE, se o ritmo for mantido, a meta estabelecida pelo Protocolo Agroambiental do Setor Sucroalcooleiro, assinado em 2007 entre o Governo do Estado de São Paulo e a União da Indústria de Cana de Açúcar (Unica) – que prevê a eliminação gradativa da queima da cana-de-açúcar até 2017 –, será cumprida, mesmo com a expansão da produção. Para as áreas com declive inferior a 12%, que permite a mecanização da colheita, o prazo termina em 2014.
“É claro que a expansão envolve questões complexas que impõem alguns limites, como condições favoráveis de mercado e investimento em maquinário, mas a pressão do protocolo está produzindo um resultado muito positivo no Estado e mostra que o objetivo de eliminar totalmente o procedimento de queima pode ser atingido até a data limite”, disse à Agência FAPESP.
Rudorff coordena o Projeto Temático recém-aprovado, intitulado “Impactos ambientais e socioeconômicos associados com a produção de etanol de cana-de-açúcar no centro-sul do Brasil”, que será desenvolvido no âmbito do Programa FAPESP de Pesquisa em Bionergia (BIOEN).
O grupo de pesquisadores vem monitorando, desde 2003, a área de cultivo, o tipo de colheita – com ou sem queima – e a mudança de uso e cobertura da terra decorrente da expansão do cultivo da cana-de-açúcar no Estado de São Paulo. A partir dos dados obtidos são gerados mapas que auxiliam a Secretaria Estadual do Meio Ambiente.
“A partir de 2009, iniciamos uma avaliação mensal da colheita e disponibilizamos os mapas para a secretaria, que, com isso, sabe do percentual e da localização das áreas queimadas. Antes disso, gerávamos um único mapa mostrando tudo o que havia sido colhido com e sem queima durante a safra”, disse Daniel Alves Aguiar, doutorando do programa de pós-graduação e integrante do projeto Canasat do INPE.
Em novo estudo publicado na revista Remote Sensing, os pesquisadores do INPE divulgaram os números referentes à safra de 2008/2009. De 2003 a 2008, a área de produção foi ampliada em 1,88 milhão de hectares. Entretanto, o ritmo de crescimento caiu nas últimas safras. Na safra anterior a 2008, a expansão foi de mais de 1,2 milhão de hectares, em 2008 o aumento foi de pouco mais 320 mil e, na safra 2009/2010, ficou em cerca de 100 mil hectares.
“Uma das explicações é que, com a crise econômica mundial – que afetou todos os setores da economia –, a produção da cana também foi atingida e a produção seguiu um ritmo mais lento nos dois últimos anos”, disse Aguiar, co-autor do artigo.
“No artigo, usamos como referência a safra de 2008 porque o objetivo era apresentar a metodologia que utilizamos que consiste em técnicas de interpretação de imagens de sensoriamento remoto e geoprocessamento”, explicou.
De acordo com o trabalho, a maior expansão de área com cana ocorreu no oeste paulista, que compreende as regiões de São José do Rio Preto, Araçatuba e Presidente Prudente.
“A expansão da cana nessas regiões se deu principalmente sobre as pastagens. E uma das críticas era que o aumento do cultivo da cana poderia comprometer a produção de outras culturas, como soja e milho, e promover uma diminuição do rebanho bovino no Estado”, disse Aguiar.
“São Paulo perdeu muita área que tradicionalmente era de pastagem para a cana-de-açúcar, mas, no entanto, o gado não diminuiu. Isso se deve à otimização do uso do espaço e ao investimento do setor pecuário em tecnologia”, disse Rudorff.
Na safra de 2009/2010, 2,27 milhões de hectares foram colhidos sem a queima da palha, enquanto 1,8 milhão foi colhido com a queima. O mapeamento mostra ainda que as regiões administrativas de Barretos, de Campinas e Central – tradicionais no cultivo da cana – foram as que apresentaram maior porcentagem sem queima, com 61,4%, 60,7% e 61,2%, respectivamente.
Apenas duas regiões, de Marília (56,3%) e de Presidente Prudente (50,8%), tiveram mais área colhida com queima do que sem. “Nesse sentido, o sensoriamento remoto tem importância fundamental para o cumprimento do protocolo”, destacou Aguiar.
Interpretação das imagens – Segundo os pesquisadores, o método utilizado consiste em monitorar o modo de colheita a partir da interpretação visual e do processamento digital das imagens. Mas, ressalta, a metodologia tem uma limitação.
“Para resultados satisfatórios é preciso contar com diversas imagens livres de nuvens durante o período de colheita. Por isso, utilizamos imagens de sensores com características diferentes”, disse Aguiar.
Segundo ele, o mais importante é obter imagens em períodos específicos em que a cana seja mais fácil de ser identificada. O mapeamento do cultivo da cana requer que sejam adquiridas imagens em janeiro, fevereiro e março da safra corrente e setembro e outubro do ano anterior.
“O plantio da cana-de-açúcar é geralmente feito nos meses de março e abril e em outubro elas já começam a aparecer em imagens de satélite. De janeiro a março do ano seguinte é o período em que a cana está mais vigorosa e fácil de ser identificada”, explicou o pesquisador.
Já para a colheita as imagens são adquiridas de abril a dezembro, período tradicional de colheita no Estado de São Paulo. Mas em dezembro, quando começam a aparecer mais nuvens, o trabalho se torna mais complicado.
“O foco principal do artigo que publicamos foi mostrar que a técnica de sensoriamento remoto pode ser utilizada para monitorar vários aspectos do cultivo da cana e tem tido um efeito positivo fora do país. Em discussões ambientais, o Brasil é lembrado por monitorar o cultivo”, disse Rudorff.
O estudo feito no INPE destaca que as metas do Protocolo Agroambiental do Setor Sucroalcooleiro não são para os municípios, mas para o setor como um todo. “O produtor que atingir as metas receberá um selo agroambiental. A ideia é que esse selo possa servir como um ingresso para o mercado externo”, disse Aguiar.

Fonte: Alex Sander Alcântara/ Agência Fapesp

Perda de gelo flutuante nos pólos faz mar subir ‘um fio de cabelo’ por ano

As mudanças registradas na quantidade de gelo que flutua nos oceanos polares estão provocando um aumento do nível dos mares, revelou estudo publicado nesta quarta-feira (28) na revista “Geophysical Research Letters”.
Mas, apesar da perda de gelo flutuante a cada ano ser similar a 1,5 milhão de icebergs como os que afundaram o Titanic, o aumento do nível do mar é insignificante. Em um ano esse aumento é equivalente ao diâmetro de um fio de cabelo.
Andrew Shepherd, autor do estudo e pesquisador da Universidade de Leeds, afirma, no entanto, que o impacto do degelo é um sinal que não pode ser ignorado. Ele lembrou que nas últimas décadas se registraram reduções consideráveis do gelo flutuante da Terra, particularmente nas plataformas antárticas e árticas.
“Essas mudanças tiveram um grande impacto no clima regional e, já que se espera que os oceanos aumentem sua temperatura no curso do século, o degelo dos icebergs deve ser considerado em avaliações futuras dos aumentos no nível do mar”, disse.

Fonte: G1

Presidente da ANA defende mudanças no leilão de hidrelétricas na Amazônia

O presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu, defendeu na quarta-feira (28) um novo modelo de aproveitamento elétrico para os rios da Amazônia, com leilões integrados, sem necessidade de um processo para cada hidrelétrica.
A avaliação conjunta de empreendimentos reduziria o tempo dos licenciamentos ambientais das hidrelétricas, segundo Andreu.
“A abordagem do setor elétrico para construção de usinas na Amazônia tem sido a mesma que foi utilizada em São Paulo, no Paraná, que têm uma realidade muito distinta. Poderíamos fazer leilões por bacia ou pelo máximo de empreendimentos possíveis em uma mesma bacia”, sugeriu, durante audiência pública na Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional da Câmara dos Deputados.
Além de reduzir o tempo de espera pelas licenças ambientais, a análise integrada do potencial hídrico por bacia poderia reduzir o custo das obras, de acordo com o presidente da agência.
“A abordagem do aproveitamento dos recursos hídricos tem que ser sistêmica não fragmentada.”

Fonte: Luana Lourenço/ Agência Brasil

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Japão vai analisar compromisso para distribuir ajuda contra mudança climática

O governo japonês premiará o compromisso dos países em desenvolvimento contra a mudança climática para distribuir os US$ 15 bilhões em ajudas até 2012, doação anunciada durante a cúpula climática de Copenhague.
Os países que lutarem contra o aquecimento global receberão a maior parte do dinheiro, segundo o ministro do Meio Ambiente japonês, Sakihito Ozawa.
O governo aprovou os princípios básicos para colocar em prática a chamada “Iniciativa Hatoyama”, impulsionada pelo primeiro-ministro, Yukio Hatoyama, que prevê ajudas aos países pobres e em desenvolvimento que enfrentem o aquecimento global, informou a agência japonesa de notícias “Kyodo”.
A iniciativa foi apresentada na Conferência da ONU para a Mudança Climática (COP15) de Copenhague, em dezembro do ano passado, quando o Japão se comprometeu a fornecer US$ 11 bilhões em ajuda pública no período entre 2010 e 2012, enquanto o restante provirá do setor privado.
Alguns membros do gabinete ministerial recomendaram mais pressão à China, maior emissor de CO2 do planeta.
A COP15 terminou com um pedido aos países para que realizem ações para combater a mudança climática, um acordo de mínimos, sem caráter vinculativo.
O primeiro-ministro japonês se comprometeu a reduzir as emissões japonesas de CO2 em 25% para o ano de 2020 em comparação com os números de 1990.

Fonte: Folha Online



Governo boliviano entrega à ONU conclusões do fórum climático

A Bolívia entregou, na sede das Nações Unidas, as conclusões da Conferência dos Povos sobre o Aquecimento Global para serem analisadas na cúpula climática da ONU, prevista para o final deste ano no México, informou esta terça-feira (27) o coordenador do fórum climático boliviano, René Orellana.
O documento foi entregue na segunda-feira (26), em Nova York, pelo embaixador boliviano na ONU, Pablo Solón, cumprindo o prazo de 29 de abril fixado pelo organismo mundial. Agora técnicos prepararão a apresentação das conclusões do fórum com vistas à Cúpula do México.
“O que eu vou fazer é trabalhar para preparar a equipe que certamente irá negociar nas reuniões oficiais e formais que são celebradas a cada ano. Esta equipe técnica se reunirá na ONU para explicar em detalhes todo o documento. Acho que haverá três reuniões prévias ao encontro de Cancún”, disse Orellana ao jornal La Razón.
O presidente da Bolívia, Evo Morales, chefiará a delegação que apresentará as conclusões à Cúpula de Cancún, em dezembro.
Entre 19 e 22 de abril, mais de 35 mil pessoas assistiram ao fórum climático na cidade de Tiquipaya (Cochabamba), região central do país, onde foram defendidas medidas para enfrentar o aquecimento global, cuja responsabilidade é atribuída aos países industrializados.

Fonte: G1

Austrália engaveta lei contra emissões de carbono

O premiê da Austrália, Kevin Rudd, anunciou na terça-feira (27) que o plano nacional de taxar poluidores será engavetado por dois anos. A medida põe os esforços legislativos de cortar as emissões de gases-estufa em compasso de espera até depois das próximas eleições nacionais.
O governo havia proposto limites anuais na quantidade de carbono que grandes poluidores podem emitir, e um sistema pelo qual as empresas poderiam exceder seus limites se elas concordassem em comprar créditos, ou licenças para poluir.
Rudd disse que não teve escolha senão adiar a legislação depois que o Partido Liberal, principal força oposicionista, retirou o apoio a ela devido ao fracasso da conferência do clima de Copenhague, em dezembro último, em obter um acordo global legalmente vinculante de corte de emissões. A oposição também diz que o plano equivale a um novo e enorme imposto sobre indústrias emissoras, como empresas de energia. A Austrália é o maior exportador do mundo de carvão mineral.
Rudd, cujo governo precisa de apoio dos liberais para passar a lei no Senado, botou neles à culpa pelo adiamento do projeto até depois de 2012, quando expira o primeiro período de compromisso do Protocolo de Kyoto, único acordo vigente hoje contra gases-estufa.
De seu lado, a oposição alega que o premiê teme os efeitos eleitorais da eventual aprovação da lei: o preço da energia subiria, enfurecendo os eleitores e tirando votos do partido governista.
Andrew Macintosh, do Centro de Política Climática da Universidade Nacional Australiana, disse que a nova posição do governo Rudd (eleito em 2007 com uma plataforma fortemente ambientalista e favorável ao retorno da Austrália ao Protocolo de Kyoto) seria prejudicial à negociação internacional do novo acordo do clima. “Acho que o recado para a comunidade internacional é que a Austrália está recuando da precificação do carbono.”

Fonte: Folha Online



Governo vai contratar energia de fontes renováveis

O governo federal irá promover ainda no primeiro semestre deste ano um leilão de energia de reserva com fontes renováveis. De acordo com o ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, 478 empreendimentos foram inscritos para participar da disputa, que totaliza 14,5 mil megawatts (MW) de potência instalada. Segundo o ministro, a energia será gerada a partir de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH), geradores eólicos e termelétricas movidas à biomassa, como bagaço de cana-de-açúcar, resíduos de madeira e capim.
Para geração de energia eólica estão na disputa 399 projetos, totalizando 10,5 mil MW de potência instalada. Outros 61 projetos participarão do leilão de usinas térmicas à biomassa. Para implantação de PCH, serão leiloadas 18 usinas.
De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), as usinas térmicas terão prazos diferentes para disponibilizar a energia contratada ao Sistema Interligado Nacional (SIN): um para entrega a partir de 2011, outro para início em 2012 e o terceiro para 2013. No caso das centrais eólicas e PCH, o fornecimento deve ter início em 2013. O objetivo da contratação de energia de reserva é aumentar a segurança do sistema interligado garantindo, se necessário, um fornecimento adicional de energia elétrica.

Fonte: Sabrina Craide/ Agência Brasil



Eletrobrás pode antecipar outorga de concessão de Belo Monte

O Ministro de Minas e Energia, Marcio Zimmermann , disse nesta terça-feira (27) que se o consórcio vencedor do leilão das obras de construção da Usina Hidroelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), cumprir todas a exigências legais, será possível antecipar a outorga de concessão do projeto. A Eletrobrás negocia antecipar a outorga para julho, mas a data prevista no edital do leilão é 23 de setembro.
Zimmermann lembrou que no caso da Usina Hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira, os empreendedores conseguiram assinar os contratos 45 dias antes da data prevista. Segundo ele, quando o cronograma é antecipado o fluxo de caixa e a receita da empresa também são antecipados.
A outorga de concessão é à última etapa antes da assinatura do contrato de construção.
O ministro de Minas e Energia participou nesta terça de uma reunião do Conselho de Administração da Eletrobrás, em Brasília.

Fonte: Sabrina Craide/ Agência Brasil



Cidade em SC tem abril mais chuvoso já registrado, diz meteorologista

A chuva que atingiu Santa Catarina desde a semana passada bateu recordes. Segundo dados do Centro de Informações de Recursos Ambientais e Hidrometeorologia, da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri/Ciram), no município de Caçador, o volume acumulado de chuva em abril, até esta terça-feira (27), é de 276 milímetros, o maior já anotado desde o começo das medições, em 1942. A média pluviométrica histórica de abril, na cidade, é de 99,8 milímetros.
De acordo com boletim divulgado pela Defesa Civil no início da tarde desta terça, 52 municípios registraram problemas por causa de temporais. Desse total, 24 decretaram situação de emergência. Mais de 152,3 mil pessoas foram atingidas. Dez ficaram feridas.
A meteorologista Gilsânia Cruz, da Epagri/Ciram, disse que o excesso de chuvas é resultado da ação de frentes frias e do jato subtropical (ventos fortes em altos níveis da atmosfera, que dão suporte para intensificar os sistemas que atuam na superfície). De acordo com ela, esses sistemas são considerados comuns nesta época do ano.
Relatório feito pelo Epagri/Ciram informa que, até 20 de abril, o nível de chuvas em Santa Catarina estava abaixo da média. Mas, entre 20 e 26, o tempo mudou. No Oeste, Meio Oeste e Norte, o volume acumulado nesse período ficou entre 200 e 300 milímetros. Em muitos municípios, o mês de abril foi o mais chuvoso, desde 1998, segundo os meteorologistas.
Outros estados – Os temporais também causaram prejuízos no Rio Grande do Sul e no Paraná.
Em Curitiba, os bombeiros localizaram o corpo de um rapaz de 23 anos que estava desaparecido desde sexta-feira (23). Ele teria sido arrastado pela correnteza quando tentou atravessar um rio.
A Defesa Civil estadual informa que 45 municípios registraram estragos. As regiões que mais concentraram danos foram a Oeste, Sudoeste, Centro Sul, Metropolitana de Curitiba e o Litoral. Mais de 246 mil pessoas saíram de suas casas.
O asfalto cedeu na altura do quilômetro 319 da PR-153, no trecho que liga Irati e Imbituva, e o trânsito foi interrompido no local.
No Rio Grande do Sul, o número de pessoas prejudicadas chega a 11 mil. O aumento do volume do Rio Uruguai provocou a suspensão da travessia de balsa em São Borja e do funcionamento da aduana, segundo o governo estadual. A estimativa é que o nível do rio esteja 11 metros acima do normal. No município, famílias que tiveram casas invadidas pela água foram removidas.

Fonte: G1

MMA coloca em ação planos para salvar bioma único e vulnerável

Cenário de histórias de cangaço, reino de Lampião e dos heróis sertanejos de Ariano Suassuna, terra de ritmos como o xote, o xaxado e o baião, a Caatinga está presente no imaginário popular brasileiro como um local seco, quente, inóspito e de vegetação esquisita. Poucos conhecem as riquezas ambientais da região que abriga 13 milhões de pessoas, está presente em 10 estados brasileiros e contém grande variedade de espécies e ambientes naturais.
O bioma que apresenta belezas sutis e histórias de resistência, tem pouco o que comemorar e corre o risco de se extinguir. Considerado como o único bioma exclusivamente brasileiro, a Caatinga só possui atualmente metade de sua cobertura vegetal original.
Em 2008, a vegetação remanescente da área era de apenas 53,62%. O monitoramento do desmatamento no bioma, realizado entre 2002 e 2008, revela que, neste período, o território devastado foi de 16.576 km2, o equivalente a 2% de toda a área. A taxa anual média de desmate na mesma época ficou em torno de 0,33% (2.763 km²).
O índice é considerado alto por especialistas e técnicos do MMA, pois a região figura como a mais vulnerável aos efeitos das mudanças climáticas, com forte tendência à desertificação. De acordo com os dados do monitoramento, a principal causa da destruição da Caatinga é a extração da mata nativa para ser convertida em lenha e carvão vegetal. O combustível é destinado principalmente aos pólos gesseiro e cerâmico do Nordeste e ao setor siderúrgico de Minas Gerais e do Espírito Santo.
A economia do carvão vem apresentando crescente demanda, fator que leva a níveis de desmatamento só comparáveis aos da Amazônia em seus momentos de pico, quando os programas de redução começaram a ser implementados.
Outros fatores apontados foram às áreas criadas para biocombustíveis e pecuária bovina. “Para reverter à situação é importantíssimo pensarmos em uma matriz energética diferente para a região, como energia eólica, gás natural e pequenas centrais hidrelétricas”, explica o diretor do Departamento de Políticas de Combate ao Desmatamento do MMA (DPCD), Mauro Pires.
PPCaatinga – Para combater a crescente devastação na Caatinga, o DPCD atua em parceria com o Núcleo Caatinga da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do MMA (SBF) e conta com o apoio do Ministério do Planejamento na elaboração do Plano de Ação Interministerial para Prevenção e Controle do Desmatamento na Caatinga (PPCaatinga). A proposta pretende integrar e articular iniciativas dos diversos órgãos dos governos federal e estaduais para implementar ações como o combate e controle do desmatamento e o fomento a atividades sustentáveis.
O PPCaatinga está sendo elaborado ainda por equipes do ICMBio, IBAMA, ministérios da Integração, do Desenvolvimento Agrário, de Minas e Energia, e órgãos como a FUNAI, Embrapa, INCRA, e SUDENE. Os próximos passos serão o estabelecimento de programas, políticas e de um plano operativo para conter ações, metas, recursos e prazos.
Mauro Pires defende a elaboração de um modelo próprio, adaptado à situação da Caatinga, que aproveite a experiência adquirida no Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia, responsável pela redução em 40% da média do desmatamento nos últimos 10 anos naquela região.
O padrão de desmatamento observado na Caatinga é pulverizado, o que dificulta as ações de combate à prática. Segundo Luciano Menezes, diretor de Proteção Ambiental do IBAMA, o monitoramento tem sido fundamental para a elaboração de um plano de combate ao desmatamento e de mitigação de seus efeitos. Por determinação da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o PPCaatinga deve sair do papel até o final deste semestre.
Entre as ações de mitigação previstas, estão incluídas a recuperação de solos e microbacias, o reflorestamento e as linhas de crédito para combate à desertificação. A tecnologia sustentável aliada aos conhecimentos tradicionais do sertanejo no trato com o bioma também podem ser fortes aliados no controle do desmate, de acordo com o diretor Mauro Pires.
Valorizar os produtos da sociobiodiversidade, criar mecanismos de financiamento de atividades sustentáveis e implementar o manejo dos recursos madeireiros e não madeireiros estão também entre as alternativas propostas.
O IBAMA já planejou ações de combate ao desmatamento e ao carvão vegetal ilegal na região. A “Operação Corcel Negro”, por exemplo, destinada ao combate de carvão ilegal na Caatinga e no Cerrado, foi a primeira grande ação neste sentido incluindo desde sua produção até o transporte. Para ser ter uma ideia, 20% das emergências ambientais do País ocorrem devido ao transporte irregular deste produto.
No ano passado, uma outra operação do IBAMA resultou em multas e interdição de sete indústrias do pólo gesseiro de Pernambuco. Elas utilizavam madeiras nativas extraídas ilegalmente do bioma para a produção do gesso.
Desmatamento no bioma – Com uma área total de 826.411 km², a Caatinga ocupa cerca de 11% do País e está presente nos estados da Bahia, Ceará, Piauí, Pernambuco, Paraíba, Maranhão, Alagoas, Sergipe, Rio Grande do Norte e Minas Gerais. Os dois primeiros desmataram, sozinhos, a metade do índice registrado em todos os outros estados. Em terceiro e quarto lugar estão o Piauí e Pernambuco. O estado de Alagoas possui atualmente apenas 10.673 km² dos 13.000 km² da área original.
Os municípios que mais desmataram foram: Acopiara(CE),Tauá(CE), Bom Jesus da Lapa (BA), Campo Formoso(BA), Boa Viagem(CE), Tucano(BA), Mucugê(BA) e Serra Talhada(PE).
Ações de proteção – Estudos revelam que o Nordeste pode perder um terço de sua economia até o final do século com os efeitos do aquecimento global e da desertificação. Para amenizar o problema, o MMA tem buscado parcerias para a criação de fundos destinados à adaptação e à mitigação das mudanças climáticas, e ainda para o apoio à pesquisa.
Durante o I Encontro Nacional de Enfrentamento da Desertificação, realizado no último mês de marem Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), o Banco do Nordeste apresentou a proposta de criação do Fundo Caatinga, com ações de proteção para o bioma e todas áreas suscetíveis à desertificação, como o semiárido. O fundo vai financiar propostas que garantam uma atuação mais efetiva no combate à desertificação – face mais cruel das mudanças climáticas , explicou o secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável, Egon Krakhecke. O Banco do Brasil também tem a intenção de implementar o Fundo Contra a Desertificação.
Em dezembro do ano passado, o presidente Lula sancionou o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima, com base no lucro derivado da atividade do petróleo, que deve contar com recursos entre R$ 700 milhões a R$ 1 bilhão para o combate às mudanças climáticas.
O MMA defende que metade desse orçamento seja destinada ao Nordeste, para ser aplicada em programas de adaptação e redução de emissões. O fundo é o primeiro no mundo a utilizar recursos do lucro da atividade petroleira para ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas. A regulamentação do Fundo Clima será assinado no dia 5 de junho, durante as comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente.
Também está em fase de acordo com o governo do Piauí a criação da maior unidade de conservação da Caatinga, localizada entre as Serras Vermelha e da Confusão. A área terá cerca de 550 mil hectares e deve ser implementada ainda este ano. A criação de novas unidades de conservação é outro ponto indicado como fator importante para a proteção do bioma.
A secretária de Biodiversidade e Florestas do MMA, Maria Cecília Wey de Brito, explica que a Caatinga tem apenas 7% de áreas protegidas, somando-se áreas estaduais e federais, sendo que 2% são de proteção integral e os outros 5% são de unidades de conservação de uso sustentável. Ela também aponta a importância da Caatinga como habitat de espécies endêmicas (que só ocorrem em uma determinada região) em extinção, como a arara-azul-de Lear, além, de lagartos, anfíbios e pequenos roedores.
Em agosto, Fortaleza (CE) vai sediar a Conferência Internacional sobre Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Semiáridas (ICID 18). O evento será realizado pelo MMA em parceria com as Nações Unidas. Considerada a primeira preparatória para a reunião sobre meio ambiente – Rio 20 -, em 2012, a ICID 18 vai reunir representantes de mais de 50 países para discutir, de maneira sólida e consistente, políticas públicas para o combate à desertificação no mundo.
Metodologia – O monitoramento foi elaborado por 25 técnicos contratados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD ) e por analistas ambientais do MMA e IBAMA. Eles utilizaram como referência o mapa de cobertura vegetal do MMA/Probio (programa de levantamento da cobertura vegetal do Brasil que detectou as áreas de vegetação nativa e antropizadas até o ano de 2002), bem como imagens de satélite.
Foi ainda realizado um fórum técnico-científico para discutir os dados finais com especialistas em mapeamento da Caatinga. O detalhamento do mapa-base do Probio, em 2002, tinha uma escala de 1:250.000. Já o utilizado neste levantamento teve uma escala de 1:50.000. A precisão na identificação dos desmatamentos foi de 98,4%.
Até o final de 2010, o MMA pretende realizar o mapeamento e monitoramento dos cinco biomas brasileiros (cerrado, caatinga, pantanal, pampa e mata atlântica).
Exposição – O MMA e a ONG TNC promovem, nesta quarta-feira (28), Dia Nacional da Caatinga, a mostra “Expedição Caatinga”, dentro do Congresso Nacional, em Brasília. Com fotos e vídeos produzidos pelo cineasta e biólogo Toni Martin, a exposição tem o objetivo de chamar a atenção dos políticos brasileiros para a importância da Caatinga e para a necessidade da criação de novas unidades de conservação (UC) no bioma.
A mostra pretende pressionar os congressistas para a criação de uma UC do Parque Nacional Boqueirão da Onça, que por enquanto está em fase de análise estadual e federal. A implantação do parque protegeria 862 mil hectares do semi-árido baiano e, ainda, auxiliaria no desenvolvimento sustentável da região.
A mostra ficará em exposição, das 8h às 12h, durante o café da manhã da Frente Parlamentar Ambientalista, está aberta ao público e é gratuita.

Fonte: Carine Corrêa/MMA

Bioeletricidade: energia é captada diretamente das plantas

Recentemente, cientistas franceses construíram uma biocélula capaz de aproveitar um composto intermediário da fotossíntese das plantas para gerar eletricidade.
Agora, cientistas da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, foram além, e capturaram a eletricidade diretamente das plantas, sem a necessidade de uma biocélula.
Bioeletricidade – A fonte da energia usada pelos pesquisadores de Stanford também é a fotossíntese.
Mas, em vez de hackearem as folhas das plantas, eles literalmente plugaram um fio nas células de algas marinhas responsáveis pela fotossíntese e capturaram diretamente o fluxo de elétrons que elas produzem.
“Nós acreditamos sermos os primeiros a extrair elétrons de células de plantas vivas,” diz o Dr. WonHyoung Ryu, coordenador da pesquisa, destacando que o experimento pode ser o primeiro passo rumo à geração de bioeletricidade de alta eficiência.
Roubando elétrons – Ryu e seus colegas desenvolveram um nanoeletrodo ultra fino, feito de ouro, inicialmente projetado para sondar células vivas individuais.
Eles inseriram cuidadosamente os eletrodos através das membranas das células de algas. As células “abraçaram” os eletrodos, selando a membrana ao seu redor, o que as permite manterem-se vivas por algum tempo.
Os eletrodos coletam os elétrons no interior das células fotossintetizadoras e os transmitem para o exterior, criando uma pequena corrente elétrica.
“Nós continuamos nos estágios científicos da pesquisa,” alerta Ryu. “Nós estamos lidando com células individuais para provar que podemos colher os elétrons.”
Cloroplastos – As plantas usam a fotossíntese para converter a energia da luz em energia química, que é armazenada nos açúcares que elas utilizam como alimento.
Esse processo acontece nos cloroplastos, verdadeiras usinas de força das células, onde são produzidos os açúcares e que são também os responsáveis pela cor verde das folhas e das algas.
Nos cloroplastos, a água é quebrada em oxigênio, prótons e elétrons. A luz do Sol penetra no interior do cloroplasto e excita os elétrons para um nível de energia mais alto, o que faz com que ele seja prontamente capturado por uma proteína.
Os elétrons passam por uma série de proteínas, que sucessivamente capturam mais e mais de sua energia para sintetizar os açúcares – até que toda a energia dos elétrons seja gasta.
Geração de energia sem liberação de carbono – Neste experimento, os cientistas interceptaram os elétrons assim que eles foram excitados pela luz, quando estavam em seu nível mais alto de energia.
O resultado, destacam eles, é uma produção de eletricidade que não libera carbono na atmosfera. O único subproduto da fotossíntese são os prótons e o oxigênio.
“Esta é potencialmente uma das fontes de energia mais limpas para a geração de eletricidade. Mas a questão é, será ela economicamente viável,” pergunta-se Ryu.
Nanoenergia – Cada célula de alga produz 1 picoampere – uma quantidade de energia tão pequena que seria necessário plugar eletrodos em 1 trilhão de células fotossintetizadoras para gerar a energia disponível em uma pilha AA.
Ainda assim, a eficiência na conversão da energia luminosa em eletricidade atinge 20% – equivalente à das células solares fotovoltaicas. Mas os cientistas afirmam que, teoricamente, deve ser possível se aproximar dos 100% de eficiência.
O problema mais sério, contudo, é que as células morrem depois de uma hora. Os cientistas ainda não sabem se elas morrem por causa de vazamentos na membrana celular ao redor do eletrodo ou se é porque elas estão perdendo a energia que seria necessária aos seus processos vitais.
O próximo passo da pesquisa é aprimorar os eletrodos para que a célula possa viver mais tempo. Eletrodos maiores deverão conseguir capturar mais eletrodos. E cloroplastos maiores podem capturar mais energia por área.

Fonte: Site Inovação Tecnológica



Degelo no norte do Canadá revela antigas ferramentas de caça a caribus

O degelo no extremo norte do Canadá revelou um tesouro oculto de antigas ferramentas usadas na caça de caribus e outras presas, anunciaram cientistas esta terça-feira.
Arqueólogos canadenses descobriram, no alto das montanhas Mackenzie, em Yukon, armas de mão com 2.400 anos, uma armadilha de chão para esquilos de 1.000 anos, além de arcos e flechas de 850 anos.
“Os utensílios são realmente assombrosos”, disse Tom Andrews, do Prince of Wales Northern Heritage Centre, em Yellowknife, principal pesquisador do International Polar Year Ice Patch Study.
“Há flechas de madeira e pontas de flecha tão finas que não se pode acreditar que alguém se sentou e as fez com uma pedra”, disse o cientista, em um comunicado.
Os biólogos envolvidos no projeto também examinam o esterco surgido debaixo do gelo, em busca de restos de plantas, partes de insetos, pólen e parasitas de caribus.
Andrews começou sua busca no ano 2000, revisando imagens de satélite das montanhas Mackenzie para localizar e examinar os pedaços de gelo depois que foi descoberta uma ponta de flecha com 4.300 anos na região três anos atrás.
“Percebemos que os pedaços de gelo continuam derretendo e temos a obrigação ética de reunir estes utensílios conforme forem sendo expostos”, disse.
“Em um ano ou dois os artefatos teriam desaparecido”, acrescentou.

Fonte: JB Online



Robô submarino tira energia da variação de temperatura do oceano

Pesquisadores norte-americanos apresentaram o primeiro robô submarino alimentado inteiramente pela energia termal do oceano.
A alimentação inteiramente natural e renovável dá ao novo robô uma autonomia virtualmente ilimitada, permitindo-lhe coletar dados científicos nos oceanos por muito mais tempo do que os veículos subaquáticos robóticos usados hoje.
O Solo-Trec (Sounding Oceanographic Lagrangrian Observer Thermal RECharging) foi criado por um consórcio de engenheiros da NASA, da Marinha norte-americana e de várias universidades.
Energia ilimitada – O robô Solo-Trec utiliza um novo sistema de captura de energia que recarrega suas baterias aproveitando as diferenças de temperatura naturais encontradas em diferentes profundidades do oceano.
“As pessoas sonham há muito tempo com uma máquina que produza mais energia do que consome e que funcione indefinidamente,” brinca Jack Jones, do Laboratório de Propulsão a Jato, da NASA.
“Embora isto não seja um moto contínuo verdadeiro, já que nós de fato consumimos energia do meio ambiente, o protótipo que demonstramos é capaz de monitorar continuamente o oceano sem que o fornecimento de energia imponha um limite à sua vida útil.” diz Jones.
Como o novo sistema de recarregamento é escalável, podendo ser usado em robôs de várias dimensões, os cientistas acreditam ter encontrado a solução definitiva para lançar uma nova geração de robôs autônomos capazes de monitorarem os oceanos indefinidamente, coletando dados para estudos climáticos, para exploração e para estudo da vida marinha.
Materiais de alteração de fase – Segundo os pesquisadores, a chave para o recarregamento termal das baterias do robô submarino é a cuidadosa seleção de substâncias parecidas com ceras, chamadas materiais de alteração de fase.
Esses materiais de alteração de fase ficam contidos em 10 tubos externos. Quando o robô está na superfície, onde as temperaturas são mais elevadas, o material se funde e expande. Quando o robô mergulha, atingindo zonas onde as temperaturas são mais baixas, o material se solidifica e contrai.
A expansão da cera pressuriza um compartimento de óleo, situado no alto dos tubos. Periodicamente, o óleo aciona um motor hidráulico, que gera energia e recarrega as baterias do robô.
Além de fazer funcionar a parte eletrônica, a energia das baterias recarregáveis aciona o sistema hidráulico de flutuação. Esse sistema hidráulico altera o volume do Solo-Trec – e, por decorrência, sua flutuabilidade – permitindo que ele se mova verticalmente com grande precisão.
No conjunto, os 10 tubos contêm uma quantidade de cera de alteração de fase suficiente para gerar a energia necessária para alimentar o robô. Para alimentar robôs maiores, é necessário apenas construir tubos maiores ou adicionar um maior número deles. O protótipo do Solo-Trec pesa 84 quilogramas.
Recarregamento termal – Para testar o novo sistema de recarregamento termal, o protótipo do Solo-Trec completou 300 mergulhos até uma profundidade de 500 metros.
O sistema gera 1,7 watt/hora, ou 6.100 joules de energia por mergulho.
Isso é suficiente para alimentar, além da bomba de controle de flutuação, todos os instrumentos científicos do robô mergulhador, o receptor GPS e os equipamentos de comunicação via satélite.
Robôs submarinos de monitoramento – Os robôs submarinos de monitoramento são programados para mergulhar e emergir de forma controlada. Enquanto estão mergulhando ou emergindo, seus sensores vão coletando as informações sobre temperatura, salinidade, correntes marinhas etc.
Eles precisam sempre emergir de tempos em tempos para transmitir os dados coletados, o que é normalmente feito por meio de uma conexão via satélite.
Mas o Solo-Trec aproveita os mergulhos também para recarregar suas baterias.
Embora já existam robôs submarinos pesquisando todos os oceanos da Terra, pesquisas recentes revelaram a necessidade de literalmente aprofundar essas pesquisas, uma vez que os cientistas não conseguiram ainda encontrar onde está se acumulando o calor do aquecimento global, mas eles desconfiam que esse calor perdido possa estar na parte mais profunda do oceano.

Fonte: Site Inovação Tecnológica



terça-feira, 27 de abril de 2010

Arte em lixo - exposição Chris Jordan

Olhe de longe. Agora olhe de perto. Com esse jogo de cena, o fotógrafo americano Chris Jordan aproveita para chamar a atenção para os milhões de objetos que se acumulam no planeta, bem distante do alcance dos seus olhos


Até parece uma pintura. Mas é só chegar perto da imagem para ver que ela é inteiramente feita de latinhas. Ao todo, foram fotografadas 106 mil latas de alumínio, a mesma quantidade que é jogada no lixo nos EUA a cada 30 segundos. Obra de arte do fotógrafo americano Chris Jordan, autor deste ensaio sobre o desperdício na sociedade de consumo americana.

Deixar potencial hidrelétrico para apostar em termelétrico seria insano, diz Lula sobre Belo Monte

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu na segunda-feira (26) críticas sobre a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Ele destacou que o potencial hídrico do país gira em torno de 260 mil megawatts e que seria “insano” substituir tal produção por termelétricas a óleo diesel, por exemplo.
No programa semanal Café com o Presidente, Lula lembrou que o projeto de Belo Monte vem sendo debatido há 30 anos e pediu a compreensão da sociedade brasileira sobre o assunto. Ele ressaltou que a usina vai trabalhar com o valor de R$ 78 para cada megawatt/hora, enquanto uma usina eólica gasta R$ 150 e uma usina a gás, R$ 200.
“A energia hídrica ainda é a mais barata. O que precisamos é trabalhar com muito cuidado para fazer as hidrelétricas da forma mais cuidadosa possível, causar o menor impacto ambiental possível. Depois de 30 anos, finalmente, Belo Monte vai sair”, disse.
Segundo Lula, a área ocupada pela usina será 60% menor do que inicialmente previsto e 16 mil pessoas devem ser deslocadas da região. “Obviamente que sempre vai ter aqueles que não querem que a gente faça para poderem encontrar um culpado”, disse o presidente, ao se referir ao que chamou de “indústria do apagão”. “São pessoas que não querem que a gente construa a energia necessária porque querem que tenha um apagão.”

Fonte: Paula Laboissière/ Agência Brasil



Superfície florestal mundial diminui 3,1% de 2000 a 2005, diz estudo

A superfície florestal diminuiu 3,1% entre 2000 e 2005 no mundo, com as matas boreais representando um terço desta perda, seguidas pela zonas florestais tropicais úmidas, segundo um estudo publicado nesta segunda-feira (26), baseado em observações por satélites.
A perda bruta de superfície florestal é definida nesta investigação como produto de causas naturais, como incêndios provocados por raios, e atividades humanas.
Estimativas precisas são indispensáveis nos esforços de contabilização das emissões de dióxido de carbono (CO2), um dos principais gases de efeito estufa, e para elaborar modelos climáticos, explicaram os autores da pesquisa, divulgada pela Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.
No total, a perda foi de 1.011.000 km2 de 2000 a 2005, o que representa 0,6% por ano. A superfície florestal mundial era de 32.688.000 km2 no início do estudo.
As matas boreais, que se situam no Ártico e representam 26,7% da superfície florestal do planeta – a segunda mais importante – registraram a maior redução deste período em cinco anos (4%), dois terços dos quais se deveram a incêndios de origem natural, afirmaram os investigadores da Universidades de Dakota do Sul (norte) e do Estado de Nova York (nordeste).
As matas tropicais úmidas, que cobrem 11,5 milhões de km2 e representam a maior superfície florestal da Terra, perderam 2,4% de sua superfície, o que equivale a 27% da perda total.
As florestas tropicais em zona seca – 7,13 milhões de km2, ou 21,8% das superfícies de mata do mundo – diminuíram 2,9% de 2000 a 2005, o que representou 20,2% das perdas florestais totais.
Já as matas das zonas temperadas – 5,2 milhões de km2 – ou 16,1% do total mundial em 2000, perderam 3,5% de sua superfície, 18,2% do total do planeta neste período.

Fonte: G1



Chuva deixa dez cidades em situação de emergência em Santa Catarina

Dez cidades em Santa Catarina decretaram situação de emergência por causa das chuvas. De acordo com o balanço divulgado pela Defesa Civil nesta segunda-feira (26), estão em emergência os municípios: Anchieta, Caçador, Dona Emma, Lebon Régis, Matos Costa, Presidente Castelo Branco, Rio das Antas, Rio do Campo, Timbó Grande e Xavantina.
Segundo a Defesa Civil, oito pessoas ficaram feridas por causa dos temporais que afetaram, no total, 35 cidades. O estado já tem 443 desabrigados e 4.007 desalojados.
Donativos – Colchões, cobertores, kits de limpeza, roupas, água e cestas básicas foram enviados para vítimas das enchentes em Lebon Regis, Caçador, Rio das Antas e Rio do Campo.
A Defesa Civil alerta que o tempo permanece chuvoso nesta segunda-feira e há risco de pancadas de chuva forte com descargas elétricas em Mafra, São Bento do Sul, Jaraguá do Sul, Rio do Sul, Joinville, Itajaí, Blumenau, Florianópolis, Tubarão e Criciúma.

Fonte: G1



Brasil estuda aquifero três vezes maior que o Guarani

Cada vez mais, o Brasil vem se apresentando como a grande potência ambiental da humanidade e um local onde a natureza não economizou em nada. O País é dono da maior biodiversidade do planeta, possui a maior floresta tropical do mundo, o maior rio em volume de água e dispõe também da maior quantidade de água doce. Somos donos de 11% de toda água doce disponível no mundo. E, para completar, temos ainda o Pantanal, considerado a maior planície de inundação.
Uma nova e recente descoberta vem ampliar ainda mais o poder brasileiro quando o assunto é disponibilidade de água. Trata-se do Aquífero Amazonas, um reservatório transfronteiriço de água subterrânea, que o Brasil divide com o Equador, Venezuela, Bolívia, Colômbia e Peru.
Sua extensão é de quase quatro milhões de quilômetros quadrados (3.950.000) sendo constituído pelas formações dos aquíferos Solimões, Içá e Alter do Chão. Com uma extensão três vezes maior que o aquífero Guarani, o Amazonas é uma conexão hidrogeológica, com grande potencialidade hídrica, mas ainda pouco conhecida.
Segundo dados da Gerência de Apoio ao Sistema de Água Subterrânea do Ministério do Meio Ambiente, a formação Alter do Chão participa no abastecimento das cidades brasileiras de Manaus, Belém, Santarém e da Ilha de Marajó. A utilização do Solimões é principalmente para o abastecimento doméstico, sendo fonte importante para a cidade de Rio Branco, no Acre. A formação Içá abastece a cidade de Caracaraí, no sul de Roraima.
Os estudos até agora realizados atestam que a qualidade química da água do Sistema Aquífero Amazonas é boa. Entretanto, vem correndo risco de contaminação devido ao fato de, em alguns locais, o nível da água ser raso e pelo alto potencial de contaminação provocada por poços mal construídos, ausência/inadequação de proteção sanitária e carência de saneamento básico.
Além do Amazonas e do Guarani, o Brasil possui inúmeros outros sistema transfronteiriços, todos eles com pouca ou, às vezes, nenhuma informação sobre eles. O mais estudado até o momento é o Aquífero Guarani com uma extensão de mais de um milhão de quilômetros quadrados, que o País divide com a Argentina, Paraguai e Uruguai.
No Brasil, o Guarani abrange os estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Seu volume acumulado de 33 mil quilômetros cúbicos de água é considerado de vital importância para o abastecimento, atividades econômicas e para o lazer.
Segundo informações da gerência de Apoio ao Sistema de Água Subterrânea, a grandeza do aquífero e, principalmente sua localização geográfica, faz do Guarani um importante manancial hídrico, constituindo-se em uma reserva estratégica para o abastecimento de populações e desenvolvimento socioeconômico da região onde está localizado.
Embora ainda carente de conhecimentos técnicos para sua correta gestão, atualmente mais de 500 cidades brasileiras são abastecidas, total ou parcialmente, pelas águas do Guarani, cujas águas são de excelente qualidade para o consumo doméstico, industrial e para irrigação, pois se mantêm em temperaturas superiores a 30 graus centígrados, podendo chegar até 68 graus, ideais para o desenvolvimento de balneários e até mesmo na agroindústria.
Para gerir toda essa riqueza natural, o Brasil criou e vem implementando o Plano Nacional de Recursos Hídricos, que define diretrizes para o uso racional da água e orienta políticas que tenham interação com a gestão de recursos hídricos. O objetivo é melhorar a oferta de água em quantidade e qualidade.

Fonte: Suelene Gusmão/MMA





Vazamento nos EUA pode causar desastre ambiental

O vazamento de cerca de mil barris de petróleo por dia no mar após a explosão de uma plataforma de petróleo nos Estados Unidos pode provocar um desastre ambiental, dizem as autoridades.
A mancha no mar já chega a 1.500 quilômetros quadrados na costa do Estado da Louisiana.
Onze funcionários da plataforma – que era operada pela BP – continuam desaparecidos e acredita-se que eles foram mortos no acidente. Mais de cem funcionários foram resgatados.
A plataforma Deepwater Horizon explodiu e afundou na semana passada, depois de ficar dois dias em chamas.
Segundo as autoridades locais, o vazamento de óleo – de quase 160 mil litros por dia – tem potencial para danificar praias, ilhotas e manguezais na costa da região.

Fonte: UOL Notícias



Polícia Militar apreende madeira irregular em Rondônia

Dois motoristas foram presos com madeira irregular em Porto Velho, nesta segunda-feira (26).
Segundo a Polícia Militar Ambiental, o carregamento era transportado em dois caminhões. As cargas não tinham a documentação exigida pelos órgãos ambientais.
Os caminhões, junto com o carregamento de madeira, foram depositados no pátio do Batalhão de Polícia Militar Ambiental de Porto Velho e estão à disposição da Justiça.

Fonte: G1

sábado, 24 de abril de 2010

Ministra do Meio Ambiente debate financiamento e metas de redução de emissões em reunião do Basic

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e a secretária de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental, Branca Americano, participam da segunda reunião do Basic (grupo formado por Brasil, África do Sul, Índia e China), nos dias 25 e 26 de abril, em Cidade do Cabo, na África do Sul.
A reunião tem o objetivo de definir uma estratégia comum de negociação desses países para a próxima Conferência de Mudanças Climáticas que será em dezembro, na cidade de Cancún, no México. A ideia é pressionar os países desenvolvidos para que definam metas de redução de emissões que sejam suficientes para impedir que a temperatura ultrapassasse o aumento previsto de 2º C.
Outro ponto é em relação ao financiamento dos projetos de mitigação dos gases do efeito estufa e de adaptação para reagir às mudanças climáticas, o que exigiria investimentos de U$ 100 bilhões por ano até 2020, número que no acordo de Copenhague caiu para U$ 30 bilhões, e que, de fato, tem garantido U$ 4,5 bilhões para as ações de curtíssimo prazo, como projetos de REDD (Redução de Emissões de Desmatamento e Degradação). A quantia exata, a governança desses recursos e o mapeamento dos fundos já existentes fazem parte de outra discussão avançando na Convenção da ONU.
“Hoje existe uma obrigação moral no mundo de se negociar com uma postura mais pró-ativa e menos de oferecer resistência”, destaca a secretária Branca.
Para colaborar com o processo, durante a primeira reunião do Basic realizada em Nova Délhi (Índia), o grupo fechou o acordo de cooperação para ampliar a transferência de tecnologia e para criar o fundo de apoio à adaptação de países em desenvolvimento.
MEF – De acordo com a secretária de Mudanças Climáticas que acabou de voltar do Fórum das Maiores Economias sobre Energia e Clima (MEF, sigla em inglês), que aconteceu dias 18 e 19 de abril, em Washington D.C. (Estados Unidos), ficou claro entre os representantes dos 17 países convidados do MEF, um discurso mais aberto e flexível, o que já seria um grande avanço em relação à transparência das questões que devem ser negociadas até a Convenção de dezembro.
Um dos pontos foi em relação ao padrão conhecido como MRV, em que os países, principalmente a China, precisam aceitar que as suas emissões sejam Mensuráveis, Reportáveis e Verificáveis. Outro ponto seria a metodologia utilizada para isso, pois os Estados Unidos pedem uma metodologia variável, o que não permitiria comparação.
“Apesar de serem questões que ainda precisam ser discutidas, é um grande avanço vê-las mais delineadas, mesmo que seja no contexto do MEF – um fórum restrito a alguns países e apenas de debate e não de negociação como o da ONU -, mas que, justamente por essa característica, propicia uma conversa mais franca”, explica Branca.
Outra discussão durante o Fórum foi sobre o tipo de acordo que deve resultar da Convenção, apontando para um documento legalmente vinculante, ou seja, obrigatório para todos os países. A posição clara é que a grande maioria considera importante sim o caráter vinculante. A dificuldade, no entanto, aparece em relação ao formato e também à adesão de todos os países, sejam eles desenvolvidos ou em desenvolvimento.
A posição defendida pelo Brasil é que o acordo tenha o formato de um protocolo adicional, complementar ao de Kyoto, que passa pelo seu primeiro período de 2008 a 2012. Não se trataria de uma substituição, mas sim de um segundo período do Protocolo, com novas metas.

Fonte: Melissa Silva/ MMA



Emissões de CO2 ampliam acidificação dos oceanos

As emissões de dióxido de carbono (CO2) contribuem para um incremento sem precedentes da acidificação dos oceanos, com consequências imprevisíveis a longo prazo para a vida marinha, revela um estudo publicado nesta quinta-feira (22).
A modificação química dos oceanos é um problema mundial e crescente, destaca um relatório encomendado pelo Congresso e realizado pelo National Research Council (NRC), com o apoio da Academia Americana de Ciências.
Sem uma redução substancial das emissões de CO2 procedentes das atividades humanas e sem outro tipo de controle sobre este gás que provoca o efeito estufa, os oceanos ficarão cada vez mais ácidos, adverte o relatório.
Apesar de as consequências a longo prazo da acidificação dos oceanos sobre a vida marinha ainda serem desconhecidas, pode-se esperar a modificação de numerosos ecossistemas, destaca o NRC.
Os oceanos absorvem aproximadamente um terço das emissões de CO2 procedentes de atividades humanas, como a queima de hidrocarbonetos e de carvão, a produção de cimento e a devastação florestal, segundo o NRC.
O CO2 absorvido pelos oceanos reduz o pH da água, provocando uma série de alterações químicas descritas como acidificação.
Pesquisas com vários organismos marinhos revelam que a redução do pH dos oceanos afeta processos biológicos como a fotossíntese, a absorção de nutrientes, e o crescimento, a reprodução e a sobrevivência de certas espécies.
Desde o início da revolução industrial, o pH médio das águas da superfície dos oceanos passou de 8,2 para 8,1, elevando a acidez.
Modelos informáticos preveem uma redução suplementar deste pH de 0,2 a 0,3 unidade até o fim do século.

Fonte: Folha Online