O dia 8 de abril de 2010 começa falando sobre as conseqüências das chuvas constantes que vem abatendo o Estado do Rio de Janeiro, em especial a capital fluminense e Niterói. As enchentes desta semana no Rio de Janeiro já causaram mais mortes do que qualquer outro incidente semelhante em 2010 em qualquer parte do mundo. Nos últimos 12 meses, a inundação no Rio está entre as cinco mais fatais do mundo.
Há dias com chuvas praticamente ininterruptas, e atingindo o dobro da média prevista para o mês, as chuvas tem trazido a população caos e desespero. Na noite do dia 7, um novo deslizamento ocorreu no morro do Bumba, no bairro de Viçoso Jardim, em Niterói, região metropolitana do Rio. Antes deste deslizamento, o Estado do Rio de Janeiro computava 145 mortos, mas com esta nova tragédia este número aumentará significativamente. O governo estadual já vem traçando ações e buscando verbas federais para auxiliar na reconstrução de áreas destruídas, construção de casas para os que perderam suas moradias e demais reparos necessários.
Já a capital do Paraná, recebeu novamente este ano, um título devido a sua preocupação com o desenvolvimento sustentável. O primeiro prêmio que Curitiba recebeu em janeiro foi o Sustainable Transport Award, em Washington, pela implantação da Linha Verde, e agora receberá oficialmente no dia 29 de abril em Estocolmo, o título da Globe Forum como a cidade mais sustentável do mundo desbancando cidades da Europa, Ásia e Oceania. A decisão unânime dos jurados avaliou itens como: preservação de recursos naturais, bem-estar e relação social nas cidades, inteligência e inovação nos projetos e programas, cultura e lazer, transporte, confiança no setor público e gerenciamento financeiro e patrimonial. Mas os pontos que mais se destacaram para o título é a eficácia da coleta seletiva no município, além da grande concentração de áreas verdes em toda a cidade. Além do título recebido pela capital do Paraná, o Estado proibiu qualquer atividade comercial até meados de abril do pinhão, visando respeitar o ciclo do “fruto” permitindo o desprendimento natural da pinha e propiciando a proliferação da espécie que serve de alimento para animais e aves, que tem nesse período somente o pinhão como forma de alimentação.
A polêmica da usina de Belo Monte continua, tendo 3 notícias sobre o assunto num único dia. As construtoras Camargo Corrêa e Odebrecht que não participarão do leilão da Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará, marcado para o próximo dia 20 de abril. Em nota, as construtoras informaram que “após análise detalhada do edital de licitação da concessão, assim como dos esclarecimentos posteriores fornecidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), as empresas não encontraram condições econômico-financeiras que permitissem sua participação na disputa”. Enquanto muitos pensam no leilão da usina, o Ministério Público Federal em Altamira (PA) anunciou que vai ajuizar nesta quinta-feira (8) mais uma ação civil pública contra a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA). A ação pede a suspensão da licença prévia concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e o cancelamento do leilão da usina. Além de esforços do Ministério Público a Organização Internacional do Trabalho (OIT) no processo de licenciamento da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, poderá levar o Brasil a julgamento em cortes internacionais alegando que o Brasil desrespeitou o direito dos indígenas de serem ouvidos e informados sobre um empreendimento que os afetará diretamente – previsto na legislação brasileira e na Convenção 169 da OIT.
A discussão ambiental não para por ai, continua o impasse entre ambientalistas e o relator da comissão especial que analisa 11 propostas de alteração ao Código Florestal e à Lei de Crimes Ambientais, Aldo Rebelo (PCdoB-SP) que descartou o adiamento do debate para 2011 e anunciou que vai apresentar seu parecer até o fim deste mês. Os ambientalistas se recusam a continuar as negociações por julgar ser um ano eleitoral e as decisões serem de acordo com o interesse político individual, e não coletivo para toda uma nação.
Já o governo federal vai abrir licitação para a exploração de uma grande área de Floresta Amazônica nas proximidades da rodovia BR-163, no Pará. A concessão terá em vista o manejo da Floresta Nacional de Amana, permitindo a utilização de 364 mil hectares, o equivalente a 60% da área, que soma 560 mil hectares. O governo federal segue a Lei de Gestão de Florestas Públicas (N.º11.284/2006), iniciativa com o objetivo de conter o desmatamento ilegal na Amazônia.
Falando ainda sobre Amazônia, uma pesquisa realizada no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, INPA, propõe a utilização de seis tipos de madeiras da Amazônia. De acordo com o estudo o grau de substituição de seis espécies da Amazônia no mercado internacional de madeira serrada”, madeiras muito exploradas como o mogno, por exemplo, podem ser substituídas por outras com características semelhantes.
Na área de tecnologias, duas notícias relacionados à geração de energia deram o que falar, a primeira é o estudo para o uso do etanol como fonte de energia / combustível na propulsão de foguetes espaciais. O desafio do programa, liderado pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), é movimentar futuros foguetes com um combustível líquido que seja mais seguro do que o propelente à base de hidrazina empregado atualmente. Esse último, cuja utilização é dominada pelo país, é corrosivo e tóxico. Já o Solar Impulse, avião com motor alimentado por energia solar, decolou nesta quarta-feira (7) da base militar de Payerne (oeste da Suíça) para um vôo de cerca de duas horas.
A aeronave percorreu quase um quilômetro a 45 km/h antes de decolar às 10h28 (5h28 de Brasília). Com propulsão de quatro motores elétricos com uma potência de 10 cavalos de força cada um, o Solar Impulse, pilotado pelo alemão Markus Scherdel, subiu lentamente até alcançar 1.000 metros de altitude. As asas do avião estão cobertas por 12.000 células fotovoltaicas que alimentam de energia os quatro motores elétricos e permitem recarregar as baterias de lítio de 400 quilos.
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