sexta-feira, 23 de abril de 2010

Resumo diário de notícias ambientais em 23 de abril de 2010

Dia 23 de abril está repleto de notícias sobre o meio ambiente, algumas delas já são rotineiras e outras surpreendente, seja pela “maldade” do bicho homem, ou seja, pelas novas descobertas e atitudes que valem à pena.
Sobre o polêmico Relatório do IPCC de 2007 sobre as previsões no mundo ocasionado pelas mudanças climáticas, que vem sendo questionado por erros contidos no relatório, recebeu mais uma afirmação sobre um novo erro. O IPCC afirmou que a elevação de um metro no nível do mar inundaria 17% de Bangladesh até 2050, transformando 20 milhões de pessoas em refugiados. A previsão do órgão, porém ignorou o papel que os sedimentos desempenham para contrabalançar a elevação dos níveis do mar. De acordo com o novo estudo, financiado pelo Banco de Desenvolvimento Asiático, as previsões do IPCC não levam em conta as toneladas de sedimento – cerca de 1 bilhão – carregadas pelos rios do Himalaia até Bangladesh todos os anos. Vale apenas ressaltar pessoal que por mais que possa haver erros nas previsões por não avaliar a questão citada acima, os efeitos climáticos ocorrem todos os dias, e com proporções maiores. O homem deve ter o conhecimento real do quão forte é a natureza para se equilibrar e se “defender” de ações contra ela.
Ainda sobre mudanças climáticas, o Instituto de Pesquisa de Impactos Climáticos de Potsdam publicou no periódico “Nature” que o Acordo de Copenhague é incapaz de manter o aquecimento global em 2ºC, seu objetivo declarado. Na verdade, argumentam, ele pode produzir o efeito inverso: fazer as emissões globais subirem e com elas os termômetros. Os cientistas alemães se basearam nas promessas de corte de emissões feitas até o último dia 13 por 76 países que aderiram ao acordo, produzido na cúpula do clima de dezembro passado. A conclusão dos resultados é que o mundo chegará a 2020 com emissões anuais de 47,9 bilhões a 53,6 bilhões de toneladas de gás carbônico, porém para ter uma chance igual ou maior do que 50% de manter o aquecimento num máximo de 2ºC, as emissões anuais máximas teriam de ser de 44 bilhões de toneladas.
A “novela mexicana” sobre a Construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte continua a todo vapor. A Procuradoria Regional da República da 1ª Região apresentou na quinta-feira (22) um recurso contra a segunda suspensão da liminar que impedia o leilão da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. A suspensão foi expedida na última terça-feira (20) pelo presidente do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, Jirair Megueriam, e permitiu que o leilão fosse realizado no mesmo dia pela Agência Nacional de Energia Elétrica. Se o recurso do Ministério Público Federal (MPF) for aceito, o leilão de Belo Monte pode ser anulado. O recurso já foi recebido pelo TRF, mas ainda não há previsão de julgamento dos dois pedidos do Ministério Público. Já Lula, tem demonstrado ser questão de honra a construção, ou melhor, a decisão da construção da hidrelétrica ser no seu mandato, tanto que anunciou ontem, que a Usina será construída mesmo sem a participação de empresas privadas.
O Brasil vem sendo “castigado” desde o início do ano com as chuvas intensas, agora é o Estado do Paraná, deixando cerca de 400 pessoas fora de casa. De acordo com a Defesa Civil, choveu, em 24 horas, 113 milímetros, volume previsto para todo o mês de abril. Enquanto a região sul do Estado sofre com chuva intensa, a região norte enfrenta queimadas. Desde o início do ano, o Paraná já registrou mais de 2,4 mil queimadas. A maior parte delas, mais de 1,8 mil ocorrências, segundo o Corpo de Bombeiros, foi registrada nos meses de março e abril. As causas mais comuns para os incêndios ambientais são as queimadas agrícolas, o fogo usado para queimar lixo doméstico, ou fogo usado para limpeza de terrenos.
Os índios da Aldeia Taperera, no Amazonas, preocupados com a sobrevivência da floresta e deles próprios, criaram uma Cartilha Ambiental sobre Mudanças Climáticas e Povos Indígenas que será distribuído nas aldeias da região, o projeto foi supervisionado pela Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab).
Quando pensamos que a situação está ruim, recebemos uma notícias que mostra estar pior ainda. Uma nova pesquisa, que investigou o crescente problema da poluição por nitrogênio, indica que as taxas globais de nitrogênio e de carbono no meio ambiente estão intimamente ligadas. Para os autores, o estudo pode auxiliar no desenvolvimento de estratégias para ajudar a mitigar problemas regionais que vão de corpos d’água contaminados a impactos na saúde humana. O trabalho foi publicado na edição desta quinta-feira (22) da revista Nature.
Finalizando, temos a notícia intrigante de que o cocô de baleia ajuda a seqüestrar carbono no mar. De acordo com o estudo, os excrementos despejam enormes quantidades de ferro no mar, o que impulsiona o crescimento do fitoplâncton, sequestrador de carbono. Agora basta conseguirmos convencer os japoneses que é sustentável deixar as baleias em paz no oceano para ajudar a salvar o planeta.



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