terça-feira, 23 de março de 2010

22 de março de 2010 - resumo de notícias

No dia em que se comemora o Dia Mundial da Água, foi marcado com diversas atividades em todo o mundo. Neste ano, o tema escolhido para a comemoração foi “Água Limpa para um mundo saudável”. No Brasil foi lançada em Brasília uma exposição de quarenta e oito fotos das doze regiões hidrográficas brasileiras, no Salão Branco do Congresso Nacional. No Paraná, a ANA, em parceria com o Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento, Lactec, e a Fundação Roberto Marinho, promove uma série de debates, e na ocasião foram assinados termos de cooperação como a Área de Proteção Ambiental Recarga do Aqüífero Guarani e o Termo de Cooperação Técnica de Nascentes Protegidas. Durante toda a semana o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Inpa, realizará atividades comemorativas.

Neste dia, a UNICEF informou que 39% da população da África central e ocidental, ou seja, mais de 155 milhões de pessoas não tem acesso à água potável e a ONU afirmou que a água suja / contaminada mata mais pessoas do que todas as formas de violência, inclusive as guerras. E a Agência Nacional de Águas (ANA) delegou à Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) a emissão de autorização para direito de uso de recursos hídricos pertencentes à União e que estão dentro do Distrito Federal. Ainda falando sobre água, cientistas do Massachusetts Institute of Technology (MIT) desenvolveram um aparelho capaz de transformar pequenas quantidades de água do mar em água potável de uma forma mais simples que os métodos já existentes.

De acordo com o PNUD o Brasil tem alcançado resultados expressivos na tentativa de alcançar os objetivos propostos pela ONU: trabalho, saúde, educação e meio ambiente.

Já um fotógrafo americano conseguiu capturar imagens únicas dos icebergs no gelo antártico, mostrando formas esculturais devido à ação dos ventos e águas. Mas a seca ainda prejudica a colheita nas lavouras de milho no Ceará, e as tempestades de areia do deserto de Gobi continua a cobrir Pequim, e foi divulgado pela UNICEF alguns índices da reciclagem onde o mais negativo é a quantidade de lixões espalhados no Brasil, como 25,93% presentes em capitais brasileiras e mais de 72% em cidade com mais de 50 mil habitantes. Falando ainda sobre lixo, ocorre no Rio de Janeiro até o dia 26 uma exposição de esculturas feitas com resíduos descartados.

Já o brasileiro mais rico, Eike Batista foi denunciada pelo Ministério Público Federal pela sua empresa MMX, e mais duas empresas por comprar carvão vegetal produzido com desmatamento de árvores nativas. O carvão, adquirido de fornecedor não licenciado, vinha do município de Bonito, na entrada do Pantanal, onde a exploração de madeira para esse fim é proibida. Ainda na lista de crimes ambientais, foram apreendidos 129 animais silvestres, principalmente aves no Distrito Federal no último final de semana e foi apreendido também, mas desta vez, em Rondônia, 3 castanheiras de mais de 25 metros que estavam sendo cortadas em uma fazenda em Pimenta Bueno. Já a Cites – órgão que defini comércio de espécies ameaçadas da flora e da fauna silvestre – reafirma que continuará a proteção aos elefantes contra caça ilegal para venda de marfim, mas questiona teoria de conservacionistas e ambientalistas que a internet é uma das maiores ameaças ao comércio ilegal de espécies raras, não aceitando propostas para restrição de acessos e maior fiscalização na web.

Cientistas afirmam que algas marinhas podem reduzir obesidade e o instituto Nokia de tecnologia desenvolve um software que ajuda a reduzir casos de dengue no amazonas.

E finalizando, o abundante rio Paraná oculta sob suas águas dezenas de ilhas onde habitavam até finais do século 19 as tribos indígenas argentinas chaná e timbu, cujo prezado patrimônio artesanal é no momento praticamente inacessível com o alto nível do rio.

Desenvolvido aparelho que dessaliniza pequenas porções de água

Apesar de o planeta ser 70% de água, apenas 3% é considerado água para consumo, ou seja, 97% de toda a água do planeta está nos oceanos e mares. Existem técnicas de dessalinização, porém atualmente estas requerem um alto consumo de energia e só são eficientes quando envolvem grandes quantidades de água. Por este motivo, é difícil utilizá-las em regiões afetadas pela pobreza ou por desastres naturais.
Em busca de melhores técnicas, cientistas do Massachusetts Institute of Technology (MIT) desenvolveram um aparelho capaz de transformar pequenas quantidades de água do mar em água potável de uma forma mais simples que os métodos já existentes.
Publicado na Revista Nature, o aparelho, desenvolvido por cientistas do MIT liderados por Jongyoon Han, funciona mediante um fenômeno conhecido como "polarização por concentração de íons". Esse processo se produz quando uma corrente de íons circula através de um nanocanal que vai selecionando os íons.
O nanocanal se situa entre dois microcanais por onde circula a água salgada e, quando se aplica uma voltagem ao nanocanal, os íons se concentram em um extremo do nanocanal e se esvaziam no extremo oposto. Em conseqüência desse processo, se repelem os íons salinos de água marinha próximos ao nanocanal. Ao transformar um dos microcanais em dois canais próximos à zona de repulsão, apenas a água dessalinizada, que não tem carga iônica alguma, pode atravessar a zona carregada e passar assim a outro canal destinado à água potável.
O método permite eliminar os sais e as partículas de maior tamanho, como as células, os vírus e microorganismos, com tanta eficácia quanto as mais modernas usinas de dessalinização.







Para ONU água poluída mata mais que violência no mundo

No dia onde se comemora o dia da água, a ONU disse que a população mundial está poluindo os rios e oceanos com o despejo de milhões de toneladas de resíduos sólidos por dia, envenenando a vida marinha e espalhando doenças que matam milhões de crianças todo ano. "A quantidade de água suja significa que mais pessoas morrem hoje por causa da água poluída e contaminada do que por todas as formas de violência, inclusive as guerras", disse o Programa do Meio Ambiente das Nações Unidas (Unep).
Lançado no Dia Mundial da Água, um relatório intitulado "Água Doente", da Unep afirmou que dois milhões de toneladas de resíduos, que contaminam cerca de dois bilhões de toneladas de água diariamente, causaram gigantescas "zonas mortas", sufocando recifes de corais e peixes.
Estes resíduos são basicamente gerados através de poluição industrial e agrícolas. De acordo com o relatório, a falta de água limpa mata 1,8 milhão de crianças com menos de 5 anos de idade anualmente. Grande parte do despejo de resíduos acontece nos países em desenvolvimento, que lançam 90% da água de esgoto sem tratamento, inclusive o Brasil.
Dentre as principais doenças causadas pela água suja, temos a diarréia, que mata anualmente cerca de 2,2 milhões de pessoas e mais da metade dos leitos de hospitais no mundo é ocupada por pessoas com doenças ligadas à água contaminada, segundo o relatório.
É recomendado sistemas de reciclagem de água e projetos multimilionários para o tratamento de esgoto, além da proteção de áreas de terras úmidas, que agem como processadores naturais do esgoto, e o uso de dejetos animais como fertilizantes.
O diretor da Unep, Achim Steiner, diz que "Se o mundo pretende sobreviver em um planeta de seis bilhões de pessoas, caminhando para mais de nove bilhões até 2050, precisamos nos tornar mais inteligentes sobre a administração de água de esgoto”.









ANA permite que Adasa autorize uso de recursos hídricos da União localizados no DF

A Agência Nacional de Águas (ANA) delegou na segunda-feira (22) à Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) a emissão de autorização para direito de uso de recursos hídricos pertencentes à União e que estão dentro do Distrito Federal. Essa é a primeira vez que a ANA delega esse tipo de autorização a um ente federado.
Segundo o presidente da ANA, Vicente Andreu, essa autorização vai permitir que a Adasa faça a gestão dos rios e córregos da União localizados do Distrito Federal.
“Se vai ser instalada uma indústria, uma empresa, um empreendimento agropecuário, um grande usuário, um shopping center que necessite captar água bruta, ele não vai fazer essa solicitação à agência de águas, ele vai fazer essa solicitação direto à Adasa”, afirmou.
O diretor presidente da Adasa, Ricardo Pinheiro, disse que a autorização vai facilitar o trâmite de pedidos para utilização da água. “Ele [cidadão] não sabe o que é um rio de responsabilidade federal ou de responsabilidade do Distrito Federal, de maneira que esse ato dá à Adasa e ao cidadão brasiliense um pedido de outorga que seja feito diretamente na Adasa sem nenhuma dúvida se é um rio federal ou estadual”, explicou.
Também foi lançada na segunda-feira (22) a rede de monitoramento de águas superficiais e subterrâneas no DF, composta de 44 redes de monitoramento de água em toda a região. Essas redes irão verificar diariamente a qualidade e a quantidade de água na localidade. Segundo o diretor da Adasa, as estações já estão em funcionamento.

Fonte: Agência Brasil







PNUD reconhece esforços do País para cumprir metas do milênio

Durante os dez anos em que o Programa Nacional das Nações Unidas para o desenvolvimento adota os oito objetivos do milênio, ou "oito jeitos de mudar o mundo", o Brasil tem alcançado resultados expressivos que o colocam em condições de avançar rumo ao cumprimento das metas para 2015. A conclusão está no 4° Relatório dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, que será divulgado nesta quarta-feira (24) em solenidade, às 17 horas, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.
A avaliação do programa das Nações Unidas detectou resultados animadores nas políticas públicas e nas ações da iniciativa privada e da sociedade civil na tentativa de alcançar os objetivos propostos pela ONU. Trabalho, saúde, educação e meio ambiente são as áreas aonde o governo brasileiro vem crescendo nos últimos anos.
Um exame passo a passo analisou a eficácia das medidas tomadas no País para acabar com a miséria e a fome, levar educação básica e de qualidade a todos, reduzir a mortalidade infantil, melhorar as condições de saúde da população, combater a AIDS e outras doenças, melhorar a qualidade de vida da população e o respeito ao meio ambiente e dar condições de trabalho às populações. Na maior parte dessas oito metas, os resultados do Brasil mereceram destaque no relatório.
O sétimo objetivo, relacionado a meio ambiente e qualidade de vida, é apontado como um dos que apresentou avanços significativos. O relatório constatou que a drástica redução nas taxas de desmatamento da Amazônia, que caiu para 1/3 da média da área desmatada nos últimos dez anos, aliadas às políticas de redução de emissões de CO2, ozônio e gases poluentes, demonstrou o empenho das autoridades ambientais na busca de soluções de desenvolvimento sustentável.
O evento é promovido pela Secretaria Geral da Presidência da República, pelo PNUD e pelo Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade e marca a entrega do Prêmio Objetivos de Desenvolvimento do Milênio Brasil, em sua terceira edição. A ONG ODM Brasil premia, de três em três anos, as melhores iniciativas da sociedade civil organizada na solução de problemas sociais e ambientais no País.

Fonte: MMA



Fotógrafo captura formas esculturais no gelo antártico

O fotógrafo americano Steven Kozlowski, formado em biologia, que abandonou a carreira acadêmica para fotografar a vida selvagem, em especial no Alasca. Registrou em sua última expedição na Antártida, imagens de esculturas de gelo formadas pela natureza na ponta de icebergs.
Steven comentou que era como se as “esculturas” nos icebergs tivessem sido criadas por um mestre escultor, e que a única coisa que pensava enquanto se deparava com àquelas belezas, era como a natureza é bela e como suas forças são criativas.
O que possibilitou fotografar as imensas "obras de arte" lapidadas pelos ventos polares, pela água e por temperaturas abaixo de zero no oeste da Antártida, foi que ele navegou pela região à bordo de um barco a motor de 62 pés.

Seca continua a prejudicar lavouras no sul do Ceará

A seca continua a trazer problemas às lavouras no Ceará, desde meados de fevereiro até os primeiros dias de março sem chuva os agricultores não conseguem colher a safra de milho.
Os agricultores afirmam que ao menos deveria ter chovido cerca de 40 milímetros para poder garantir a safra, pois o milho chegou a soltar a flor da planta, mas a espiga não cresceu.
A Ematerce (Empresa de Assistência Técnica e Expansão do Ceará) já reconhece as perdas em todos os municípios do sul do estado e fez um relatório para comunicar a situação para o governo estadual e para o Ministério do Desenvolvimento Agrário.







Índices da Reciclagem

Índices da Reciclagem


Capitais em que há catadores nos lixões: 37,4%

Cidades com mais de 50 mil habitantes: 68,18%

Cidades com menos de 50 mil habitantes: 31,67%

Nas ruas

Capitais em que há catadores nas ruas: 66,67%

Cidades com mais de 50 mil habitantes: 63,64%

Cidades com menos de 50 mil habitantes: 31,67%

Lixões

Capitais com lixões: 25,93%

Cidades com mais de 50 mil habitantes (excluídas as capitais): 72,73%

Cidades com menos de 50 mil habitantes: 66,67%

Fonte: UNICEF

Lixo vira arte na exposição “Memória Seletiva: Objetos Descartados em Nova Função”, no Rio de Janeiro

Até sexta-feira, dia 26, o espaço EBA7, da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, recebe a exposição “Memória Seletiva: Objetos Descartados em Nova Função”, de Leonardo Leoni.
O aluno recém-formado pela Escola de Belas Artes explicou que a idéia de usar o lixo surgiu da dificuldade em conseguir os materiais para a elaboração dos projetos da faculdade. “O material era muito caro, então fui adaptando. Não tinha certa tinta, eu usava pigmento, terra, cola. Assim, acabei estudando um pouco mais sobre essa questão da ‘cozinha’ da pintura. Dentro das próprias aulas, em Teoria da Pintura, aprendemos a elaboração dos materiais”, disse.
Na primeira exposição individual do artista a matéria prima utilizada vai desde telhas e madeiras ao papelão. Cada objeto exigiu de Leoni uma técnica específica. Nas telhas, ele usou a raspagem e a fuligem de vela foi utilizada com outros materiais.
Sobre sua arte, Leoni afirmou: “Na verdade, não transformo o material em outro. Apenas obedeço ao que ele tem a me oferecer ali, modificando o juízo de valores que as pessoas dão. Era lixo, mas agora é arte”, concluiu.



Fonte: AmbienteBrasil



Empresa de Eike Batista é denunciada pelo MPF por produção e compra ilegal de carvão no Pantanal

Três empresas, inclusive a siderúrgica MMX, do empresário Eike Batista foram denunciadas pelo Ministério Público Federal (MPF) em Mato Grosso do Sul por produção e comercialização irregulares de carvão.
As empresas são acusadas de comprar carvão vegetal produzido com desmatamento de árvores nativas. O carvão, adquirido de fornecedor não licenciado, vinha do município de Bonito, na entrada do Pantanal, onde a exploração de madeira para esse fim é proibida.
As empresas Black Comércio de Carvão Vegetal e HF Agropecuária são as demais empresas denunciadas pela extração de madeira nativa para produção de carvão. De acordo com a investigação, as duas empresas retiraram madeira de uma área equivalente a mais de mil campos de futebol do interior da Terra Indígena Kadiwéu, na região de Corumbá, também no Pantanal sul mato-grossense. E também foi flagrada recebendo 25 documentos de origem florestal (DOF) falsos de uma empresa envolvida em um esquema de fraudes do sistema eletrônico de controle de produtos florestais.
Na denúncia da MPF contra a MMX, pede que a empresa responda por crime ambiental por deixar de cumprir obrigação de relevante interesse ambiental, por operar em desacordo com licença ambiental concedida e por desobedecer um auto de infração do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). Já a Black Comércio de Carvão Vegetal e a HF Agropecuária Ltda. deverão responder criminalmente pelo corte e transformação de madeira de lei em carvão. Além de multa, a lei prevê reclusão de um a dois anos.





Cites reafirma proteção aos elefantes contra caça ilegal

A conferência de Cites (Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres) decidiu nesta segunda-feira (22) manter sua estrita proibição ao comércio do marfim dos elefantes, vítimas da caça clandestina, negando as solicitações da Tanzânia e da Zâmbia de que reduzisse as regras regidas sobre as populações dos animais.
Segundo o Kenia, líder de uma coalizão de 23 países africanos que se opõem à revogação da decisão, o melhor é "não falar mais dos elefantes na Cites até 2018", dado que uma moratória, que entrou em vigor desde 2008, proíbe a venda de marfim durante nove anos".
Nesta segunda-feira, uma semana depois da Tanzânia, a Zâmbia também recebeu uma resposta negativa quanto à modificação da classificação de sua população de elefantes, feita pela convenção.
Entretanto, os dois países africanos poderão tentar reiniciar as discussões durante as sessões plenárias, na quarta e sexta-feira.
A Tanzânia (100.600 elefantes) e a Zâmbia (27.000) pedem a Cites o direito de vender 80,6 toneladas e 21,7 toneladas de marfim "legal, respectivamente, procedentes da morte regular ou da mortalidade natural dos animais.
Também solicitam a retirada de seus elefantes da classificação, alegando o "bom estado" de suas populações.
Desde 1989, todos os elefantes da África estão inscritos no Anexo 1 da Cites, que proíbe as exportações, com exceção de quatro países do Anexo 2 (comércio sob controle), África do Sul, Zimbábue, Botsuana e Namíbia. Segundo a Tanzânia, a venda de 80,6 toneladas de marfim resultaria no lucro de 20 milhões de dólares, uma soma que seria utilizada para lutar pela defesa dos elefantes.
"Isso representa quatro anos de nosso orçamento de proteção", afirmou o representante do Ministério de Recursos Naturais, Stanslaus Komba, que lamentou que um país como o seu, "sentado sobre um tesouro", precise se abster da utilização de seus recursos naturais.
Entretanto, a conferência - e, sobretudo os países africanos - temiam enviar "um sinal equivocado aos caçadores ao reduzir o nível de proteção ou autorizando uma venda". Para muitos observadores, o comércio internacional é o principal motor do tráfico.
“A partir do momento em que existe um mercado, a caça ilegal é alimentada", explicou Céline Sissler-Bienvenu, do Fundo Mundial de Proteção dos Animais (Ifaw, na sigla em inglês), preocupada pelo aumento do tráfico de marfim. Foram confiscadas 6,2 toneladas no Vietnã em março de 2009 e 3,3 nas Filipinas no mês seguinte.
“As grandes apreensões de marfim são cada vez mais freqüentes e também cada vez mais importantes", destacou Tom Milliken, da ONG Traffic.


Fonte: Folha Online

Internet é ameaça a espécies raras, alertam conservacionistas

A internet está se tornando uma das maiores ameaças às espécies de animais em perigo, alertaram conservacionistas no encontro da Convenção Internacional de Comércio de Espécies em Perigo (Cites), da ONU, em Doha, no Catar.
Segundo ativistas, graças à internet nunca foi tão fácil comercializar qualquer coisa - desde filhotes de leão a peles de urso polar - em sites de leilões e salas de conversa na internet.
Várias propostas para restringir o comércio de espécies em perigo foram derrotadas durante o encontro da Cites, que reúne 175 países.
Ainda nesta semana, os representantes dos países vão votar mudanças no comércio do marfim.
Efeito da rede - Cientistas afirmam que a internet está tornando o comércio internacional ilegal de espécies protegidas mais fácil do que nunca, disse a enviada especial da BBC ao encontro de Doha Stephanie Hancock.
Milhares de espécies em perigo são comercializadas regularmente pela internet, com compradores e vendedores tirando vantagem do anonimato da rede e do grande mercado global que ela oferece.
"A internet está se tornando o fator dominante no comércio global das espécies em perigo", disse Paul Todd, do Fundo Internacional para o Bem-estar Animal, segundo a agência de notícias Associated Press.
Ativistas e responsáveis por monitorar o comércio ilegal afirmam que é quase impossível estimar o tamanho do problema, mas afirmam que tudo - desde bebês de leões até vinho feito com ossos de tigres - já foram comercializados online.
Eles afirmam que os Estados Unidos são o maior mercado, mas que Europa, China, Rússia e Austrália também desempenham importante papel.
Os cientistas que tentam obter maior proteção para as espécies em perigo já sofreram algumas decepções em Doha, afirma Hancock.
No domingo, delegados votaram por proibir totalmente o comércio internacional de um raro tipo de salamandra pintada, encontrada apenas no Irã, que segundo o WWF, Fundo Mundial para a Vida Selvagem, foi devastada pelo comércio na internet.
Mas outras tentativas de proibir o comércio de ursos polares, atum-rabilho e raros corais fracassaram no encontro em Doha.
Uma proposta dos Estados Unidos e da Suécia para regular o comércio dos corais rosa e vermelho - usados na fabricação de caras jóias e amplamente vendidos na internet - foi derrotada.
Os delegados derrubaram a proposta alegando preocupação com os efeitos dos restritivos regulamentos sobre comunidades pesqueiras pobres.

Fonte: G1





Animais silvestres são apreendidos no DF

A Polícia Militar e o IBAMA, após três meses de investigação, realizaram operação contra o comércio ilegal de animais silvestres no Distrito Federal no último final de semana. Na cidade de Samambaia, próxima a Brasília, foram apreendidos 128 aves e um jabuti em casas do município.
Em um conjunto da Quadra 425, alguns animais ficavam na rua. O dono de uma das casas da quadra disse que tinha autorização do IBAMA para criar as aves. Mas a permissão era apenas para alguns pássaros. A poucos metros, o irmão dele também mantinha em cativeiro pássaros de várias espécies, inclusive um papagaio. Os policiais encontraram o dono da casa em uma rua perto com duas gaiolas no carro. Primeiro, ele negou que vendesse os animais. Disse apenas que gostava de criar. Depois, acabou admitindo. Em outra rua, os policiais chegaram quando um suposto comprador fechava negócio. No último andar da casa foram encontrados pássaros de diversas espécies. Além das aves, os policiais encontraram também munição de vários calibres. Em outra casa, mais de 28 gaiolas.
A ação contou com 55 policias e 4 agentes do IBAMA, e todas as pessoas detidas vão responder por crime contra a fauna. Os bichos vão ser examinados por veterinários do IBAMA. Os que tiverem condições vão ser soltos e os que não tiverem, serão encaminhados para criadores autorizados.
O triste dessa história toda é que existem pessoas que contribuem com o tráfico de animais silvestres comprando os animais. De acordo com o IBAMA, a cada pássaro que é apreendido e que está sendo vendido na rua, nove morrem em função do processo de captura e venda.







Castanheiras de 25 metros são apreendidas em RO

A castanheira-do-Brasil (Bertholletia excelsa),é considerada por muitos a árvore–símbolo da Amazônia, podendo chegar a 60 metros de altura. Ameaçada pelo corte predatório, a espécie é protegida por lei. Não pode ser derrubada, salvo em raros casos, com autorização específica da autoridade ambiental.

Mesmo com a proibição do desmatamento destas árvores, fiscais flagraram numa propriedade rural em Pimenta Bueno, em Rondônia, três castanheiras em pleno desdobramento (corte em tábuas) com motosserra. As árvores tinham aproximadamente 25 metros de comprimento cada.

A apreensão aconteceu nesta sexta-feira (19), de acordo com informações do IBAMA/RO e o proprietário da terra foi multado em R$ 18.653 pelo corte das árvores, e em mais R$ 2.000 pelo uso de motosserra sem licença.

Pena que as punições para estes crimes são muito leves.

Algas marinhas podem reduzir obesidade, diz pesquisa

Uma pesquisa realizada no Reino Unido afirma que algas marinhas podem ser usadas para combater a obesidade.
A equipe de cientistas da Universidade de Newcastle descobriu que os alginatos, uma fibra extraída das algas, ajudam o corpo a reduzir a absorção de gordura em até 75%. O índice é melhor do que a maioria dos tratamentos contra obesidade.
Os cientistas estão fazendo testes com a fibra adicionada a pão, para determinar o efeito que ela teria em uma dieta normal.
"Essa pesquisa sugere que se nós podemos adicionar fibras naturais a produtos usados diariamente, como pães, biscoitos e iogurtes, até três quartos da gordura contida em uma refeição podem passar diretamente pelo corpo", afirma Iain Brownlee, da equipe de pesquisadores de Newcastle.
"Nós já adicionamos o alginato ao pão e testes iniciais de gosto têm sido extremamente animadores."
Estômago artificial - Os cientistas usaram um "estômago artificial" para testar a eficácia dos 60 tipos diferentes de fibras naturais ao medir o quanto cada um afeta a digestão da gordura. O estômago artificial é um aparelho que replica as reações físicas e químicas do estômago humano.
As descobertas foram apresentadas na Sociedade Americana de Química, durante uma conferência em San Francisco, nos Estados Unidos.
"Há inúmeros relatos de curas milagrosas para se perder peso, mas apenas alguns poucos casos têm evidência científica sólida para amparar esses relatos."
Alginatos já são atualmente adicionados a alguns alimentos em pequenas quantidades, para aumentar a sua consistência.
Para o diretor do National Obesity Fórum (NOF), uma entidade britânica que reúne médicos e estudiosos, a descoberta é "interessante".
"A pesquisa parece interessante, mas nós só podemos começar a recomendar [as algas] se os cientistas conseguirem gerar boas provas após testes rigorosos."

Fonte: Folha Online

Tempestade de areia do Deserto de Gobi continua cobrindo Pequim

A tempestade de areia do Deserto de Gobi que chegou no sábado (20) passado a Pequim continua cobrindo a capital chinesa, que também apresentou nesta segunda-feira (22) altos níveis de poluição que poderiam inclusive representar um perigo para a saúde dos moradores.
Por isso, o Instituto de Meteorologia da China sugere aos cidadãos que permaneçam em suas casas e utilizem máscaras e óculos para prevenir os danos nos olhos e nas vias respiratórias.
Segundo o instituto, a temperatura ficará nos próximos dias em 15 graus centígrados com um vento forte, mas menor que o do sábado passado, que trouxe consigo 150 mil toneladas de terra amarela procedente do noroeste.
O Birô de Proteção Ambiental informou a poucos dias que a tempestade que cobriu a cidade é umas das piores que os habitantes locais lembram.
Durante semanas o pó percorreu as regiões da Mongólia Interior, Xinjiang e Ningxia e as províncias tibetanas de Gansu e Qinghai, no noroeste do país.
"O norte da China ainda está sofrendo a tempestade de areia e se prevê que esta continuará acompanhada de um forte vento", acrescentam as fontes.

Fonte: Yahoo!









Rio Paraná oculta patrimônio artesanal de índios argentinos

O abundante rio Paraná oculta sob suas águas dezenas de ilhas onde habitavam até finais do século 19 as tribos indígenas argentinas chaná e timbu, cujo prezado patrimônio artesanal é no momento praticamente inacessível com o alto nível do rio.
Cerca de 10.000 índios chaná e timbu chegaram a viver nas ilhas do delta do Paraná, no norte da Argentina, onde praticavam a caça e a pesca e elaboravam detalhadas peças artesanais.
Diversos cemitérios onde enterravam e homenageavam seus entes queridos são o único rastro que perdura até hoje, embora sob as águas desses povos nativos, explicou à Agência Efe María Asunción Gotardo, diretora do Museu Regional da cidade argentina de La Paz, que abriga uma coleção de peças artesanais indígenas.
A pequena cidade de La Paz, na qual residem cerca de 25 mil pessoas, é a mais próxima às ilhas e também a mais afetada pelo forte fluxo das águas do Paraná, que cobre totalmente os cemitérios indígenas.
Múmia - Gotardo se mostra confiante que o nível do Paraná em breve diminua, o que permitiria às equipes de arqueólogos retomar as escavações nos cemitérios. Em suas inspeções anteriores, os especialistas encontraram fragmentos de peças de cerâmica e a múmia de uma jovem índia.
A coleção do Museu Regional de La Paz inclui uma urna utilizada para enterrar bebês, assim como dezenas de peças de vasos e panelas de barro e argila.
As alças desses utensílios têm formatos de cabeça de papagaio, cobra e coruja, o que, segundo Gotardo, demonstra a riqueza cultural dos chaná e dos timbu, que foram os "primeiros artesãos" da região de Entre Ríos, onde se encontra La Paz, fundada em 1835 e localizada a 520 quilômetros ao norte de Buenos Aires.
O museu possui também um mapa desenhado em 1749 pelo pai jesuíta José Quiroga no qual há detalhes sobre todas as moradias indígenas do litoral do trecho argentino do Paraná, um rio de mais de 4,5 mil quilômetros de extensão que nasce no interior brasileiro, demarca a fronteira Brasil-Paraguai e segue para a Argentina.
Tráfico e pouco apoio - O forte nível do Paraná desloca continuamente os restos mortais dos cemitérios, encontrados freqüentemente por pescadores ou velejadores, que costumam comercializar essas peças históricas, denunciou Gotardo.
Além disso, a diretora do museu lamenta o pouco apoio público, tanto do governo federal como do regional, na recuperação dos restos mortais desses povos nativos.
Os povos chaná e timbu se organizavam em famílias poligâmicas, costumavam usar colares feitos com caracóis e perfuravam o nariz, descreveu Gotardo.
Os especialistas consideram que esses grupos indígenas praticavam a caça e a pesca com armas, arcos e flechas de osso ou madeira, e cultivavam legumes da terra.
No final do século 19, os chaná e os timbu foram expulsos das ilhas e começaram a desaparecer pela falta de terras e pelo contato com novas doenças.
Apesar de não haver registros oficiais, os especialistas estimam que ainda haja descendentes desses povos indígenas na Argentina, onde estão registrados cerca de 6,5 mil guaranis.
O Museu Regional de La Paz é uma das escalas da expedição fluvial Paraná Ra'anga, um ambicioso projeto científico-cultural que começou no dia 12 passado na cidade argentina de Rosário e que terminará em Assunção no final do mês.

Fonte: Folha Online







Instituto Nokia de Tecnologia desenvolve software que ajuda a reduzir casos de dengue no Amazonas

Dados recentes do Ministério da Saúde revelam que o número de casos de dengue cresceu mais de 100% nas primeiras seis semanas deste ano, em relação a 2009. Foram registradas até agora 108.640 ocorrências em todo país. O grande aumento foi provocado pelas altas temperaturas e pelas chuvas acima da média para o período. Questões sociais como as dificuldades para controlar a proliferação do mosquito Aedes Aegypti levaram o Instituto Nokia de Tecnologia (INdT) a trabalhar no desenvolvimento de soluções que possam ter um papel fundamental para reverter este cenário negativo.
O Nokia Data Gathering (NDG) é um software desenvolvido pelo instituto, que ajuda organizações a coletar dados de pesquisas de campo de forma rápida e enviá-los em tempo real. Esta nova tecnologia, que substitui formulários em papel, garante resultados mais seguros. Com a adoção desta ferramenta, a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SUSAM), por exemplo, registrou em 2009 uma importante redução de casos de dengue na região metropolitana de Manaus.
Lançado em 2008, o NDG permite às organizações criar questionários detalhados para distribuição em diversos aparelhos móveis por meio da rede celular. Agentes podem preencher o questionário no visor do aparelho e mandar as informações em seguida para um servidor central. O sistema também possibilita o uso do geotag (marcação geográfica) com informações de GPS, que permitem identificar em um mapa os pontos exatos onde a coleta foi realizada.
“O formato convencional de pesquisas exige o transporte de muitos formulários, além de existir sempre o risco de preenchimento incorreto e conseqüente demora na análise e compilação dos dados”, diz André Erthal, diretor da área de Experiência em Serviços do INdT.
A tecnologia do Nokia Data Gathering garante a transmissão de dados quase em tempo real, por meio da conexão GPRS das redes GSM. Em locais onde não há rede, os dados ainda podem ser armazenados em um cartão de memória e enviados quando o sinal se restabelecer. Ainda há a possibilidade de envio de dados para um computador via Bluetooth (sem fio), cabo USB ou pelo próprio cartão de memória.
A SUSAM vem utilizando o Nokia Data Gathering desde outubro de 2008 na prevenção de doenças. A partir deste ano, especialistas de saúde saíram às ruas da região metropolitana de Manaus, munidos de aparelhos Nokia E61 e Nokia E71, para obter e registrar dados sobre comportamentos preventivos e sintomas da dengue.
Foram coletados mais de oito mil resultados em campo na zona leste da capital amazonense, onde a maioria dos casos estava sendo registrada. Os dados recolhidos ao longo da campanha serviram de suporte aos inquéritos bimestrais realizados para o levantamento rápido de presença de larvas do mosquito Aedes Aegypti em residências e outros edifícios.
Segundo o Secretário Estadual de Saúde do Estado do Amazonas, Agnaldo Costa, durante a campanha 2007/2008 para a prevenção da dengue, 3.522 casos foram identificados em Manaus. Com o suporte da ferramenta via celular, o número de ocorrências na campanha 2008/2009 foi reduzido para 245. O resultado ajudou o Amazonas a sair da lista do Ministério da Saúde que indica os estados que mais contribuem para a proliferação da dengue no Brasil.
A tecnologia do NDG é flexível e permite a customização de formulários e questões destinadas a outras áreas em que a obtenção remota de dados também é fundamental, como agricultura, censos, serviços emergenciais e suporte a crianças carentes, entre outras.
A Nokia disponibiliza gratuitamente licenças para o uso do software a organizações do setor público e ONGs e trabalha com vários outros órgãos públicos na Ásia e América Latina para implantar o serviço.

Saiba mais: http://www.nokia.com/datagathering

domingo, 21 de março de 2010

RESUMO SEMANAL DE NOTÍCIAS DO MEIO AMBIENTE

Muita coisa aconteceu na última semana no mundo sobre meio ambiente houve discussões, propostas, questionamentos de propostas, protestos, crimes ambientais e soluções para minimizar os efeitos do homem no planeta.

Foi levantada a possibilidade por um grupo internacional de geólogos de que nosso planeta pode ter sido totalmente congelado duas vezes. Como o aquecimento global e mudanças climáticas são temas abordados diariamente no mundo, foi confirmado pelo primeiro-ministro britânico que a reunião do grupo encarregado de adquirir os recursos necessários para o combate às mudanças climáticas nos países em desenvolvimento será realizada em Londres, no dia 31 de março, onde se estima buscar um financiamento inovador para alcançar o objetivo de US$ 100 bilhões anuais antes do final de 2020. E o bem-sucedido modelo que reduziu em mais de 95% o lançamento de Clorofluorcarbono (CFC) na atmosfera, começa a ser aplicado para eliminar do mercado os seus substitutos, os Hidroclofluorcarbonos, HCFCs, utilizado em larga escala nos refrigeradores, ar-condicionados e na indústria de plásticos. Energias “verdes” também foram abordadas nesta semana, o Brasil inovou apresentando na “A Copa do Mundo de 2014 – Normatização para Obras Sustentáveis” a proposta para que o biocombustível de soja seja utilizado como principal fonte de energia nos jogos da Copa do Mundo no Brasil. Já Agência Espacial Européia (ESA) está buscando um substituto para o combustível usado atualmente, desde que seja menos perigoso e também mais limpo. O projeto, conduzido junto com o Grupo de Corporações Espaciais da Suécia, já chegou a uma alternativa, que vem sendo testada. Denominado LMP-103S, o combustível é baseado em dinitramida de amônio (ADN), misturado a metanol (álcool metílico), amônia e água. Realmente as propostas são uma ótima alternativa “sustentável”, porém vale ressaltar que a proposta do biocombustivel no Brasil para a Copa aparenta o interesse ser maior na esfera comercial do que ambiental, diferentemente da ESA, que demonstra o contrário.

Foi falado também sobre a influência das mudanças climáticas em nossas vidas, e foi advertido pelo diretor da Agência Sanitária do Meio Ambiente e do Trabalho (AFSSET) – Dominique Gombert que as mudanças climáticas terão efeitos indiscutíveis na saúde, possibilitando aumento de alergias e doenças transmitidas por mosquitos, e o aumento de problemas intestinais ligados à falta de água. Calor mais intenso, frio mais rigoroso, além do aumento de poluentes na atmosfera e nos oceanos prejudicará o equilíbrio da vida animal e vegetal, alterando seus ciclos biológicos. No Brasil diminuiu nos últimos 10 anos, o número de pessoas consideradas faveladas pela ONU, graças aos avanços do saneamento básico. Devemos comemorar este avanço, porém não podemos deixar de cobrar que haja uma melhora no saneamento básico em todo país, além de abranger tratamento de esgoto evitando despejos de dejetos em rios, córregos, lagos e mares. E no Estado de São Paulo houve um aumento de 4% nos últimos 10 anos da cobertura florestal do Estado, os dados foram levantados via satélite.

Já o ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) atacou sua própria proposta apresentada na conferência do clima da ONU, em dezembro, em Copenhague. Sim, ele diz que é um absurdo reduzir em 40% o desmatamento no Brasil somente em 2020, afirmando que esta meta tem que ser para 2012. O Meio Ambiente propõe que a média de 14 mil hectares devastados no cerrado entre 2003 e 2008 caia para 8.500 hectares na média entre 2009 e 2012, e não mais 2020. A meta brasileira fala também na redução de 80% no desmatamento na Amazônia. Além disso, Minc propõe a criação de uma espécie de "lista suja" dos municípios que mais desmatam o cerrado, assim como já existe na região amazônica. Com isso, as propriedades com problemas ambientais e fundiários nessas localidades ficariam impedidas de captar créditos oficiais. Minc quer também que Lula abrace a proposta de impor 2013 como limite para que as siderúrgicas do país deixem de usar carvão de matas nativas. Pelo menos, o ministro tem mostrado “propostas” antes de deixar o cargo daqui a duas semanas.

O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) aprovou esta semana, a proposta de resolução que define parâmetros para os estágios sucessionais da vegetação nos campos de altitude (Mata Atlântica). Com esta medida, o Conama visa os processos de licenciamento ambiental para exploração de atividades nessas áreas. Agora basta esperar para ver se com a nova lei, estes biomas ficam mais protegidos.

Continuando sobre a preocupação com desmatamento, o pau-rosa entrou na lista de espécies de comércio controlado. A proposta do Brasil a Convenção Internacional sobre Espécies da Flora e Fauna Ameaçadas de Extinção (CITES) foi aprovada com unanimidade. Trata-se de incluir o pau-rosa na lista de espécies de comércio controlado. Desta forma, os 175 países participantes da convenção se comprometeram a combater o tráfico desta variedade. Mas a CITES não aprovou a proposta dos EUA para a proibição global da caça do urso polar. Falando em proibição, o atum-rabilho continua sendo liberado a pesca no mundo porque a ONU não aceitou a proposta de proibição da exportação do peixe.

A corretora americana MyEex lançou uma plataforma que paga aos consumidores americanos caso eles economizem energia. A iniciativa é bem vista pela população local e internacional.

Enquanto isso, representantes de comunidades afetadas por barragens protestam no prédio administrativo da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), em Sobradinho (BA), contra o projeto de construção das barragens de Riacho Seco e Pedra Branca, no Rio São Francisco. Apesar de manifestações de ambientalistas e grupos de movimentação social do Pará, o governo marcou para o próximo dia 20 de abril o leilão para construção da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, no Pará. Belo Monte será a segunda maior usina em capacidade de geração de energia do país, atrás apenas de Itaipu.

A luta em prol do meio ambiente continua, e pensando nisso, foi criado um Mapa da Injustiça Ambiental e Saúde no Brasil desenvolvido em conjunto pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e pela Fundação de Atendimento Socioeducativo (Fase), com o apoio do Departamento de Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde. O mapa está disponível a todos na internet e o objetivo do mapeamento é apoiar a luta de inúmeras populações e grupos atingidos em seus territórios por ações e projetos políticos considerados insustentáveis.

O grupo Nestlé foi acusado pelo Greenpeace de financiar a destruição de florestas na Indonésia e contribuir para a extinção dos orangotangos que habitam estas florestas. Ocorreu protestos na Alemanha, Holanda e Inglaterra para que a empresa cancela-se as compras do óleo de palma – matéria-prima usada na fabricação do chocolate KitKat. Após a manifestação o grupo cedeu cancelando o contrato de compra do óleo com a empresa Sinai da Indonésia.

Já a SOS Mata Atlântica gerou polêmica entre políticos e ruralistas por criar a lista de políticos que agem contra o meio ambiente, denominada a lista como “Exterminadores do Futuro”.

A capital do Maranhão vem sofrendo há mais de uma semana com a falta de coleta do lixo em 140 bairros gerando inúmeros problemas a população.

Sobre crimes ambientais, houve um absurdo na China, ocorreu em um zoológico do país na cidade de Shenyang a acusação pela imprensa chinesa dele fazer licor com os ossos de tigres siberianos. O pior é que o motivo da morte dos 13 tigres foi por fome, ou seja, o zôo possivelmente não alimentava os animais com um interesse maior. Falando ainda sobre crimes ambientais, traficante de animais silvestres atira animais do 2º andar para descaracterizar crime ambiental no Pará. Pelo menos quatro aves morreram e as demais conseguiram levantar vôo e fugir. O crime ambiental foi informado às autoridades por meio de denúncia anônima. A batalha contra os traficantes de animais silvestres continua, e o (IBAMA) em conjunto com a Polícia Militar Ambiental apreenderam 135 aves da fauna silvestre em operações realizadas no Estado do Ceará. As pessoas envolvidas nas apreensões vão responder por crime ambiental, além de pagar multa por manter em cativeiro animais da fauna silvestre brasileira sem licença do IBAMA.

E para finalizar segunda-feira (22) comemora-se o dia mundial da água, e está previsto uma série de eventos em todo o mundo, seja ele eventos científicos, de educação ambiental, discussão e soluções. O importante é que com um dia no mundo para se comemorar a importância da água, são levantadas bandeiras em prol de uma vida melhor e sem desperdícios.



Dia 20 de março de 2010 – resumo de notícias

Como aquecimento global e mudanças climáticas são temas abordados diariamente no mundo, começamos o resumo de notícias sobre meio ambiente falando sobre este tema. Foi confirmado pelo primeiro-ministro britânico Gordon Brown que a primeira reunião do grupo encarregado de adquirir os recursos necessários para o combate às mudanças climáticas nos países em desenvolvimento será realizada em Londres, no dia 31 de março. Neste encontro o objetivo é buscar um financiamento inovador para alcançar o objetivo de US$ 100 bilhões anuais antes do final de 2020. Recursos financeiros são imprescindíveis para que auxilie no combate ao aquecimento global, mas a ação mais importante é que os governantes, entidades e população em geral se comprometam a colaborar com o clima e o planeta. O comprometimento é tão importante na luta contra o aquecimento global, que já vemos problemas relacionados à saúde graças às mudanças climáticas. O diretor da Agência Sanitária do Meio Ambiente e do Trabalho (AFSSET) – Dominique Gombert advertiu que as mudanças climáticas terão efeitos indiscutíveis na saúde, possibilitando aumento de alergias e doenças transmitidas por mosquitos, e o aumento de problemas intestinais ligados à falta de água. Calor mais intenso, frio mais rigoroso, além do aumento de poluentes na atmosfera e nos oceanos prejudicará o equilíbrio da vida animal e vegetal, alterando seus ciclos biológicos.

A luta em prol do meio ambiente continua, e pensando nisso, foi criado um Mapa da Injustiça Ambiental e Saúde no Brasil desenvolvido em conjunto pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e pela Fundação de Atendimento Socioeducativo (Fase), com o apoio do Departamento de Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde. O mapa está disponível a todos na internet e o objetivo do mapeamento é apoiar a luta de inúmeras populações e grupos atingidos em seus territórios por ações e projetos políticos considerados insustentáveis. A todos que se interessarem saber sobre os abusos ambientais que ocorrem no Brasil, pode acessar o site http://www.conflitoambiental.icict.fiocruz.br e divulgar aos amigos o que vem acontecendo, além de poder fazer denúncias através do portal.

Falando ainda sobre crimes ambientais, traficante de animais silvestres atira animais do 2º andar para descaracterizar crime ambiental no Pará. Pelo menos quatro aves morreram e as demais conseguiram levantar vôo e fugir. O crime ambiental foi informado às autoridades por meio de denúncia anônima. A batalha contra os traficantes de animais silvestres continua, e o (IBAMA) em conjunto com a Polícia Militar Ambiental apreenderam 135 aves da fauna silvestre em operações realizadas no Estado do Ceará. As pessoas envolvidas nas apreensões vão responder por crime ambiental, além de pagar multa por manter em cativeiro animais da fauna silvestre brasileira sem licença do IBAMA.

Uma boa notícia, é que o número de pessoas consideradas faveladas pela ONU diminuiu nos últimos 10 anos, isso graças aos avanços do saneamento básico. Pois para a ONU há quatro pontos avaliados para classificar um indivíduo como favelado: água potável, saneamento básico, a qualidade da moradia e a densidade de habitantes por metro quadrado. Devemos comemorar este avanço, porém não podemos deixar de comprar que haja uma melhora no saneamento básico em todo país, além de abranger tratamento de esgoto evitando despejos de dejetos em rios, córregos, lagos e mares.

Falando ainda sobre qualidade de vida, a capital do Maranhão, São Luis está há mais de uma semana sem a coleta de resíduos, gerando uma série de transtornos a população. Infelizmente só havendo paralisação deste serviço extremamente importante a sociedade, para que ela se dê conta do quão importante é o cuidado com o lixo. Se a população em sua maioria tivesse o hábito de reciclar estes números seriam menores, e teriam possibilidade de localizar empresas, coorporativas e agentes ambientais que se interessassem pela retirada de seu lixo.

E para finalizar segunda-feira (22) comemora-se o dia mundial da água, e está previsto uma série de eventos em todo o mundo, seja ele eventos científicos, de educação ambiental, discussão e soluções. O importante é que com um dia no mundo para se comemorar a importância da água, são levantadas bandeiras em prol de uma vida melhor e sem desperdícios.



sábado, 20 de março de 2010

Coleta de lixo em São Luís/MA está interrompida há mais de uma semana

1 kg de lixo incomoda muita gente, toneladas de lixo incomodam muito mais. Este é o lema que os moradores de São Luís no Maranhão têm passado há mais de uma semana, tudo isso, porque a coleta de lixo na cidade foi interrompida e são toneladas de sujeiras se acumulando nas ruas.
Todo o problema teve inicio numa briga entre a prefeitura e uma empresa contratada, que interrompeu a coleta do lixo em 140 bairros. Os responsáveis pela empresa de coleta alegaram que não estavam recebendo pelo serviço e dizem que só irão retomar a coleta depois que o município pagar o que deve. "Essa dívida hoje gira em torno, aproximadamente, de R$ 12 milhões, sem contar com a multa da rescisão contratual com a prefeitura", afirma o advogado Manoel Felinto. Já a prefeitura por sua vez suspendeu o contrato com a empresa. "O contrato foi rompido porque estava sendo maculado o interesse público. A empresa não estava atendendo aos requisitos do contrato, portanto, a administração pública tinha o direito de agir", diz o procurador do município Francisco Coelho Filho.
Enquanto existe a discussão das partes envolvidas a sujeira toma conta das ruas históricas, das praias. Está na porta das igrejas e nas praças da capital maranhense. E é a população que sofre com o descaso.
Em média a cada dia, mais de 1,2 mil toneladas de lixo ficam acumuladas pelas ruas de São Luís. E a população arruma alternativas para lidar com o problema sendo obrigada a recorrer aos carroceiros que fazem o serviço que é da prefeitura.
Somente havendo paralisação deste serviço extremamente importante a sociedade, para que ela se dê conta do quão importante é o cuidado com o lixo. Se a população em sua maioria tivesse o hábito de reciclar estes números seriam menores, e teriam possibilidade de localizar empresas, coorporativas e agentes ambientais que se interessassem pela retirada de seu lixo.

Para ONU diminuiu o número de favelados no Brasil graças ao saneamento básico

A Organização das Nações Unidas (ONU) apresentou nesta sexta-feira (19), no Rio de Janeiro o relatório “Estado das Cidades do Mundo 2010/2011: unindo o urbano dividido”. De acordo com o documento há quatro pontos, avaliados pela ONU, para classificar um indivíduo como favelado: água potável, saneamento básico, a qualidade da moradia e a densidade de habitantes por metro quadrado.
De acordo com o relatório 10,4 milhões de brasileiros deixaram a condição de favelados nos últimos 10 anos. O mexicano Eduardo Lopez Moreno, coordenador do relatório afirma que “no caso brasileiro, foi o saneamento um dos avanços mais significativos”. Lopez assegura que o critério é rigoroso, e que a pessoa só é considerada fora da condição de favela quando os quatro pontos forem atendidos.
A ONU tinha como meta retirar 100 milhões de pessoas na condição de favelados até 2020, meta esta que foi ultrapassada no ano de 2010, sendo assim hoje já são mãos de 227 milhões de pessoas que saíram desta condição.

A fertilização dos oceanos com ferro foi proposta como uma forma de enfrentar as mudanças climáticas.

Fertilização de oceanos com ferro pelo clima prejudica ecossistema, alerta estudo
A ideia é de que o ferro promove o crescimento do fitoplâncton, que remove o dióxido de carbono da atmosfera através da fotossíntese. Quando o fitoplâncton morre e afunda, o carbono é isolado no fundo do oceano.
O entusiasmo com a ideia vem diminuindo, em parte devido à preocupação com a manipulação em larga escala dos ecossistemas marítimos.
Um estudo recente, publicado na revista científica "The Proceedings of the National Academy of Sciences" aponta para um risco específico: com a promoção do crescimento de certos organismos, o enriquecimento do ferro pode resultar na produção de uma neurotoxina, o que traria prejuízos ao meio ambiente.
Charles G. Trick e sua equipe, da Universidade Western Ontario, estudaram várias espécies de diatomáceas (organismos unicelulares) do gênero Pseudo-nitzschia.
Tóxico - Estes organismos produzem ácido domoico - aminoácido raro -, utilizado para ajudar no crescimento. Porém, este ácido é tóxico para muitos organismos, inclusive mamíferos aquáticos e seres humanos.
As grandes florescências de Pseudo-nitzschia nas águas costeiras causaram o envenenamento de leões marinhos que se alimentam de moluscos contaminados.
Alguns estudos haviam sugerido que, no meio do oceano, as diatomáceas não produzem a toxina. Mas Trick disse que o trabalho de sua equipe prova que essas pesquisas anteriores estavam incorretas.
As Pseudo-nitzschia colhidas no meio do oceano e sujeitas às experiências a bordo do barco de pesquisas produziram uma grande quantidade de ácido domoico. "Descobrimos que há muita toxina lá", disse ele. "Caso semeássemos com ferro, a quantidade de toxina aumentaria."
Os pesquisadores encontraram provas de que o aumento da produção de ácido domoico permitiu que as Pseudo-nitzschia invadissem outros fitoplânctons. "É mais tóxico do que antes e está presente em maior quantidade", afirmou Trick.

Fonte: Folha Online

Grupo sobre financiamento climático se reunirá no dia 31 em Londres

A primeira reunião do grupo encarregado de adquirir os recursos necessários para o combate às mudanças climáticas nos países em desenvolvimento será realizada em Londres, no dia 31 de março, anunciou nesta sexta-feira (19) o primeiro-ministro britânico Gordon Brown, copresidente do grupo.
"Quero anunciar que no dia 31 de março organizaremos em Londres a primeira reunião sobre o financiamento da luta contra o aquecimento global, estabelecido pelo secretário-geral da ONU", Ban Ki-moon, declarou Brown em um discurso à imprensa internacional na capital britânica.
O grupo, que teve sua criação anunciada em fevereiro, é copresidido por Brown e por seu colega etíope Meles Zenawi. Sua missão é "mobilizar os recursos que os Estados se comprometeram a doar" na recente conferência da ONU em Copenhague sobre o clima, segundo anunciou Ban na época.
Sua primeira missão será buscar um financiamento inovador para alcançar o objetivo de US$ 100 bilhões anuais antes do final de 2020.
Rumo ao México - O grupo apresentará informações sobre seu trabalho na próxima reunião da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (CQNUMC) e elaborará suas recomendações finais para a Conferência Internacional sobre o Clima prevista para Cancun (México), a partir de 29 de novembro.
A conferência de Copenhague, realizada em dezembro, terminou com um acordo político não-vinculante entre cerca de 30 países dos 192 presentes. Inclui o objetivo de limitar a dois graus Celsius o aumento médio da temperatura do planeta, mas se mantém muito vago sobre as maneiras de atingi-lo.
"Apesar das decepções da conferência de Copenhague, fizemos mais progressos do que se reconhece", ressaltou Brown, que expressou sua satisfação de que "mais de 70 países, ou cerca de 80% das emissões do planeta", tenham enviado à ONU suas metas de limitação de emissões de gases do efeito estufa para 2020.
"No entanto, resta muito a fazer", acrescentou Brown, lembrando a necessidade de alcançar os US$ 100 bilhões de arrecadação anual antes de 2020.

Fonte: Folha Online

Projeto disponibiliza Mapa da injustiça ambiental e danos à saúde no Brasil

Um projeto desenvolvido em conjunto pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e pela Fundação de Atendimento Socioeducativo (Fase), com o apoio do Departamento de Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde resulta em um Mapa de Injustiça Ambiental e Saúde no Brasil.
O trabalho, que está disponível na Internet, e tem como objetivo do mapeamento apoiar a luta de inúmeras populações e grupos atingidos em seus territórios ações e projetos políticos considerados insustentáveis.
Socializando informações, pretende dar visibilidade a denúncias, permitindo o monitoramento de ações e projetos que enfrentem situações de injustiças ambientais e problemas de saúde em diferentes territórios, como cidades, campos, florestas e áreas costeiras.
“O Mapa é de todas e todos nós. Mas, para que isso se torne uma realidade de fato e de direito, é fundamental que nos apropriemos dele e que, de agora em diante, ele se torne uma construção coletiva a serviço da justiça ambiental, da cidadania, da democracia e contra todo tipo de abuso, de exploração e de racismo”, informam os coordenadores do mapa.
O mapa está disponível e pode (como deve) ser acessado. O endereço é: http://www.conflitoambiental.icict.fiocruz.br

Mundo celebra Dia Mundial da Água

O mundo celebra na segunda-feira (22) o Dia Mundial da Água preocupado com o efeito que as mudanças no clima, provocadas pelas atividades humanas, podem desencadear no ciclo das águas. Debatido na 1ª Conferência Nacional de Saúde Ambiental (CNSA), promovida pelos ministérios do Meio Ambiente e da Saúde, no final de 2009, o tema Água e Clima alertou para os perigos provenientes da emissão de gás carbônico e outros gases de efeito estufa na atmosfera, responsáveis por efeitos como o agravamento das secas, o aparecimento de furações e enchentes.
A conferência debateu também a questão do saneamento ambiental que contempla entre seus aspectos a questão do abastecimento de água, a coleta e tratamento de esgotos, o controle de doenças, o lixo e a drenagem. Documento divulgado durante a conferência, alerta que a má qualidade das águas multiplica os riscos de doenças de veiculação hídrica e a balneabilidade de praias, afetando diretamente a saúde pública.
Além da questão da saúde foi levantado o problema da poluição dos mananciais, que onera o custo do tratamento da água. A proteção do abastecimento de água envolve ações como o controle de agrotóxicos, a reposição de matas ciliares e de topo e a eliminação de atividades poluidoras.
O documento debatido dentro da 1ª CNSA alerta que ao longo dos anos, os recursos hídricos em áreas urbanas vêm sofrendo intervenções variadas que os poluem e afetam o sistema de drenagem, abastecimento e esgoto. A ação humana degrada a água, ao lançar substâncias que a poluem, conferindo-lhe cor, tornando-a turva e menos transparente. A água suja ou contaminada por coliformes, nutrientes como o nitrogênio, fósforo e outras substâncias prejudica a saúde, a qualidade de vida e o ambiente.
O investimento na despoluição de bacias hidrográficas é apontado como um dos fatores preponderantes para a melhoria da qualidade das águas. São enumerados ainda investimentos no monitoramento da qualidade das águas, em programas relacionados à prevenção de cheias e também em programas como os de educação ambiental, sanitária e educação para a saúde.
Dentro do Ministério do Meio Ambiente, a recuperação e preservação das bacias hidrográficas do Alto Paraguai e da Bacia do São Francisco estão entre as principais atividades desenvolvidas pela Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano (SHRU) no programa intersetorial voltado ao uso e conservação de recursos hídricos. Na bacia do Alto Paraguai, a prioridade é a revitalização de sete sub-bacias, entre elas, a do rio Taquari, ação considerada de vital importância para a recuperação da bacia do Alto Paraguai.
Uma iniciativa que vem sendo implementada no local é a instalação de uma rede de viveiros para a produção de mudas. A elaboração do macrozoneamento das Áreas de Preservação Ambiental (APA) das nascentes do rio Paraguai junto com a sensibilização e mobilização da comunidade local, com o objetivo de promover a educação ambiental são ações adicionais que fazem parte do processo de recuperação daquela bacia.
No processo de recuperação da Bacia do São Francisco, também vem sendo desenvolvidas ações de conservação, recuperação e manejo do solo e da água em microbacias, com ações de recuperação de áreas degradadas na APA das nascentes, levantamento florístico, implantação de viveiros, plantio de mudas e monitoramento da água.
Para este projeto, a SHRU está investindo na instalação de um Centro de Referência Integrado. Ele será responsável por articular inter e intrainstitucionalmente as atividades de pesquisa e estudos sobre o Rio São Francisco. No local estão sendo promovidos cursos de capacitação para gestores, produtores e técnicos que atuam na região e ações de educação ambiental que garantam o princípio da transversalidade entre as ações do Governo Federal. Uma novidade no processo de recuperação da bacia é a implementação de um sistema de monitoramento ambiental que vai quantificar em quilômetros quadrados o desmatamento e gerar polígonos de indicativos de desmatamento recentes.
Até junho de 2010, deverão estar selecionadas as áreas prioritárias para criação de parques fluviais nos municípios que têm sua zona urbana na calha do Rio São Francisco ou na calha de seus afluentes. As potencialidades de cada um destes locais para a criação de parques fluviais serão determinadas por meio de sobrevoo e a seleção se dará a partir de detalhamento de proposta e à adesão de parceiros aos projetos.
Ainda é considerado pequeno o nível de conhecimento sobre a quantidade e qualidade das águas subterrâneas no Brasil. Por isso mesmo, a SHRU com parceiros de diversos segmentos, vem incrementando, por meio de estudos e pesquisas, o aumento do conhecimento hidrológico e implantando um sistema de monitoramento para este tipo de recurso natural. Estes estudos envolvem pesquisas específicas para um maior conhecimento e o monitoramento dos aquíferos de abrangência transfronteiriça e interestadual. Este conhecimento é fundamental para a criação de mecanismos de gestão integradas destes aquíferos.
Carente de recursos hídricos, o Nordeste tem no programa Água Doce uma alternativa para a obtenção de água potável e o desenvolvimento de atividades de cultura de peixes. O programa tem por base a dessalinização da água e já beneficiou até o momento mais de 50 mil pessoas naqueles estados. Para concretizar o processo, já foram implantadas três Unidades Demonstrativas (UDs) distribuídas nos estados do Rio Grande do Norte, Piauí, Alagoas e outras quatro aguardam para serem implantadas este ano, uma delas no Ceará.

Fonte: MMA

IBAMA continua “batalha” com traficantes de animais silvestres no Ceará

A batalha contra os traficantes de animais silvestres continua, e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) em conjunto com a Polícia Militar Ambiental apreenderam 135 aves da fauna silvestre em operações realizadas no Estado do Ceará.
Na quarta-feira (17) ocorreu a primeira apreensão de 51 pássaros, em Aquiraz. E no município de Maracanaú, outras 20 aves foram encontradas. Os responsáveis pelos animais foram encaminhados para a delegacia.
Após denúncias anônimas da população, o IBAMA fechou, na quinta-feira (18), três cativeiros ilegais de aves silvestres, em Olinda. Ao todo, foram apreendidos 64 pássaros, um papagaio e um jabuti. Entre os pássaros, estão espécies em extinção. De acordo com o IBAMA os animais devem permanecer na sede do Instituto, no Recife, até que possam ser reabilitadas para soltura.
As pessoas envolvidas nas apreensões vão responder por crime ambiental, além de pagar multa por manter em cativeiro animais da fauna silvestre brasileira sem licença do IBAMA.

Suposto traficante atira animais do 2º andar para escapar de fiscalização

Agentes ambientais apreenderam 82 animais silvestres em poder de um suposto traficante numa casa em Belém. Segundo o IBAMA, os fiscais enfrentaram resistência de familiares do suspeito, que tentaram impedir o acesso dos funcionários à residência enquanto ele tentava se desfazer dos animais para descaracterizar o crime ambiental. A ação aconteceu na tarde desta quinta-feira (18).
Pelo menos quatro aves morreram após serem atiradas do segundo andar da casa do suspeito, pois não tinham condições de voar, explica o chefe de fiscalização do IBAMA no Pará, Alex Lacerda. Outras conseguiram levantar vôo e fugir.
Entre os bichos encontrados na residência havia 12 periquitos, 4 jabutis e 1 tucano. O restante estava dividido em diferentes quantidades de curiós, bicudos, sabiás e azulões. Eles foram levados a um zoológico.
É a terceira vez que o suspeito, que foi preso pelos maus-tratos, é autuado pelo IBAMA por tráfico de animais silvestres.
O crime ambiental foi informado às autoridades por meio de denúncia anônima. O infrator recebeu mais de R$ 500 mil em multas e tem 20 dias para apresentar defesa.

Fonte: Globo Amazônia

Aumento de alergias e doenças provado pelas mudanças climáticas

Dominique Gombert - diretor da Agência Sanitária do Meio Ambiente e do Trabalho (AFSSET) advertiu firmou em Paris na última sexta-feira (19) que as mudanças climáticas terão efeitos indiscutíveis na saúde, possibilitando aumento de alergias e doenças transmitidas por mosquitos, e o aumento de problemas intestinais ligados à falta de água. "Em 2050, um em cada dois verões (hemisfério norte) se assemelhará à onda de calor de 2003", calor este que ocasionou milhares de mortes na França. Segundo ele, com o aumento das temperaturas no verão é possível prever forte avanço na mortalidade entre idosas e debilitadas. O diretor, afirmou que não será o verão intenso que prejudicará a vida das pessoas, mas as ondas de frio nos invernos serão cada vez mais intensas como o ocorrido neste ano no hemisfério norte.
Além do desequilíbrio no clima do mundo, o diretor cita que alguns poluentes - como as partículas finas -, também aumentarão, devido ao aquecimento global, acrescentou. "Serão mais precoces e permanecerão por mais tempo". Gombert explica que "esta poluição terá os mesmos efeitos dos picos de poluição atuais, que geram um aumento das doenças respiratórias (bronquite, asma) e problemas cardiovasculares, assim como uma sensibilidade maior às infecções causadas por micróbios".
Naturalmente com a alteração do clima, o aquecimento global provocará uma redistribuição da vegetação no território: por exemplo, a oliveira tentará subir para o norte. As árvores com pólen se estenderão, e por isso os períodos com muito pólen vão aumentar, o que provocará mais casos de alergias, indicou. O diretor também afirma que é previsto outros problemas de saúde, como cânceres de pele, devido à intensificação dos raios solares, e o aumento das doenças como a febre tifoide ou a cólera, porque a água será mais escassa e mais contaminada.
O especialista finaliza afirmando que embora as ameaças dos efeitos do aquecimento planeta pareçam claras, as medidas para proteger a saúde das pessoas são menos evidentes. Para reduzir os fatores de risco, será preciso desenvolver a cultura da "adaptação".

sexta-feira, 19 de março de 2010

Expansão mundial de energia eólica continua apesar de reflexos da crise econômica

O Conselho Global de Energia Eólica (Global Wind Energy Council) divulgou em fevereiro os números do avanço de projetos de energia eólica no mundo em 2009. A capacidade instalada cresceu 31% em 2009, passando de 120, 8 GW para 157,9 GW (ou 157.900 MW). Estes números têm superado as projeções mais otimistas do Greenpeace e surpreendido inclusive até mesmo a indústria eólica.
O crescimento representa cerca de três usinas de Itaipu e aconteceu em grande parte na China, que acrescentou 13 GW e dobrou sua capacidade instalada pelo terceiro ano seguido. Os Estados Unidos vieram com a segunda maior contribuição, de 9,9 GW, e seguem como o país com maior capacidade de energia eólica no mundo, com 35 GW. A Europa instalou 10,5 GW no ano passado, liderados por Espanha (2,5 GW) e Alemanha (1,9 GW).
"A continuidade do rápido crescimento da energia eólica, apesar da crise financeira e da recessão econômica é uma prova da capacidade de atratividade desta tecnologia limpa, confiável e rápida de instalar. A energia eólica se tornou a fonte que mais cresce em cada vez mais países do mundo", disse Steve Sawyer, Secretário Geral do GWEC. "Apesar da falta de consenso nas negociações de Copenhague, a energia eólica continuou a crescer graças a políticas energéticas nacionais em seus principais mercados", disse ele.
O mercado global de turbinas eólicas movimento cerca de 63 bilhões de dólares em 2009, empregando cerca de meio milhão de pessoas ao redor do mundo, de acordo com a GWEC. Os 157,9 GW de capacidade instalada economizam cerca de 204 milhões de toneladas equivalentes de carbono por ano. Estes números não deixam dúvidas de que a energia eólica é a escolha certa tanto para a economia, quanto para o clima.
O Brasil, que havia fechado 2008 com 400 MW instalados, agora conta com 660 MW de capacidade instalada. A conclusão das usinas contratadas pelo Proinfa (Programa Nacional de Incentivo às Fontes Alternativas) e o impulso dado pelo primeiro leilão de energia eólica, realizado em dezembro de 2009, devem elevar este número a 3 mil MW em 2012.
“O Brasil tem todas as condições de aproveitar seu gigantesco potencial eólico e posicionar-se entre os países de maiores gerações no mundo. Para tanto, o Greenpeace vem trabalhando no fortalecimento das políticas energéticas para novas fontes renováveis no país e pede a realização de leilões anuais de 1000 MW para a fonte eólica.” declarou Ricardo Baitelo, coordenador da Campanha de Energias Renováveis do Greenpeace Brasil.

Fonte: Greenpeace

Seminário apresenta substância para substituir gases nocivos à camada de ozônio

O bem-sucedido modelo que reduziu em mais de 95% o lançamento na atmosfera de Clorofluorcarbono (CFC), gás que destrói a Camada de Ozônio, já começou a ser aplicado para eliminar do mercado os seus substitutos, os Hidroclofluorcarbonos, HCFCs, utilizado em larga escala nos refrigeradores, ar-condicionados e na indústria de plásticos. Mesmo com potencial agressivo 50 vezes menor, os HCFCs terão que ser banidos dos processos industriais até 2040, segundo determina o Protocolo de Montreal, do qual o Brasil é signatário.
O Ministério do Meio Ambiente apresenta, na próxima terça-feira (23), em Curitiba (PR), o resultado de 16 experiências brasileiras e mexicanas de substituição dos HCFCs por Formiato de Metila. A substância é uma das alternativas para a redução de emissões de gases prejudiciais à camada de ozônio. Setores envolvidos com a fabricação de bens de consumo que contêm os HCFCs em sua formulação vão conhecer e discutir a viabilidade econômica, a segurança, os riscos à saúde e questões técnicas que envolvem aplicação da nova tecnologia.
Os HCFCs chegaram ao mercado consumidor na década de 80 como alternativa ao uso dos CFCs. Eram a melhor opção disponível por serem mais práticos e baratos, não exigindo grandes adaptações na produção. Somado ao seu menor potencial de impacto na camada de ozônio, foram prontamente adotados. Porém, o Protocolo modificou os prazos e atualmente prevê a paralisação em 2013 dos níveis de consumo e, a partir de 2015, a redução de 10%, de sua aplicação nos processos industriais.
Participam do Seminário Internacional na capital paranaense, empresas total ou parcialmente nacionais. Potenciais candidatas à utilização dos recursos do Fundo Multilateral do Protocolo de Montreal para conversão de seus processos industriais que utilizem HCFCs, se reúnem com membros da secretaria executiva do organismo e representantes de Unidades de Ozônio dos países membros do Protocolo. Segundo a Coordenação de Proteção da Camada de Ozônio do MMA, são realizadas reuniões anuais com o mercado para a busca de soluções de substituição, já que essa é uma exigência do acordo internacional.
Algumas alternativas ao gás já estão à disposição no mercado. O Projeto Piloto de Tecnologias Livres de HCFCs pretende incluir o Formiato de Metila nesse rol. A substância tem características que atendem principalmente à aplicação como alternativa nos processos de fabricação de espuma de Poliuretano (PU). Este tipo de plástico está no ciclo de produção de vários bens de consumo domésticos e industriais, sendo usado também como gás propelente em alguns tipos de aerosol. Esses setores estão obrigados a fazer a sua substituição gradativa.

Fonte: MMA

Ruralistas reagem à lista de "exterminadores do futuro" criada por ONG

Uma campanha lançada na última semana pela organização não governamental SOS Mata Atlântica deu início a um novo round na briga entre ruralistas e ambientalistas no Congresso Nacional. Batizada de "Exterminadores do Futuro", a iniciativa da ONG vai listar políticos que "agem contra o ambiente".
Na mira estão, por exemplo, parlamentares que defendem a flexibilização de leis ambientais, como o Código Florestal.
A bancada ruralista reagiu e pretende entrar no Conselho de Ética da Câmara contra os parlamentares que apoiam a criação e divulgação da lista de "exterminadores". O presidente da Comissão de Agricultura da Câmara, deputado Abelardo Lupion (DEM-PR), disse que a primeira representação será contra o colega Sarney Filho (PV-MA), presidente da Frente Parlamentar Ambientalista.
"Vai ser por quebra de decoro parlamentar. Foi uma canalhice do Zequinha Sarney. Não aceitamos que se tragam ONGs estrangeiras para fazer terrorismo contra deputados que estão fazendo um trabalho sério", argumentou.
Segundo Lupion, os advogados da Comissão de Agricultura estão levantando informações sobre outros parlamentares que manifestaram apoio à iniciativa.
Sarney Filho, que participou do lançamento da campanha, disse que não se sente intimidado com a ameaça de representação no Conselho de Ética. "Se for pelo fato de estar defendendo o desenvolvimento sustentável, a diversidade e os ecossistemas, me sinto até honrado de ir ao conselho."
O deputado considera a atitude dos ruralistas uma tentativa de intimidar a bancada verde diante da proximidade da votação do relatório sobre modificações no Código Florestal. "Mas o tiro saiu pela culatra. Essa situação só reforça nossas convicções", acrescentou.
Além dos deputados, Lupion disse que pretende entrar na Justiça contra a ONG caso seu nome apareça no ranking. "A partir do momento que ele divulgarem a tal lista, vamos entrar com ações de perdas e danos, de difamação, vamos quebrar essas ONGs", adiantou.
A lista deve ser divulgada no começo de julho, às vésperas do período eleitoral. Em maio, uma versão prévia deverá ser apresentada e os "exterminadores" indicados poderão se defender antes da inclusão definitiva no ranking de inimigos do meio ambiente.

Fonte: Radiobrás

Aumento de 4% das áreas de florestas de São Paulo em dez anos

Houve um aumento de 94 mil hectares na cobertura vegetal no Estado de São Paulo entre os anos de 2001 a 2008. O resultado veio através do levantamento feito durante 15 meses pelo Instituto Florestal do Estado de São Paulo, onde utilizaram o sistema de satélite japonês Alos.
De acordo com as imagens e dados levantados, foi possível verificar que 17% do estado é coberto por mata, em vez dos 13% apontados no levantamento de dez anos atrás. As fotografias também mostraram que a vegetação nativa cobre uma área 1 milhão de hectares maior do que se havia estimado anteriormente.
O secretário estadual de Meio Ambiente, Xico Graziano disse que a expansão da área com vegetação é resultado da redução no ritmo de destruição das florestas aliada aos bons resultados das ações de recuperação. “Nós conseguimos comprovar, nos últimos levantamentos, as duas coisas: cai o desmatamento, hoje ele é muito pequeno. E a recuperação ambiental está mais forte do que nós mesmos imaginávamos”. Graziano complementa: “isso [aumento da cobertura vegetal] é muito importante, porque a recuperação das florestas não só é bom para a biodiversidade, mas também promove a retirada de gás carbônico da atmosfera”.
A nova tecnologia de satélite permitirá, de acordo com ele, uma melhor fiscalização do desmatamento e elaborar estratégias de recuperação mais eficientes. “Agora nós temos uma melhor capacidade de controle dessas áreas, nós as enxergamos melhor, conseguimos fazer uma fiscalização melhor e, mais ainda, nós temos como trabalhar no sentido de fazer a conectividade.”
Segundo Graziano, trabalhar com o replantio de árvores em áreas de vegetação natural permite aumentar as regiões contínuas de floresta, o que é importante para o desenvolvimento da fauna e flora. “Porque pequenas áreas isoladas têm um efeito. E se nós conseguirmos juntar essas áreas com replantio de florestas, aí, formamos florestas maiores. Então, esse dado é muito importante para a biodiversidade”, destacou o secretário.
A meta do estado de São Paulo é recuperar 1 milhão de hectares em matas ciliares, que margeiam os rios, em um período de 25 anos. Segundo Graziano, 250 mil hectares já estão em processo de recuperação, mas ainda não podem ser vistos pelo satélite por serem muito recentes. “As florestas jovens, de até 5 anos, a fotografia de satélite não permite a leitura dessas áreas, só quando elas atingem uma idade um pouco maior”.
O inventário da cobertura vegetal do estado deverá ser atualizado a cada três anos.

Proibição de exportação do atum-rabilho é rejeitada em reunião da ONU

Uma proposta para proibir a exportação do atum-rabilho - considerado o de melhor qualidade para a produção de sushis - foi rejeitada em um encontro sobre vida selvagem da Organização das Nações Unidas.
Japão, Canadá e muitos países pobres se opuseram à proposta, alegando que devastaria economias pesqueiras.
Mônaco apresentou a proposta na reunião da Convenção Internacional sobre o Comércio de Espécies em Perigo (CITES, na sigla em inglês).
O estoque global do peixe caiu cerca de 85% desde o início de sua pesca intensiva.
Ao apresentar a proposta, Mônaco argumentou que o órgão responsável por monitorar a pesca do atum-rabilho - a Comissão Internacional para a Conservação dos Atuns do Atlântico (Iccat, na sigla em inglês) - não implementou medidas restritivas o suficiente para garantir a sobrevivência da espécie.
Cientistas e ativistas se mostraram decepcionados com o resultado.
"Acreditamos que seja um golpe, porque a Iccat não vem conseguindo demonstrar que pode implementar medidas que levem à recuperação (do atum-rabilho)", disse Glenn Sant, líder do programa marinho global da Traffic, a rede internacional que monitora o comércio de vida selvagem.
"Não há dúvidas de que (a proposta) cumpria os critérios (científicos)" para ser incluída na lista de espécies cujo comércio é restringido pela CITES - afirmou Sant à BBC da conferência em Doha, no Catar.
A intenção era que fosse instituída a proibição total do comércio do atum-rabilho.
Margem - As votações da CITES podem ser revistas no último dia da reunião, mas a margem de votos sugere que a decisão não será revertida, afirma Sant.
Na primeira votação - sobre uma emenda da União Europeia que enfraquecia a proposta original apresentada por Mônaco, mas endossava a proibição - a proposta foi derrotada por 72 votos a 43.
Na votação seguinte, da moção original, ela foi derrotada por 68 votos a 20.
Os países europeus tiveram que se abster da segunda votação, já que seus delegados não tinham autoridade de seus governos para votá-la.
A União Europeia tem que votar em bloco em negociações como essa, e países com grande pesca de atum-rabilho, como a França, Itália e Espanha, não estavam propensos a apoiar uma proibição imediata.
O Japão - o principal país consumidor de atum-rabilho - se opôs à proposta desde antes do início da reunião da CITES, argumentando que a pesca comercial deve ser monitorada por órgãos como a Iccat.
Sue Lieberman, diretora de política internacional do grupo ambientalista Pew, sugere que o lobby da indústria pesqueira foi responsável pela rejeição da proposta.
"Essa reunião representava uma oportunidade de ouro para os governos adotarem uma postura contra a pesca excessiva, e muitos governos fracassaram em fazê-lo", disse ela.
"O mercado para esse peixe é simplesmente muito lucrativo, e a pressão dos interesses pesqueiros muito forte para que governos apoiem um futuro verdadeiramente sustentável para esse peixe."



Fonte: G1

CITES rejeita proposta americana de proibir comércio de ursos polares

CITES rejeita proposta americana de proibir comércio de ursos polares







A Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e da Flora Silvestres (CITES), entidade que regula o comércio de espécies da vida selvagem ameaçadas, rejeitou nesta quinta-feira (18) uma proposta, apresentada pelos Estados Unidos, de proibir o comércio internacional de ursos polares, durante uma conferência da instituição em Doha.

A rejeição do órgão abre dúvidas sobre sua idoneidade e interesses comerciais de países envolvidos, pois é comprovado que os ursos polares são uns dos principais a sofrerem com os efeitos das mudanças climáticas ocasionadas pelo aquecimento global. A espécie é considerada "vulnerável", com um declínio de 30% de suas populações nos últimos 45 anos.

Chefe da delegação americana, Jane Lyder, afirmou que até 700 ursos polares são mortos ilegalmente ao ano, em particular na Rússia. Estima-se que haja entre 20 e 25 mil ursos polares vivendo entre Canadá, Groenlândia, Noruega, Rússia e o estado americano do Alasca. Eles são mortos, sobretudo, por causa de sua pele, dos dentes e dos ossos, ou são usados como troféus de caça.

Infelizmente a maioria dos países participantes da conferência da CITES na capital do Qatar afirmam que o derretimento das geleiras, provocado pelo aquecimento global, é a principal ameaça ao animal. Porém, mesmo ciente deste agravante, eles julgam correto o comércio do animal sofrendo chances de extinção pelo homem em duas formas: emissões de poluentes e caça.
O Canadá alegou que apenas 2% dos ursos polares "são comercializados a cada ano" e que este número se mantém estável, porém existem informações que asseguram que cerca de 300 ursos polares são comercializados internacionalmente a cada ano, sobretudo por povos indígenas, 210 deles por comunidades inuits do Canadá.
Alguns países, como a Groenlândia proibiram às exportações de urso em 2008.
Jeff Flocken, diretor do grupo conservacionista Fundo Internacional para o Bem-estar dos Animais (IFAW) lamenta: “foi uma oportunidade perdida, a última chance para responder às ameaças que o urso polar enfrenta”