Mais uma vez, cidadãos brasileiros se deparam com o caos, graças à maior chuva já registrada na cidade do Rio de Janeiro – foram 288 milímetros registrados em 24 horas, ou seja, o dobro previsto para um mês de chuva no mês de abril.
Infelizmente o caos se determina não apenas pelos fatores climáticos, mas principalmente pela falta de ações preventivas nos centros urbanos e nas encostas. Construção irregular em morros e montanhas, além da predominância do concreto e lixo evitando o escoamento da água. Assim, os cariocas vivem hoje o que os paulistanos vivem há anos.
De acordo com professor de mecânica dos solos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Veiga de Almeida (UVA) e presidente do Clube de Engenharia, Francis Bogossian, os municípios devem adotar o tratamento preventivo, ou passivo, antes que comecem a ocorrer deslizamentos de terras. “É a drenagem, superficial e profunda, que custa muito barato, menos de 10% da eventual obra de estabilização [da encosta] e livra de acidentes”
Ele diz que esse tipo de trabalho exige aporte de recursos pelo governo federal.
O professor explicou ainda que problemas estruturais causados por construções irregulares em encostas não se resolvem em dois ou quatro anos. “Com as chuvas fortes, o solo satura e sua resistência interna diminui. Além disso, o peso aumenta com a água. São dois fatores que prejudicam”, afirmou o engenheiro.
Ele apontou a necessidade de se desobstruir a saída das águas, principalmente nas zonas baixas da cidade. Outro aspecto fundamental é o da limpeza das ruas e dos morros. O lixo jogado nas ruas vai para os ralos e bueiros, entupindo-os e impedindo a saída da água das chuvas.
Por mais que seja um problema excepcional o excesso de chuva em pouco tempo, há a necessidade em preparar as cidades brasileiras para fenômenos naturais e climáticos que podem vir a ocorrer devido às mudanças no planeta.
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