sábado, 20 de março de 2010

Aumento de alergias e doenças provado pelas mudanças climáticas

Dominique Gombert - diretor da Agência Sanitária do Meio Ambiente e do Trabalho (AFSSET) advertiu firmou em Paris na última sexta-feira (19) que as mudanças climáticas terão efeitos indiscutíveis na saúde, possibilitando aumento de alergias e doenças transmitidas por mosquitos, e o aumento de problemas intestinais ligados à falta de água. "Em 2050, um em cada dois verões (hemisfério norte) se assemelhará à onda de calor de 2003", calor este que ocasionou milhares de mortes na França. Segundo ele, com o aumento das temperaturas no verão é possível prever forte avanço na mortalidade entre idosas e debilitadas. O diretor, afirmou que não será o verão intenso que prejudicará a vida das pessoas, mas as ondas de frio nos invernos serão cada vez mais intensas como o ocorrido neste ano no hemisfério norte.
Além do desequilíbrio no clima do mundo, o diretor cita que alguns poluentes - como as partículas finas -, também aumentarão, devido ao aquecimento global, acrescentou. "Serão mais precoces e permanecerão por mais tempo". Gombert explica que "esta poluição terá os mesmos efeitos dos picos de poluição atuais, que geram um aumento das doenças respiratórias (bronquite, asma) e problemas cardiovasculares, assim como uma sensibilidade maior às infecções causadas por micróbios".
Naturalmente com a alteração do clima, o aquecimento global provocará uma redistribuição da vegetação no território: por exemplo, a oliveira tentará subir para o norte. As árvores com pólen se estenderão, e por isso os períodos com muito pólen vão aumentar, o que provocará mais casos de alergias, indicou. O diretor também afirma que é previsto outros problemas de saúde, como cânceres de pele, devido à intensificação dos raios solares, e o aumento das doenças como a febre tifoide ou a cólera, porque a água será mais escassa e mais contaminada.
O especialista finaliza afirmando que embora as ameaças dos efeitos do aquecimento planeta pareçam claras, as medidas para proteger a saúde das pessoas são menos evidentes. Para reduzir os fatores de risco, será preciso desenvolver a cultura da "adaptação".

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