sexta-feira, 9 de abril de 2010

Resumo de notícias ambientais em 9 de abril de 2010

O dia continua noticiando sobre a catástrofe que atinge cidades fluminenses em decorrência de fortes chuvas que dá uma trégua nesta sexta-feira aos cariocas, em especial, o município de Niterói, onde houve um deslizamento de terras “engolindo” cerca de 50 residências e sem a estimativa de quantas pessoas possam estar soterradas. O Corpo de Bombeiros contabiliza até o presente momento 171 mortes, e o número tende a aumentar conforme prosseguem as buscas nas áreas dos desabamentos. O governo federal anunciou o repasse de R$ 200 milhões por meio da Casa Civil e o Ministério da Saúde enviou 52 kits com alimentos e remédios para o estado.
Na constante preocupação com o clima e as mudanças que podem ocorrer no planeta caso continuemos a poluí-lo, começa hoje em Bonn, na Alemanha mais um encontro promovido pela ONU para discutir o clima no mundo, definir agenda para novos encontros e buscar metas e alternativas para minimizar os efeitos do aquecimento global. Desta vez, estarão presentes líderes de 170 países até o final do encontro que será no próximo domingo.
Um grande fator causador das emissões de gases poluentes na atmosfera, é o desmatamento, prática esta constante em nosso país, porém em um levantamento realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) apontou uma queda de 51% no desmatamento da Amazônia nos meses de agosto a fevereiro (2009/10) se comparado ao mesmo período anterior. Os números do desmatamento na Amazônia mostra que foram desmatadas uma área 1352 km² entre os meses do estudo. Também foram detectados 23 km² de desmatamento em janeiro. Já em fevereiro, o desmatamento foi de 185 km². A ministra do meio ambiente, Izabella Teixeira durante coletiva de imprensa, em Brasília (8), creditou os números ao “planejamento adequado” realizado pelos órgãos envolvidos no combate ao desmatamento. Ela ressaltou também as ações do mutirão Arco Verde Terra Legal que leva alternativas econômicas e sociais sustentáveis e viabiliza a realização do Cadastro Ambiental Rural. Enquanto registra-se diminuição do desmatamento da Amazônia, vemos que 7 das 10 cidades que mais desmatam no Brasil são do Estado do Mato Grosso chegando a devastar 143,39 km² de mata no período de agosto/09 a fevereiro/10. Falando ainda sobre desmatamento, a ONG Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), que faz um monitoramento independente do desmatamento, aponta que 88 km² de desmatamento na Amazônia Legal foram desmatados em fevereiro – o equivalente a 55 vezes a área do Parque Ibirapuera. Além de monitorar o desmatamento, o Imazon faz também uma estimativa das emissões de gases causadores do efeito estufa liberados pela devastação. Em fevereiro de 2010, os 88 quilômetros quadrados de desmatamento comprometeram 1,6 milhões de toneladas (com margem de erro de 382 mil toneladas) de carbono, o equivalente a 5,8 milhões de toneladas de CO2. De acordo com o Imazon, o aumento relativo do carbono florestal afetado pelo desmatamento, em relação ao ano passado, foi maior que o respectivo aumento relativo do desmatamento acumulado (23%), o que indica que o desmatamento esse ano está acontecendo em áreas com maiores estoques de carbono. O Governo afirmou que deve revisar a meta de redução em 80% do desmatamento da Amazônia até 2015
A Usina Hidrelétrica de Belo Monte continua em foco, a atual ministra do meio ambiente defende a Licença Prévia concedida à usina pelo IBAMA, pois julga que o Instituto está preparado para responder a possíveis contestações sobre a autorização para a obra. Já o Ministério Público Federal (MPF) em Altamira (PA) entrou nesta quinta (8) com nova ação civil pública contra o empreendimento, pedindo a suspensão da licença e o cancelamento do leilão, marcado para o próximo dia 20. O MPF alega que o projeto viola a constituição em uma exigência prevista no Artigo 176 da Constituição, segundo o qual qualquer aproveitamento de potencial hidráulico em terras indígenas só poderá ocorrer se precedido por edição de lei específica regulamentando a iniciativa, o que, de acordo com os procuradores federais, não existe no caso de Belo Monte.
Finalizando as principais notícias sobre meio ambiente, foi lançado quinta-feira (8) o satélite europeu CryoSat, dispositivo desenhado para estudar a mudança climática. Com 720 quilos, o equipamento funcionará durante três anos, prorrogáveis por outros dois, em uma órbita polar à altura de 717 quilômetros, com 92 graus de inclinação com relação à linha do equador. CryoSat foi criado dentro de programa da ESA “Planeta Vivo” e está destinado para medir a grossura e a superfície da camada de gelo na Antártida, Groenlândia, Islândia e as áreas oceânicas a altas latitudes, assim como para observar geleiras em alto-mar e em terra.



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