Iniciando o apanhado de notícias relacionado ao meio ambiente em 11/03/2010, o Secretário Geral da ONU, Ban Ki-moon anunciou ontem que a ONU vai patrocinar uma "revisão independente" do trabalho científico do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC). O anúncio é uma tentativa de estancar as críticas ao trabalho do IPCC, por causa de erros publicados em avaliações oficiais do grupo. O IPCC foi criado em 1988 com o objetivo de usar a literatura científica para avaliar a extensão das mudanças climáticas, e compreendê-las. Em 2007, o IPCC lançou o documento que se tornou o (quase) consenso científico sobre aquecimento. O texto, cuja preparação envolveu mais de 1.200 cientistas independentes e 2.500 revisores, conclui que os países desenvolvidos devem cortar suas emissões de gases do efeito estufa em 40% até 2020 para segurar a alta da temperatura do planeta no limite de 2°C. Pelas contas do IPCC, é o único jeito de evitar um descontrole climático de conseqüências desastrosas.
Enquanto a ONU se preocupa em fundamentar os dados contidos nos relatórios do IPCC, foi publicado na revista “PNAS” um estudo assinado por Steven Davis e Ken Caldeira, da Instituição Carnegie de Washington, onde avaliou o comércio relacionado a 57 setores da indústria em 113 países. Foi constatado que quase um quarto do volume de gases do efeito estufa emitidos por países pobres (23%) tem como origem produtos e serviços vendidos a países ricos, ou seja, em 2004, ano base da pesquisa, nações desenvolvidas produziram indiretamente 6,2 bilhões de toneladas de gás carbônico, porém o estudo só considera as emissões provenientes da queima de combustíveis fósseis. Daí nos vem a discussão, seria correto a política atual que nos dá o direito de poluir comprando as emissões de países em desenvolvimento, vale lembrar que a China ainda é considerada uma nação em desenvolvimento, mas com emissão de gases de países extremamente desenvolvidos.
Hoje, se reúnem em Paris representantes de países com florestas tropicais e representantes de países com dinheiro para tentar criar um mecanismo de redução de emissões por desmatamento que possa começar já neste ano. O chamado Irpa (Arranjo de Parceria Interino para Redd) visa capacitar países tropicais a monitorar suas florestas e a gerenciar os recursos doados pelos países ricos para redução de desmate e conservação. Este mecanismo começará com US$ 3,5 bilhões, doados por EUA, Noruega, Japão, Austrália, França e Reino Unido. A idéia é que o Redd terá três fases. Na primeira, países que ainda não têm metodologias nacionais de monitoramento adotarão uma - o Brasil possui uma das mais avançadas do mundo. Na segunda, serão feitos projetos em pequena escala e financiados por verba de doação. Só numa terceira fase, a ser implementada depois de assinado novo acordo do clima, é que países ricos poderiam usar ações de Redd como "créditos" a serem abatidos de suas metas de redução de CO2.
Porém, como conseqüência do aquecimento global, moradores de Baía da Traição (PB), estão gastando até R$ 8.000 por ano para manter muros construídos para proteger suas casas da maré alta. De acordo com a Defesa Civil do município, cerca de 800 casas estão ameaçadas pelo mar, sendo que 66 já sofreram danos externos como queda de muros e erosão de varandas. Cinco casas já ruíram parcialmente. A praça de eventos do município já está parcialmente destruída pela maré alta.
Já Belo Horizonte inaugurou dia 5, um aquário de água doce de 3 mil metros quadrados, onde a meta do novo aquário é promover a conservação da vida aquática do rio São Francisco por meio de exibições dos ecossistemas e suas interpretações, além de educação e pesquisa para criação e manutenção de peixes em cativeiro.
Infelizmente ainda existem pessoas que agem de má fé com o homem e o meio ambiente, desta vez a polícia apreendeu 300 quilos de agrotóxicos ilegais no Paraná
Mas nem tudo está perdido, de acordo com uma pesquisa inédita feita por pesquisadores da Universidade de Gottingen, na Alemanha, e do MIT, nos Estados Unidos, as memórias de computadores ficam mais “verdes” tirando proveito do calor. E a Unicamp cria conversor para ligar painéis solares à rede elétrica, o que deverá inaugurar uma nova etapa no aproveitamento da energia solar no país.
E para finalizar, foi comprovado que o chá de papaia possui alto poder anticancerígeno. O chá do extrato de e folha de papaia contém propriedades que combatem com grande poder os vários tipos de câncer e não deixa sequelas de nenhuma toxidade, como ocorre com outras terapias, segundo uma pesquisa da Universidade da Flórida (UF) divulgada esta semana.
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