Nas últimas semanas, boa parte do Hemisfério Norte vem passando por uma onda de frio intensa, enquanto que no Pólo Ártico as temperaturas tem chegado a níveis altos e incomuns.
Mark Serreza, diretor do Centro de Dados Nacional de Neve e Gelo, no Colorado (EUA) diz: "Está quente no Ártico, com a temperatura do ar entre 5,6 ºC e 8,4 ºC, mais quente do que deveria estar em certas áreas".
O cientista afirma que nem toda a extensão dessa onda de calor é atribuível ao aquecimento global, mas ela reduz a quantidade de gelo no Ártico e contribui para o fenômeno. Isso ocorre porque menos gelo significa menos luz sendo refletida de volta ao espaço (porque o gelo é branco) e, como consequência, mais calor é retido.
A desigualdade térmica registrada pelos centros meteorológicos acontece provavelmente devido à existência de uma grande área de alta pressão sobre o Ártico, e uma outra, de baixa pressão, atingiu grande parte do hemisfério Norte.
Os cientistas alegam que normalmente, essas áreas com pressões de ar diferentes deveriam se deslocar e se misturar. Em vez disso, elas continuaram paradas.
Segundo os cientistas, desde o começo dos registros em 1950, esse estado estacionário das pressões de ar não acontecia com tanta intensidade. Porém, eles acreditam que as duas massas de ar, parecem estar começando a se misturar.
Infelizmente com estas variações na temperatura, não podemos acreditar que houve um recuo no aquecimento global, pois continuam as emissões de gases poluentes na atmosfera em larga escala.Como a responsabilidade pelo frio é dessa anormalidade no padrão de distribuição das áreas de alta e baixa pressão, cientistas afirmam que as baixas temperaturas não significam que haja um recuo do aquecimento global.
Segundo Omar Baddour, especialista em clima da Organização Meteorológica Mundial, oscilações como esta geralmente duram poucas semanas, raramente passando de um mês e meio. "Como [a atual] começou em dezembro, deve estar perto do fim", afirma.
O fenômeno El Niño surgiu com força na virada de 2009 para 2010, o que faz com que se possa esperar episódios climáticos atípicos neste ano.

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